 As cinco picapes avaliadas em Superteste publicado na edição de novembro de 2010 (número 205) da Carro
Com esta nova leva de conclusões chega ao fim o Teste dos 100 Dias com as picapes compactas. Esperamos ter levado aos leitores informações suficientes para ajudar na próxima compra.
A Saveiro, na opinião da maioria dos avaliadores, é a melhor compra. E você, o que acha? Deixe sua opinião. Ela é importante para nossa equipe.
Até o fim da semana a próxima avaliação já estará no ar. Acompanhe.
Gerson Campos
VW Saveiro Cross
Em 2008, a Volkswagen apresentou o novo Gol com a promessa de oferecer um compacto honesto e de última geração para compensar a demora na substituição de seu campeão de vendas. E conseguiu. Referência entre os hatches de entrada do mercado brasileiro, o Gol entrega excelente dirigibilidade e um conjunto mecânico acertado.
E a Saveiro, ainda bem, seguiu a mesma linha quando foi lançada, em setembro de 2009. De lá para cá, o objetivo de tomar a liderança de vendas da Strada ainda não foi alcançado, mas a consolidação da imagem da picape como a mais moderna do segmento não foi abalada nem com a chegada da nova Montana.
Seu maior problema é ter duas opções de carroceria “radicais”: estendida com razoável espaço na cabine, mas caçamba pequena; e simples, que traz uma área interessante para carga, mas espaço reduzidíssimo dentro do habitáculo. A tampa fixa da caçamba também é outro problema.
Mesmo assim, a Saveiro compensa por seu pacote com suspensão acertada para o dia a dia e o trabalho (ela não “arriou” com 500 kg), motor e câmbio justos e prazer ao volante. Nota: 8,5
Chevrolet Montana Sport
Não vou esconder: não gostei nem um pouco do visual da nova Montana. Não gostei a ponto de achar a anterior mais bonita.
Mas, como esse é um item subjetivo, vamos analisar a coisa friamente. A Montana oferece um dos melhores (se não o melhor) custo/benefício do Teste dos 100 Dias. Por R$ 44.568, já traz de série até controlador de velocidade de cruzeiro, entre outros itens. É um pacote que certamente agrada se o visual fizer a sua cabeça. Nota: 7
Fiat Strada Adventure
A liderança de vendas da Strada no mercado nacional não acontece por acaso. Além de saber vender carros como poucas marcas no Brasil, a Fiat oferece uma enorme gama de versões para sua picape. E isso explica em grande parte o sucesso dos italianos por aqui.
A Strada Adventure, porém, não é a minha preferida. Além de ser cara (R$ 48.610), considero que ela traz um visual carregado demais e pouca utilidade como picape em função da cabine estendida e da caçamba reduzida. A falta de regulagem de altura do banco é outro problema crônico que não poderia ser admitido.
A idade do projeto é outro fator que pesa diante de rivais modernas como a Saveiro. O lado bom fica por conta do novo motor 1.8 E.TorQ, que torna a picapinha gostosa de dirigir. Mas, se você quer uma Strada Adventure, é bom ter uma coisa em mente: é um carro para passear. Quem busca um utilitário deve ir atrás de outra versão ou mesmo outro carro. Nota: 6,5
Peugeot Hoggar Escapade
A Hoggar chegou ao mercado com a proposta de mexer no segmento de utilitários leves. Mas não conseguiu. Apoiada no projeto defasado do 206 – que virou 207 “à força” no Brasil –, ela não disfarça as deficiências de ergonomia.
A suspensão também não se mostrou adequada para levar carga pesada, como comprovamos em nossos testes. O lado bom, assim como na Montana, fica por conta da versatilidade: é possível ter bom espaço atrás dos bancos sem abrir mão de uma caçamba capaz de carregar uma moto grande sem problemas. Nota: 6
Ford Courier XL
Há pouco a dizer sobre a Courier para quem não é frotista. Voltada hoje praticamente apenas para empresas, ela traz a ergonomia e o design mais defasados do grupo.
