Versátil cativante

Conclusões IV

A Yamaha XJ6 teve a dura missão de substituir em nosso mercado a consagrada FZ6, que sempre se destacou pela excelente qualidade dinâmica e desempenho. Sendo assim, a XJ6 foi logo “comparada” com a antiga em todos os aspectos, mesmo que todos saibam que ela custa muito menos e que tem uma proposta totalmente diferente.

De cara, sentimos uma clara falta de desempenho do motor e uma ciclística muito mais simples e inapropriada para uma condução mais esportiva. Em compensação, a XJ6 logo nos cativou pela versatilidade na cidade, aspecto que a antiga FZ6 deixava muito a desejar pela total ausência de torque em baixas rotações. 

Os seus R$ 27 500 justificam a menor qualidade dos equipamentos, apesar de achar que eles são simples até demais para uma moto desse nível. Prefiro a versão N em comparação à F, pois o design é muito mais belo e combina mais com a minha utilização mais urbana.

Nota XJ6 F: 7,0
Nota XJ6 N:7,2

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Parceira para o dia a dia

Conclusões III:

Não tem jeito, pelo motor tetracilíndrico de 600 cm³ e por serem motos com visual arrojado, quem olha para qualquer uma das XJ já pensa em esportividade, desempenho puro, etc. Entretanto, a prioridade destas duas Yamaha não é lutar contra o cronômetro em pistas ou alcançar velocidades insanas em uma auto-estrada. O que elas querem é, simplesmente, entregar a você tudo o que é necessário para enfrentar as situações do dia a dia de quem anda de moto. Durante esses 100 dias de convivência, descobrimos duas motos que cumprem esse objetivo, contudo, apesar de compartilharem basicamente os mesmos defeitos e qualidades (o que é óbvio), mostraram um caráter bastante diferente entre si.

 

XJ6 F: Quem se dispõe a gastar ao redor de R$ 30 000 e não abre mão do ronco apaixonante de um motor “tetra” e do visual e conforto proporcionados por uma bela carenagem integral, pode encontrar na XJ6 F uma boa opção. Como desempenho puro não é uma prioridade para a XJ, não entendo a opção da Yamaha por relações de marcha tão curtas (a 6ª em especial) — o que sacrifica consideravelmente o conforto e o consumo em viagens —, principalmente se pensarmos que há potência e, principalmente, torque de sobra para utilizar relações mais longas sem sacrificar em absoluto o bom rendimento da XJ, seja na cidade ou na estrada.

O tratamento que a “F” dispensa ao garupa também pesa contra as aptidões turísticas deste modelo. Acredito que já é hora da Yamaha oferecer freios ABS, pelo menos como opcional, e outras opções de cores para a XJ. Hoje, quem não gosta de preto, fica sem opção. Nota: 7,0

 

XJ6 N: Na minha opinião, a versão naked é superior à carenada em praticamente tudo, especialmente nas questões dinâmicas. Com menos peso para suportar, a frente da moto é mais “obediente” nesta versão, resultando em uma pilotagem sensivelmente mais fácil e com respostas mais rápidas. É incrível a agilidade que a “N” mostra no trânsito urbano. Estreita e com o motor sempre bem disposto, é uma moto extremamente “na mão” e perfeitamente capacitada para ser a sua moto do dia a dia. O belo design desta XJ — ressaltado pela cor branco perolizado — chamou muita atenção nas ruas. Ao comando da naked, invariavelmente era abordado por alguém perguntando sobre o modelo, fato que, curiosamente, era muito mais esporádico com a versão totalmente carenada. Nota: 7,5

 Por Gabriel Berardi

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E a nova escolhida é:

Kawasaki D-Tracker 250. Continue acompanhando as conclusões sobre o Teste dos 100 Dias com a Yamaha XJ6 e já vá se preparando: a D-Tracker já está chegando à nossa redação e, nos próximos dias, terá início esta nova jornada com a primeira participante na marca verde em nosso blog.

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Boa, mas não apaixonante

Conclusões II

Segue abaixo conclusão de Gerson Campos, editor do portal Carro Online, sobre a Yamaha XJ6:

Pude ficar um fim de semana com a XJ6 S e aproveitei para esticar até Águas de Lindóia, no interior de São Paulo, com a namorada na garupa.