Os pontos positivos são o preço de aquisição da versão de entrada (R$ 32.460) e o motor 1.6 Rocam Flex, valente e econômico para quem precisa circular muito usando o modelo a trabalho. Nota: 5
Angelo Treviso
Saveiro Cross — Entre as cinco picapes que participaram desta avaliação fico com ela. Por um simples motivo: sua dirigibilidade. Tanto faz vazia ou carregada, é ela que oferece o melhor compromisso entre estabilidade e conforto. Outro ponto que me agrada na versão Cross é o fato de ela oferecer uma excelente posição de dirigir, digna de um carro de passeio convencional. E também por vir equipada com pneus de uso misto, que oferecem boa aderência tanto na chuva como em estradas de terra. Minha única ressalva fica por conta da tampa traseira, que não é removível. Ainda assim, a Saveiro é a minha preferida. Nota: 8
Hoggar Escapade — A versão “aventureira” da Hoggar é, em minha opinião, a que mais vale à pena. Por se tratar de uma versão top de linha, a Escapade vem com o motor 1.6 16V, que gera 110 cv/14,2 kgfm (G) e 113 cv/15,5 kgfm (A). O casamento perfeito entre esse motor e o câmbio com 1ª e 2ª marchas mais curtas resultou em uma excelente dirigibilidade principalmente na cidade. Quando carregada, ela também aguentou o tranco e mostrou robustez, mesmo com 500 kg de lastro a suspensão traseira independente, uma exclusividade no segmento. Sua dirigibilidade é boa. Como ponto negativo, não gostei do campo de visão dos retrovisores externos. Por se tratar de uma picape eles deveriam ser maiores, e não do mesmo tamanho dos que equipam o modelo 207. Nota: 7
Strada Adventure Locker — Entre todas a picapes deste comparativo, a representante da Fiat é a única genuinamente “aventureira”. E por isso ela se destaca quando o caminho longe do asfalto é procurado. Seu eixo traseiro no formato Ômega permite rodar em terrenos irregulares com boa desenvoltura e, caso a estrada esteja com lama, o sistema de bloqueio de diferencial dianteiro (Locker) faz a diferença. Já precisei dele em uma estrada com lama e não fiquei na mão. Também me agrada na Strada o fato de sua tampa traseira ser removível, o que facilita bastante o acesso à sua caçamba principalmente na hora de transportar uma moto. Nota: 6
Ford Courier XL — Sentindo o peso dos anos sem alterações estéticas desde quando ela foi lançada, em 1996, a Courier não agrada pelo seu visual. Entretanto, sua qualidade está na mecânica confiável do motor 1.6 e na invejável robustez quando o assunto é transportar peso e volume. Por ser dona da maior caçamba da categoria em área, ela transporta um kart com facilidade sem que seu chassi enrosque nas caixas de rodas. Só uma coisa me incomoda na Courier: o fato da tampa traseira removível não ter a opção de travamento por chave. Nota: 5
Chevrolet Montana Sport — Sem demérito à marca, a nova Montana não me agradou por alguns motivos. Em minha opinião, ela perdeu muito em relação à versão anterior, principalmente em desempenho, por não vir equipada com um motor 1.8. Sua estabilidade também piorou, uma vez que a nova Montana deixou de ter o subchassi na suspensão dianteira, o que de fato faz a picape sair de frente em curvas. Em contrapartida, o único ponto positivo que vejo na Montana é a sua cabine espaçosa mesmo para quem mede mais de 1,70 m. Nota: 4
Leonardo Barboza
Chevrolet Montana Sport 1.4 EconoFlex.
É o modelo que tem o melhor custo/benefício. Seu projeto ficou mais atraente, dando a impressão de a picape ser de maior porte. O espaço interno é bem aconchegante sem ter que sacrificar a caçamba, que também tem boas medidas. Apesar de ter o motor mais fraco entre as picapes comparadas, se você é do tipo de proprietário que usa o carro somente para o dia a dia sem carregar pesos não terá muitos problemas. Nota 7,5
Volkswagen Saveiro Cross 1.6 Total-Flex
A Saveiro tinha tudo para ganhar ser a minha preferida no Teste dos 100 Dias. Design atraente, bom acabamento, espaço interno e caçamba espaçosa, motor e transmissão com um ótimo rendimento e boa robustez. Tudo isso somado entrega muito ao cliente. Mas o que levou a Saveiro ao segundo lugar é um detalhe que aqui em São Paulo não pode para faltar: o seguro. Beirando a faixa dos R$ 5.000, comparando com as demais picapes esse valor fica meio pesado no bolso do proprietário. Nota 7,0
Fiat Strada Adventure C.E 1.8 16V E.torQ
Com o seu belo design, a picape Strada chama muito atenção. Porém, seu espaço interno para os mais altos e o volume da caçamba na versão cabine estendida deixam muito a desejar. O novo motor E.torQ com 132cv no etanol apresenta o melhor desempenho, mas o consumo ainda deixa a desejar. O sistema Locker ajuda a sair de pequenos atoleiros, mas sem abusos. Nota 6,5
Peugeot Hoggar Escapade 1.6 16V
Ao dirigir a Hoggar Escapade, a sensação que se tem é de estar rodando com um veiculo de passeio. O seu interior mesmo com cabine simples acomoda muito bem o motorista e o passageiro. A caçamba é a maior de todas, mas nem pense em levar mais de 500 kg nela. A suspensão abaixa tanto que até o para choque traseiro pega em valetas. Nota 6,5
Ford Courier L 1.6 Flex
É a irmã mais velha das picapes. Seu motor bem acertado e uma boa autonomia tornam a picape muito boa de se dirigir.Porém, como seu projeto é muito antigo e a prioridade é a caçamba, o espaço interno é muito incômodo. Seu design também não atrai muito as pessoas mais ousadas. Nota 6,0
César Tizo
Após as cinco picapes passarem por nossas mãos, minha escolha, caso fosse adquirir um veículo do segmento, recairia sobre a Volkswagen Saveiro (nota 8). Pelo menos para mim a representante da marca alemã é a que oferece melhor dirigibilidade, interior bem acertado e versátil, na configuração com cabine estendida.
A nova Montana (7), principalmente se levado em conta o custo/benefício, desponta como uma boa surpresa. Contudo, alguns detalhes como o volante e câmbio tortos e a ausência de uma versão mais forte que o 1.4 Econo.Flex a deixam em segundo lugar na minha lista, mesmo bem equipada e com soluções interessantes, como o encosto do banco do passageiro totalmente rebatível que vira uma “mesa” para o motorista.
A Hoggar (7), em relação às rivais ganha destaque pelo tamanho da caçamba, apesar de não ser a que aguenta mais peso. Em quarto lugar coloco a Courier (6,5) principalmente pelo habitáculo pequeno demais. Apesar dos vários anos na estrada, ela não é um produto ruim, mas ficou defasada em termos de construção.
Já a Strada (6,5) seria minha última opção pelo simples fato de não conseguir me acomodar adequadamente no banco do motorista, o qual fica posicionado muito alto. Além de raspar a cabeça no teto, o campo de visão fica prejudicado. Ela, entretanto, é a única a oferecer a opção de bloquear o diferencial dianteiro, algo que não faz dela um 4×4, mas ajuda em algumas situações pontuais.
Márcio Murta
Volkswagen Saveiro – Aferir notas às picapes não foi uma tarefa fácil, uma vez que elas se divergem em muitos aspectos. Deste quinteto a melhor avaliada, em minha opinião, é a Saveiro. Com suspensão confortável, bom espaço e acabamento internos, ela é a mais agradável de dirigir. Seu motor deixa um pouco a desejar em termos de rendimento, embora a suspensão tenha suportado bem o teste com carga. É um projeto com bom equilíbrio. Nota: 8
Fiat Strada – A Fiat Strada se destaca pelo visual, boa área da cabine estendida (embora sua caçamba seja a menor) e suspensão resistente, apesar de dura. Todavia, a posição de dirigir é ruim, a falta de ajuste de altura atrapalha meu campo de visão, o diâmetro de giro é grande (o que demanda diversas manobras em locais apertados) e, apesar de oferecer bom desempenho, o motor 1.8 16V consome muito combustível. A Strada precisa de atualizações. Nota: 7
Chevrolet Montana – Ela é espaçosa, possui área da cabine estendida razoável e boa visibilidade. Por outro lado, seu motor 1.4 é fraco e em função da falta de força, seu câmbio possui relações curtas, demandando trocas constantes. A Montana não é tão estável quando sua antecessora e é trabalhoso mantê-la andando em linha reta em estradas. Não esperava este comportamento de um veículo novo. Nota: 6,5
Peugeot Hoggar – A picape da Peugeot foi discreta em nosso teste. Embora possua suspensão confortável para uso urbano e motor com bom desempenho, a picape da Peugeot não se deu muito bem com carga e não foi muito feliz no consumo de combustível. Além disso, a picape da marca francesa peca por não oferecer cuidados básicos com o consumidor, como sistema de som com MP3, ou mesmo freios ABS. Nota: 6,5
Ford Courier – Ela é estável, gostosa de dirigir, mas completamente desatualizada. Sua posição de dirigir não é das melhores e o espaço interno atrás dos bancos é irrisório. Por outro lado, ela é boa para ser utilizada para serviço. É um veículo da década de 1990, e, sem maiores atualizações, seu maior defeito é ser cara. Nota: 6
Wilson Toume
Chevrolet Montana
O modelo apresenta soluções interessantes, como o banco do passageiro que se transforma numa espécie de “mesa” e os diversos porta-objetos em seu interior. Por outro lado, a estabilidade – item no qual a versão anterior da picape se destacava – deixou a desejar. O visual da nova Montana agrada (na minha opinião, ficou melhor até que o do Agile), e a caçamba tem um desenho bonito. Destaque para o formato da tampa, que não atrapalha tanto a visibilidade pelo retrovisor interno quanto nas demais. Mas acho que a picape da GM merecia um motor mais potente. O 1.4 parece um pouco subdimensionado para o modelo. Nota: 6,5
Fiat Strada
Embora seja a mais vendida da categoria, a picape da Fiat merece passar por um processo de rejuvenescimento. Nem tanto no visual – que apesar da idade, ainda agrada, especialmente na versão Adventure, mas, principalmente, na parte interna. A ausência de ajuste de altura do banco do motorista impede encontrar a melhor posição de dirigir. Além disso, é preciso ter paciência na hora de manobrar, já que a picape esterça pouco. O motor 1.8, por sua vez, tem bom desempenho, mas apresenta consumo elevado. Nota: 6
Ford Courier
Se eu necessitasse de um veículo para o trabalho, não teria dúvida em adquirir uma Courier, já que a caçamba com boas dimensões é o seu grande atrativo. Mas, devido ao seu projeto antigo e pouco aprimorado no decorrer dos anos, o modelo da Ford mostra-se desconfortável, ainda mais para quem procura um segundo carro. A ausência de ajustes (coluna de direção e banco) torna a sua condução muito incômoda, especialmente para os mais altos. Além disso, a picape não conta com espaço extra dentro da cabine. Nota: 5
Peugeot Hoggar
Possui uma caçamba espaçosa e muito aproveitável, além de uma suspensão traseira bem adaptada. É uma opção interessante para quem necessita de um veículo para uso profissional, mas aqueles que procuram um automóvel podem se decepcionar com a representante da Peugeot. Afinal, o modelo conta com a cabine herdada do 206/207 e suas já conhecidas “características”, como a má localização dos acionadores dos vidros elétricos. O motor 1.6 16V proporciona desempenho satisfatório (embora o consumo não tenha sido dos melhores). Já o visual causa polêmica. Na minha opinião, é muito “carregado”, mas existem aqueles que o aprovam. Nota: 6