Como já havia andado em quase todas as concorrentes (Ducati Monster, Fazer 600, que saiu de linha, Hornet e Kawa Z750), busquei minhas referência para compará-la às rivais sem esquecer, é claro, que estamos falando de uma motocicleta menos potente, mais barata e com a vantagem da carenagem.

Minha primeira curiosidade era saber como o motor da Fazer, “amansado” para a XJ6, se comportaria. Como admirador e dono de uma motos esportiva, já torci o nariz logo de cara para essa redução na cavaleria. Mas a XJ6 me surpreendeu positivamente e, acredite, entregou um motor mais agradável que o da Fazer para a proposta da moto.

É claro que ele não é tão explosivo em altas rotações, mas na cidade e na estrada, em velocidade de cruzeiro, a curva de torque é mais plana e a condução, consequentemente, mais agradável. Resumindo: o motor da Fazer tem um acerto quase de pista, enquanto o da XJ6 privilegia o uso convencional nas ruas sem abrir mão de uma dose interessante de esportividade.

Com essa boa impressão em relação ao motor, segui viagem reparando nos detalhes. Não gostei do câmbio, muito duro, e da balança feita de aço, que transmite muito a vibração para o garupa. A namorada, inclusive, voltou reclamando e disse que preferia até a esportiva, que era mais suave nos buracos e tinha um banco mais quadrado. A reclamação dela em relação ao assento da XJ6 era simples: ele era “oval” e não oferecia firmeza nas curvas, jogando a moça para lá e para cá.

Não abusei nas serras, mas percebi que a Yamaha tem uma ciclística interessante, embora a frente seja pesada em relação a motos como a Hornet, esta sim uma verdadeira “bicicleta”.

Enfim, gostei da XJ6 (sempre falando da S, já que com a N não consegui andar), mas não me apaixonei. Neste caso, recomendo a quem busca uma compra mais racional para uma sport touring sabendo que encontrará um pacote honesto e até peculiar (só lembro da Bandit carenada com as mesmas características).

Se a briga for só entre as nakeds, acho que a coisa já muda de figura. A vantagem da XJ6, bem mais barata e menos visada em relação a Hornet e Z750 (a Monster é uma moto de nicho), é grande em termos de custo benefício. Máquina por máquina, porém, os modelos da Honda e da Kawasaki são superiores, mas cobram muito por isso. A Yamaha, neste caso, é uma bike menos instigante, mas bem interessante. E que visual.

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100 dias depois…

(99º e 100º Dias) Conclusões I

Somente com o passar do tempo podemos definir, realmente, uma opinião sobre determinado fator. Assim, o convívio diário com as XJ6, primeiro, a versão F (carenada) e, depois, a N (naked). Ao contrário de outros testes, quando ficamos uma pequeno prazo com as motocicletas, no Teste dos 100 Dias as coisas são diferentes e a quilometragem rodada é bem alta.

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Assim, ficam ressaltados tanto os pontos positivos como os negativos. No caso da XJ6, foi ainda mais interessante, pois, buscamos mostrar para você leitor as principais diferenças entre as duas versões da nova motocicleta da Yamaha.

Confesso que as coisas mudaram desde o primeiro dia que a XJ F entrou na redação até, 100 Dias depois, quando nos despedimos da N. Todos ficaram muito empolgados no início da convivência, já que a motocicleta era, e ainda é, e seu visual é realmente impactante. Durante os 100 Dias, não faltaram abordagens nas ruas, questionando: “qual moto é esta”?. E depois completavam: “é muito bonita!”. Sem dúvida, o que mais chama a atenção na XJ6 é sua estética, principalmente a naked branca.

Entretanto, em movimento, a XJ mostra uma performance mais contida, sem grandes pretensões racing. A Yamaha desenvolveu esta motocicleta para ser básica e esta 600 cumpre sua tarefa com perfeição.

Mas, o que não se pode é esperar demais da XJ6, pois, sua ciclistíca e motor não está destinada a nada radical demais. Além disso, as unidades testedas, tanto N como a F, estavam com o câmbio demasiadamente duro e impreciso. Concluindo, a XJ é uma ótima moto, polivalente, que fará sucesso na cidade e também sempre disposta a te acompanhar em viagens.

Continue acompanhando o blog nos próximos dias. Postaremnos conclusões de cada participante que utilizou as motos e revelaremos qual será a próxima participante!