VW Saveiro
Fruto do projeto mais moderno, a picape da Volkswagen seria, de longe, a minha escolha. Afinal, não escondo a minha predileção por veículos com comportamento mais próximo ao de automóveis, como é o caso da Saveiro. Confortável, espaçosa e com uma caçamba razoável, o modelo é, na minha opinião, o que se sai melhor para quem busca um carro para o uso diário, mas que seja capaz de transportar pranchas, bicicleta ou outros objetos maiores para uma viagem de fim de semana. O motor é o conhecido 1.6 Total Flex VHT, que dá conta do recado, e a dirigibilidade é mais que satisfatória. Sem falar no belo visual. Nota 7,5
Carlos Cereijo
Volkswagen Saveiro
Acredito que a picape da Volkswagen seria a melhor escolha. O desempenho e dinâmica da Saveiro agradam. A posição de dirigir é agradável. Acabamento da cabine e os materiais mostram robustez. Os engates do câmbio são precisos. Apesar do preço mais salgado quando bem equipada, a Saveiro recompensa com uma condução mais prazerosa. Nota: 9
Fiat Strada
A picape da Fiat tem o maior número de versões e configurações. Desta maneira, ela consegue satisfazer a maior gama de consumidores. Na minha análise, o que pesa contra a Strada é a posição de dirigir elevada. Isso atrapalha motoristas mais altos. Os engates vagos do câmbio também não ajudam no prazer ao dirigir. No entanto, no cômputo geral, fica com meu segundo lugar e menção. Nota: 8,5
Peugeot Hoggar
Uma caçamba generosa e um desenho de carroceria esportivo. Estes são os principais atributos da Hoggar. No entanto, conduzir a picape não é tão divertido quanto sua aparência faz parecer. Por isso ela leve medalha de bronze. Nota: 8
Chevrolet Montana
A Montana agora é derivada do Agile. Com isto, ela carrega alguns de seus problemas. O design com certeza chama atenção, mas, na minha opinião, está fora de proporção. A direção carece de precisão e os engates do câmbio não são precisos. Desta maneira, quarto lugar. Nota: 7
Ford Courier
Projeto mais antigo das concorrentes, a picape da Ford peca pela posição de dirigir. Quem tem mais de 1,80 m fatalmente conduz a Courier com o joelho tocando o volante. A manopla de câmbio fica longe, apesar de ter engates razoáveis. Não se engane, a Courier não é tão barata quanto seu projeto defasado faz parecer. Segura a lanterna. Nota: 6
Ícaro Bedani
Fiat Strada Adventure
A picape da Fiat se mostrou bastante agradável para o uso diário. O motor 1.8 16V faz bem seu trabalho e não seria impossível pensar em comprá-la focando o uso urbano. Mas, para isso, eu teria de abrir mão de um dinheiro altíssimo para um carro dessa categoria: R$ 48.140 em uma picape compacta é muita coisa. Mesmo ela oferecendo uma boa variedade de itens de série e cabine dupla, o carro peca no preço e espaço da caçamba, caso eu pense em transportar algo. Nota: 7,5
Chevrolet Montana
Evolução de um modelo que fez sucesso, a Nova Montana me agradou. Mesmo cogitando que ela poderia ter um propulsor mais potente, mesmo com um design “diferenciado” e mesmo com aquele adesivo “Sport” ao lado, ela é bem-vinda. Para quem precisa de uma picape que dá conta do recado na cidade e oferece um bom espaço para cargas (1.100 litros de caçamba) a escolha será certa. Nota: 7
Peugeot Hoggar Escapade
Frente de Peugeot, traseira de… caminhão? É fato, se o negócio é transporte, a Hoggar se garante! Mas leve em consideração que sua visão não será das melhores. O motor 1.6 16V trabalha bem e oferece bons 113 cv de potência com muito silêncio. Mas ainda não gosto do câmbio e a manutenção é bem alta. Sem contar esse visual, digamos, exagerado. Mas não é o que ela tem de pior. Nota: 7
Volkswagen Saveiro Cross
Admirações à parte, a Saveiro Cross é a pedida para quem gosta de um “estilinho a mais”. O carro tem um visual bem atraente e um pouco mais atual, além de não ser tão cara –em comparação com as picapes do teste – custando R$ 42.380 (sem ar-condicionado). Entretanto, a visibilidade, o seguro, o preço dos acessórios e o motor fazem da Saveiro um carro para os poucos que pensam mais no estilo do que no bolso. Infelizmente, não é o meu caso. Nota: 8
Ford Courrier XL
A Courrier é um bom carro, com certeza. Não é a toa que vemos tantas rodando por aí –sem a tampa da caçamba- sendo usadas como veículo de transporte de cargas. O motor 1.6 desenvolve bem os 109 cv de potência que ela oferece e a visão de dentro do habitáculo é privilegiada. Mas, convenhamos, é um carro de 14 anos. Poucas mudanças. Pouco investimento. Maus tratos com passageiros altos. A Courier precisa de mudanças urgentes! Nota: 6,5
Com o teste dos 100 dias picapes compactas chegando ao final. Das 5 picapes testadas no Campo de Provas TRW em Limeira-Sp, vazias e com 500 kg de revistas na caçamba, restaram divulgar os valores de testes da Ford Courier 1.6L, Chevrolet Montana Sport 1.4 EconoFlex e Fiat Strada Adventure 1.8 16V E-Torq.
Assim, seguem abaixo os valores dos testes das picapes compactas vazias e carregadas.
Fiat Strada Adventure 1.8 16V E-torq

| ACELERAÇÃO |
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VAZIA |
|
CARREGADA |
|
| 0 – 40 km/h |
3s0 |
13,07 m |
3s6 |
20,44 m |
| 0 – 60 km/h |
5s0 |
40,49 m |
6s7 |
64,05 m |
| 0 – 80 km/h |
7s4 |
88,26 m |
10s2 |
132,46 m |
| 0 – 100 km/h |
11s2 |
183,38 m |
15s7 |
268,33 m |
| 0 – 120 km/h |
15s8 |
322,94 m |
22s2 |
471,12 m |
| 0 – 140 km/h |
22s9 |
580,34 |
33s8 |
889,36 |
| 400 m |
18s0 |
126,3 km/h |
20s1 |
114,0 km/h |
|
|
|
|
|
| RETOMADAS |
|
|
|
|
|
VAZIA |
|
CARREGADA |
|
| 40 – 100 km/h 3° marcha |
11s9 |
|
15s9 |
|
| 60 – 120 km/h 4° marcha |
17s5 |
|
23s2 |
|
| 80 – 120 km/h 5° marcha |
11s8 |
|
15s3 |
|
|
|
|
|
|
| FRENAGENS |
|
|
|
|
|
VAZIA |
|
CARREGADA |
|
| 60 km/h – 0 |
14,2 m |
|
15,1 m |
|
| 80 km/h – 0 |
25,9 m |
|
27,1 m |
|
| 100 km/h – 0 |
39,8 m |
|
43,4 m |
|
| 120 km/h – 0 |
60,2 m |
|
64,8 m |
|
|
|
|
|
|
| FADIGA |
|
|
|
|
|
200 kg |
|
500kg |
|
| 100 km/h – 0 (com freios frios) |
43,9 m |
|
50,9 m |
|
| 100 km/h – 0 (com freios quentes) |
50,0 m |
|
63,5 m |
|
|
|
|
|
|
| RUÍDOS |
|
|
|
|
|
VAZIA |
|
CARREGADA |
|
| Em ponto morto |
42,6 dB |
|
43,5 dB |
|
| 50 km/h em 3° marcha |
58,1 dB |
|
59,8 dB |
|
| 80 km/h em 4° marcha |
63,9 dB |
|
65,9 dB |
|
| 120 km/h em 5° marcha |
70,1 dB |
|
68,8 dB |
|
Chevrolet Montana Sport 1.4 EconoFlex

| ACELERAÇÃO |
|
|
|
|
|
VAZIA |
|
CARREGADA |
|
| 0 – 40 km/h |
2s6 |
15,75 m |
4s1 |
25,98 m |
| 0 – 60 km/h |
5s4 |
54,23 m |
8s0 |
79,99 m |
| 0 – 80 km/h |
8s9 |
124,40 m |
13s1 |
181,77 m |
| 0 – 100 km/h |
13s1 |
230,33 m |
19s7 |
346,78 m |
| 0 – 120 km/h |
19s8 |
436,87 m |
29s5 |
649,62 m |
| 0 – 140 km/h |
27s8 |
727,64 |
42s3 |
1.111,71 |
| 400 m |
18s7 |
116,0 km/h |
21s6 |
104,7 km/h |
|
|
|
|
|
| RETOMADAS |
|
|
|
|
|
VAZIA |
|
CARREGADA |
|
| 40 – 100 km/h 3° marcha |
12s0 |
|
18s5 |
|
| 60 – 120 km/h 4° marcha |
18s3 |
|
31s3 |
|
| 80 – 120 km/h 5° marcha |
12s6 |
|
21s6 |
|
|
|
|
|
|
| FRENAGENS |
|
|
|
|
|
VAZIA |
|
CARREGADA |
|
| 60 km/h – 0 |
14,5 m |
|
17,5 m |
|
| 80 km/h – 0 |
26,1 m |
|
31,6 m |
|
| 100 km/h – 0 |
41,0 m |
|
50,0 m |
|
| 120 km/h – 0 |
62,0 m |
|
74,8 m |
|
|
|
|
|
|
| FADIGA |
|
|
|
|
|
200 kg |
|
500kg |
|
| 100 km/h – 0 (com freios frios) |
42,4 m |
|
46,4 m |
|
| 100 km/h – 0 (com freios quentes) |
42,7 m |
|
52,7 m |
|
|
|
|
|
|
| RUÍDOS |
|
|
|
|
|
VAZIA |
|
CARREGADA |
|
| Em ponto morto |
43,2 dB |
|
46,1 dB |
|
| 50 km/h em 3° marcha |
59,8 dB |
|
62,1 dB |
|
| 80 km/h em 4° marcha |
64,2 dB |
|
65,9 dB |
|
| 120 km/h em 5° marcha |
70,3 dB |
|
70,4 dB |
|
Ford Courier 1.6L


| ACELERAÇÃO |
|
|
|
|
|
VAZIA |
|
CARREGADA |
|
| 0 – 40 km/h |
2s4 |
13,80 m |
—————– |
—————– |
| 0 – 60 km/h |
4s6 |
44,50 m |
—————– |
—————– |
| 0 – 80 km/h |
7s6 |
103,83 m |
—————– |
—————– |
| 0 – 100 km/h |
11s5 |
201,44 m |
—————– |
—————– |
| 0 – 120 km/h |
16s2 |
346,83 m |
—————– |
—————– |
| 0 – 140 km/h |
24s6 |
650,82 m |
—————– |
—————– |
| 400 m |
17s8 |
123,4 km/h |
—————– |
—————– |
|
|
|
|
|
| RETOMADAS |
|
|
|
|
|
VAZIA |
|
CARREGADA |
|
| 40 – 100 km/h 3° marcha |
12s3 |
|
20s5 |
|
| 60 – 120 km/h 4° marcha |
20s3 |
|
22s0 |
|
| 80 – 120 km/h 5° marcha |
14s1 |
|
15s3 |
|
|
|
|
|
|
| FRENAGENS |
|
|
|
|
|
VAZIA |
|
CARREGADA |
|
| 60 km/h – 0 |
19,2 m |
|
23,5 m |
|
| 80 km/h – 0 |
36,2 m |
|
44,9 m |
|
| 100 km/h – 0 |
57,3 m |
|
72,3 m |
|
| 120 km/h – 0 |
81,7 m |
|
107,1 m |
|
|
|
|
|
|
| FADIGA |
|
|
|
|
|
200 kg |
|
500kg |
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| 100 km/h – 0 (com freios frios) |
56,9 m |
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65,2 m |
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| 100 km/h – 0 (com freios quentes) |
55,6 m |
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66,6 m |
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| RUÍDOS |
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VAZIA |
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CARREGADA |
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| Em ponto morto |
46,4 dB |
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46,6 dB |