Diário de bordo final N
➥ Km inicial: 3.836 km
➥ Km rodados no teste: 2.710 km
➥ Km total da moto: 6.546 km
➥ Combustível consumido: 146,06 l
➥ Consumo médio: 18,55 km/l

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A última viagem da XJ6 N!

(96º, 97º e 98ºDias) Para finalizar o nosso Teste dos 100 dias, realizei uma viagem para o litoral norte de São Paulo, mais especificamente para Ilha Bela. Parti da capital paulista com um trânsito infernal, e à noite, mas nada como estar a bordo de uma moto para superar o engarrafamento com muita tranqüilidade. Com a XJ6 N não tive nenhum problema e passei pelos corredores de veículos sem sobressaltos.

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 O guidão estreito contribuiu para isto e me deixou bem à vontade para rodar pelas av. 23 de Maio e Marginal Tietê, até chegar na Rodovia Airton Senna. Até o primeiro posto desta estrada, não pude impor um ritmo de viagem, pois só andei entre os carros. Apenas a partir deste ponto o tráfego estava mais tranqüilo, entretanto, logo tive de parar e pagar o primeiro pedágio. Um absurdo! Primeiro que não aceitam cartões de crédito e nem criaram um tag de “Sem parar ou Via Fácil” para motos. Assim, todas as motocicletas são obrigadas a pagar com dinheiro, e pior, os valores estão cada vez mais quebrados. Confiram a foto da fila de motos que fiz de meu celular.

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Enfim, esquecendo este percalço, segui a viagem e a garoa começou a nos molhar. A estabilidade e a firmeza da XJ6 N nem nos fizeram sentir a leve chuva e pude manter um ritmo de 120 km/h.
Apesar de estar pilotando uma autêntica naked, a pequena cúpula acima do farol desvia muito bem o vento do peito e não cansa o piloto. Só quando a velocidade é muito alta que a falta de carenagem incomoda um pouco. Se rodarmos até uns 140 km/h, o conforto está garantido. Em meu relato anterior, mencionei a dureza dos engates do câmbio, porém, subitamente isto começou a melhorar e me chamou a atenção positivamente. Mesmo na estrada e com uma velocidade de cruzeiro, o torque deste motor acentua este ponto alto da XJ6. Depois de algumas horas sobre a motocicleta, comecei a sentir um incômodo nas “partes baixas”.  Como o tanque é muito “bicudo” perto do assento, após algum período, isto passa a incomodar bastante. Já tinha sentido um pouco quando rodei pela cidade por ruas esburacadas, mas foi bem sutil. Desta vez, chegou a adormecer a região!
Na volta, a subida da serra estava sem trânsito e pude impor uma velocidade mais alta nas curvas e, mais uma vez, percebi que as suspensões da XJ6 não nos permitem isso. Basta forçar um pouco o ritmo para ela mostrar que não foi desenvolvida para andar forte. Além disso, falta um pouco de progressividade em situações de pistas com irregularidades. Mas nada que a desabone.
De qualquer forma, fiz uma viagem bastante tranqüila, especialmente nas ultrapassagens, pois quase não precisava reduzir as marchas. Bastava enrolar o cabo que ela respondia com vigor.
No final, posso dizer que a XJ6 está aprovada, pois oferece um ótimo custo/benefício. Só falta aparecer nas concessionárias, pois o que mais ouvimos, é que a moto está em falta.

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Qual será a próxima moto dos 100 Dias?

(94º e 95º Dias) Estamos em nossa reta final do Teste dos 100 Dias com a Yamaha XJ6. Assim, já começamos a pensar qual será a próxima motocicleta a enfrentar esta maratona. E você, já tem uma preferida? Pois bem, queremos saber a sua opinião: qual motocicleta você quer ver no Teste dos 100 Dias?

Adeus, XJ6

Adeus, XJ6

Foto: Renato Durães

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O prazer de andar de moto

(91º, 92º e 93º Dias) Andar de moto é uma coisa que, indiscutivelmente, para mim, está entre as três melhores coisas do mundo. Infelizmente, a pouco mais de um mês tive um acidente e por ordens médicas tive de ficar afastado delas.

Sexta-feira passada, felizmente, fui liberado e a primeira coisa que fiz, sabe qual foi? Pedir para poder ficar com a XJ6. Ainda com um pouco de dor na mão direita, os impactos mais secos da suspensão dianteira acabavam incomodando um pouco. Apesar disso, a vontade de andar era tanta que nem liguei.