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| 50 km/h em 3° marcha |
58,9 dB |
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59,7 dB |
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| 80 km/h em 4° marcha |
64,8 dB |
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65,3 dB |
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| 120 km/h em 5° marcha |
69,5 dB |
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69,8 dB |
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Devido a condições climáticas o teste de aceleração carregada da Ford Courier não pode ser feito. Como podemos ver, não importa o modelo ou fabricante. Dirigir com carga modifica todo o desempenho do veiculo. Devemos redobrar a atenção quando efetuamos uma ultrapassagem ou frenagem de emergência, pois a reação é muito mais lenta.
Obrigado por acompanhar o teste dos 100 dias picapes pequenas e em breve já teremos uma grande novidade chinesa para avaliação dos 100 dias.
99º e 100º dias
Passei os dois últimos dias com a Ford Courier e tive a oportunidade de trafegar com a picape leve em rodovias pela primeira vez. Apesar de ter muita chuva como companhia em meu trajeto de 153 km, o comportamento da Courier foi superior ao da Chevrolet Montana, em minha opinião.
Enquanto a Chevrolet Montana demandou constantes correções no volante para seguir linha reta em estradas, a picape leve da Ford manteve seu trajeto de forma exemplar a 120 km/h e não adernou para os lados mesmo com boas doses de ventos laterais, caçamba vaziar e descoberta (aqui vale lembrar que a Courier foi a única picape leve cedida para teste sem a lona de proteção da caçamba).
O que tornou a viagem cansativa foi o alto nível de ruído dos pneus da Courier, denunciando um isolamento acústico pobre (neste caso a falta do sistema de som se torna ainda mais marcante). O motor, por sua vez, foi silencioso e apresentou aceleração e retomadas satisfatórios.
Um fator que me agradou na Courier foi seu sistema de freios, que não apresentou qualquer tendência a travamento das rodas nos locais por onde pude testá-lo, mesmo com aderência reduzida. A não ser que o motorista se encontre em uma situação muito adversa, ou pise no freio com muita força ou o pavimento esteja com aderência muito baixa, as rodas da picape leve dificilmente travarão.
Por sinal, os limpadores de pára-brisa estão muito ruidosos, mesmo a “nossa” Courier registrando apenas 2.472 km em seu hodômetro.
Consumo
Nos últimos dias a Courier percorreu 502 quilômetros (dos quais 179 km foram em rodovias e 323 km em ciclo urbano) e consumiu 77,9 litros de etanol, o que significa um consumo médio de 6,5 km/l.
É valido dizer, no entanto, que as chuvas incessantes em São Paulo nos últimos dias tornaram o uso do ar-condicionado constante, além de terem obrigado a Courier a ficar mais tempo parada no trânsito. Em seus 179 km percorridos em rodovias, a picape leve também enfrentou região serrana, o que demanda mais combustível.
Outro levantamento mostra que a Courier tem a manutenção um pouco mais barata que suas concorrentes. Somamos as duas primeiras revisões feitas aos 10 mil e 20 mil km rodados (15 mil e 30 mil km no caso da Fiat Strada) e chegamos ao seguinte resultado. Com a Ford Courier se gasta R$ 404,00; já com a Peugeot Hoggar o valor é de R$ 445,00. Volkswagen Saveiro vem logo em seguida com preço de R$ 450,00. A Chevrolet Montana custa R$ 525,00 na soma das duas primeiras reviões e a Fiat Strada tem valor de R$ 562,00.
Não são diferenças absurdas, mas um carro de trabalho alcança altas quilometragens em pouco espaço de tempo. Isso faz das revisões programas um custo recorrente na conta do empresário.
96º, 97º dias
É impressionante pensar que um projeto de 1997 (ano que a Courier foi lançada) ainda está rodando em 2011, quase idêntico. Sei que já está virando clichê falar isso aqui, mas é algo que precisa ser frisado. Tive a oportunidade de ficar 2 dias com a picape da Ford. Na sexta-feira à noite, fui para a Praia Grande e aproveitei para sentir o comportamento do carro nas curvas da serra, suspensão, freios, entre outros itens foram avaliados.
Ao chegar a casa, a primeira reação de alguns amigos foi: “Mas que ano é esse carro?” ou “Agora estão testando carros usados?”. Tenho certeza que isso coloca um ponto final na discussão sobre o visual do carro. Visual a parte, devo dizer que o motor 1.6 da picape me agradou muito. Ele mostrou uma ótima relação com as marchas e desenvolveu os 109 cv de potência (com etanol) de forma suave e bastante silenciosa. Em comparação com a Saveiro, por exemplo, são 5 cv a mais de potência. O torque de 15,5 kgfm a 4.250 rpm, também foi bem vindo na subida da serra. Com certeza, uma ótima atuação.

Ainda na serra, a Courier me surpreendeu com a direção e suspensão bastante firmes. O pequeno utilitário não se acanhou nas curvas e mesmo com a caçamba aberta e descarregada, aquela típica “jogada” da traseira foi quase imperceptível. Mecanicamente, é um bom carro e se fosse para escolher um dos modelos avaliados por nós para trabalhar, usando esse item de critério, certamente seria a Courier.
Porém, como já foi dito por aqui, a picape não costuma tratar bem aqueles que têm uma altura um pouco maior que o normal. Eu tenho aproximadamente, 1,86 metros e padeci do mesmo mal. Pouco confortável, o câmbio fica longe, o volante e a janela são baixos demais e não custaria colocar um rádio de fábrica. Por dentro, o conjunto não chama a atenção e realmente, você pagará R$ 43.774 em um carro do século passado.
Como explicado pelo Rafael Munhoz, existem outros bons carros que podem ser adquiridos na mesma faixa de preço da Courier. Entretanto, se você precisa de um carro para o trabalho, de fato a picape da Ford ainda está no caminho. Mesmo com alguns itens que deveriam ser mudados, é um carro justo para o trabalho pesado. Só tome o cuidado de guardar a tampa em casa, caso pare na rua.
Quando se fala que a Courier é focada em trabalho, não falamos só de preço de tabela, falamos de valores de seguro mais em conta. A picape da Ford tem o seguro mais barato de longe. O valor médio cotato para a Courier foi de R$ 1.996,77. Enquanto que o seguro daVolkswagen Saveiro Cross custa R$ 5.687,00; o da Fiat Strada Adventure sai por R$ 3.216,17; a Chevrolet Montana tem seguro de R$ 3.097,47; e o seguro da Peugeot Hoggar custa R$ 2.933,65.
Portanto, quem vai adquirir uma picape que ficará várias horas trabalhando no trânsito, precisa de um seguro barato. Mais adiante falaremos de preços de peças e revisões da picape Ford.
94° Dia
De ontem para hoje foi a minha vez de avaliar a Ford Courier do teste dos 100 dias. Apesar do espaço interno um pouco apertado para as pessoas mais altas, em relação ao motor e dirigibilidade a picape não deixa nada a desejar. Também me surpreendeu bastante a boa autonomia que ela tem. Percorrendo 25 km de trânsito pesado no trajeto de ida e volta até a editora, o marcador digital de combustível não se moveu.
Porém, o que mais me chamou a atenção durante esse percurso foi o grande número de Courier andando nas ruas sem a tampa traseira, inclusive a picape do meu vizinho. Aproveitando a grande coincidência, resolvi perguntar o motivo da remoção da peça e ele, com um tom de revolta, me disse que já era a segunda tampa roubada.
Observando a tampa, percebi que não há fechadura. Desta maneira ela pode facilmente ser removida. Assim, vira alvo fácil para ladrões que se aproveitam e levam em apenas 17s6 sem nenhum esforço.

Enquanto a Ford não tiver um projeto de fechadura para a tampa da Courier, nessa ocasião é bom ficar bastante atento onde se estaciona o veiculo. Já que uma nova tampa na concessionária sai aproximadamente por R$ 1.700.
93º Dia
Hoje eu estive pensando no alto preço da versão que estamos testando da Courier. Não vou ficar na ladainha de comentar novamente tudo aquilo de “a picape é antiga, projeto antigo, visual defasado etc etc etc”, já que isso, creio, não é mais novidade para ninguém. Então resolvi dar uma checada em algumas opções por aí do que é possível fazer com este dinheiro.
Se a pessoa quer de qualquer maneira um carro 0 km e precisa de uma picape, pode comprar, com este valor, a versão de entrada da maioria das avaliadas pelo Teste dos 100 Dias, que, sejam lá quais forem as qualidades e defeitos, são mais recentes e com projetos mais novos (ou pelo menos com visuais repaginados, como o da Strada).

A Fiat Strada, por ter vindo em versão 1.8 Adventure, custa a partir de R$ 48.140, mas versões mais baratas podem ser adquiridas com motorização 1.4 litros. A Trekking Cabine Simples, por exemplo, começa em R$ 36.890, enquanto a versão estendida tem como base o preço de R$ 39.700. São versões bacanas do modelo da Fiat, que tem boas qualidades.

A Chevrolet Montana, toda repaginada, veio em versão 1.4 Sport, que custa a partir de R$ 44.558 (preço atual do site da Chevrolet). Mas temos a versão de base, a LS, que custa R$ 32.374 em sua opção mais barata. Ou seja, até mais barata que a Courier em versão simples e já com a nova cara da Montana (inspirada no Agile).