Acho que como todos da redação prefiro o modelo naked. O branco perolizado com o chassi dourado e a aleta lateral cinza criam uma harmonia de cores impactantes e suaves, que muito me agrada. Entre a desta cor e a preta — opções que a Yamaha disponibiliza no Brasil —, eu ficaria sem sombra de dúvidas com a branca.

Vocês já devem até estar cansados de ler isto, mas, para quem anda com essa moto, por mais impressionado e satisfeito que fique pelo conjunto, tende a repetir a crítica: o câmbio. Duro e com engates imprecisos, o câmbio sem sombra de dúvidas é a pior parte desta motocicleta. A impressão é de que colocaram óleo de cozinha nela, sem esquecer que, quando paramos no farol, é impossível de por em neutro com a moto funcionando.

Para finalizar, uma observação que eu ainda não havia me atentado quanto ao modelo da XJ6, tanto N quanto F. Quando eu estava vindo hoje para a redação, observei que no exato momento no qual a motocicleta entrou na reserva, um dos hodômetros é zerado na hora, e começa a marcar a quilometragem que a moto pode rodar na reserva. Como eu estava bem próximo à revista, não deu para rodar até a moto dar um limite onde ela não pudesse mais andar. Porém, vou consultar a Yamaha e postar aqui o quanto eles divulgam.

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Desfilando na avenida

(88º, 89º e 90º Dias) Saio sem pretensões em uma manhã chuvosa nos comandos da XJ6. Trafegando pela ruas de São Paulo, noto que, de algum modo, muitas pessoas me olham com curiosidade. Com certeza, o motivo não é minha capa de chuva formando uma corcunda em minhas costas, devido a mochila. Cativo a multidão por um simples motivo: a naked da Yamaha.

Ainda não existem muitas XJ6 rodando pelas vias brasileiras, o que deve mudar em algum tempo, principalmente, se a produção da motocicleta aumentar. Como já contamos anteriormente, a máquina está em falta nas revendas da marca dos diapasões. Bom, voltando a relatar meu passeio matinal, no momento que estava atravessando a Avenida Paulista, foi abordado por três vezes durante minha travessia.

As perguntas foram: “Esta que é a nova Fazer?”, “Esta moto que custa R$ 27.000?” e “Ela é boa?”. Todos terminavam dizendo “Parabéns!”. Nem sempre tinha tempo de explicar que a motocicleta não era minha, que estava trabalhando e, como simples jornalista, não tenho dinheiro para comprar uma XJ6.

Em relação ao comportamento da moto na chuva, acredito que o perfil dos pneus poderiam ser outros, para melhorar a aderência em piso seco também. O freio traseiro tende a travar cedo demais na chuva, o que requer certo cuidado.

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XJ6 N, a naked

(85º, 86º e 87º Dias) Apesar de a performance da Yamaha, comparada às suas concorrentes, estar um pouco abaixo devido ao seu conjunto, existe um quesito que, em minha opinião, a XJ6 dá um banho em suas rivais. Estou falando do visual da N. Considero que, se existe um modo de traduzir como é a essência de uma moto naked, basta olhar para a Yamaha XJ6 N.

Sua dianteira, com farol em formato de diamante e caráter minimalista passa a impressão de de agressividade. Nas laterais, abaixo do tanque, uma peça plástica de cada lado traz ainda mais arrojo para a estética da máquina do diapasões. Somado isto à traseira bem afilada e o motor desnudo, tornam a XJ6 uma das motocicletas mais bonitas da atualidade.

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Acredito que, se você procura uma moto que bom desempenho e com visual arrebatador, com certeza, a Yamaha será uma ótima opção. Confesso que dentre as concorrentes da XJ6, não consigo encontrar uma rival que tenha o visual mais bonito que o da Yamaha. Ainda mais na cor branca, fica sensacional. No entanto, fora do Brasil, a marca dos diapasões disponibiliza no exterior outras opções de cores da XJ6.

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As tonalidades amarelo e vermelho também ficam agradáveis na motocicleta, além disso, também existe a possibilidade de adquirir a XJ com freios ABS. Bom, vamos aguardar e ver se a Yamaha dará mais atenção ao consumidor brasileiro. Além de mais opções de cores e equipamentos, a marca japonesa poderia também aumentar a produção da naked no Brasil, já que o tempo de espera pela XJ está, em média, de 20 a 40 dias.

XJ6 N ABS

XJ6 N ABS

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