A Peugeot Hoggar que utilizamos foi a “aventureira” Escapade. Que tem preço inicial em R$ 43.500, mas outras duas versões mais baratas (X-Line e XR) também podem ser adquiridas a preço base de R$ 31.400 e R$ 35.350, respectivamente. Ambas com motorização 1.4 (a Escapade tem 1.6 l), de 82 cv.
Por fim, temos a Volkswagen Saveiro Cross 1.6, que, além de um visual aventureiro, tem um motor tão potente quanto o da Courier e custa menos (em sua versão básica) que a picape da Ford. A Saveiro ainda conta com diversas opções mais baratas, todas com motorização 1.6 l. São elas: C.S., Trooper C.S., C.E. e Trooper C.E. A mais barata delas saindo R$ 32.180, preço que também concorre com o “de base” da Courier. Ah, sim, a versão Trooper, por exemplo, que tem preço a partir de R$ 37.890, já vem com direção hidráulica e diversos outros equipamentos de série.

Pensando um pouco mais alto, temos algumas opções bem bacanas com preços um pouco mais altos. É o caso da Chevrolet S10 Advantage, que custa a partir de R$ 51.096 em versão com cabine simples e motor 2.4 l. De acordo com a tabela da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), se comprarmos esta mesmo versão usada, de 2009, pagaríamos R$ 41.466. Mais barato que a Courier.
 Ford Ranger
Se pensarmos em veículos usados, a própria Ford tem uma versão da Ranger chamada de XLS Sport 2.3, com 150 cv. Se comprada em versão de 2009, custa a partir de R$ 38.808, também segundo a tabela da FIPE. Esta, nova, custa R$ 55.290.
Agora, se o comprador quiser fugir da especificação “picapes”, são várias as boas opções por menos de R$ 43.774. Um Chevrolet Agile LTZ 1.4 custa a partir de R$ 42.491. Da Fiat, é possível comprar a versão de entrada do Punto, com motorização 1.4 l, que sai a partir de R$ 40.060 (já com direção hidráulica). Mas, pouca coisa a mais, já leva a boa opção 1.6 Essence, que parte de R$ 44.630, mas já possui, de série, ar-condicionado, faróis de neblina etc.
Na Ford, só é possível comprar, com este valor, um Fiesta Flex Sedan 1.6, que tem preço partindo de R$ 36.970. A Kia tem uma opção bacana, mas bem longe de transportar qualquer coisa, que é o Picanto, que, em versão automática, custa R$ 38.900. Um Nissan Livina 1.6 tem preço de a partir de R$ 43.990, não muito mais que a Courier. Na Peugeot, é possível comprar um 207 1.4 Quiksilver de 4 portas por R$ 41.950 (entre várias outras opções do 207). No fim, na Volkswagen, podemos adquirir praticamente todas as versões do Gol, a maioria do novo Fox, as de entrada da Parati, a mais barata do Polo 1.6, qualquer uma do Voyage e, carreto por carreto, até mesmo uma Kombi (R$ 43.160 em versão Furgão)!
Bom, sei que, no fim, dei uma “viajada”, mas foi só para mostrar, em números, quantas opções temos com o mesmo valor da “nossa” Courier. Várias portas são abertas se consideradas versões usadas de modelos de nível acima das “Picapes dos 100 Dias”. Para mim, a Ford está cobrando um valor muito otimista. É claro, a Courier tem lá suas qualidades (como as citadas no post de ontem), mas, creio eu, se baixasse uns R$ 4.000, venderiam muito mais e teriam alguma justificativa por ainda comercializar um modelo tão defasado. Se a picape, do jeito que está (com todos os opcionais e kits que podem ser conferidos na sessão Ficha Técnica do menu superior), custasse por volta dos R$ 38.000, seria, para mim, um preço mais justo.
E vocês, acham que o valor cobrado pela Ford pela Courier é muito otimista? Quanto acham que seria algo justo?
92º Dia
 Ford Courier (foto: Pedro Bicudo)
Antes de ter o meu primeiro contato com a Courier do Testes dos 100 Dias, eu já havia experimentado os modelos anteriores (Strada Adventure, Montana, Hoggar Escapade e Saveiro Cross) da avaliação. Cada um deles tem as suas novidades, as suas características e, por que não, as suas inovações. Mas isso não pode ser dito sobre a picape da Ford, está parada no tempo.
É claro que a marca norte-americana tem os seus motivos para continuar vendendo tal modelo, mas, em minha visão, isso acaba sendo um pouco de comodismo. O Fiesta, que inspira a Courier, já mudou consideravelmente (no caso, de visual) pelo menos três vezes depois de tal forma que é usada ainda hoje pela picape da Ford. Como eu disse, obviamente a fabricante tem seus motivos, mas, como bem citado por Gerson Campos, eu não consigo imaginar alguém chegando empolgado na concessionária, apontando para a Courier e dizendo: “é essa que eu quero”.
Trabalho na revista Racing, de automobilismo, mas costumo ver na redação diversos carros de testes. Esta picape é tão “antiga” que parece até algum automóvel de uso pessoal. Passa despercebida. Mas, obviamente, quem a compra não tem como objetivo chamar a atenção. O habitáculo é um pouco desajeitado, a posição de dirigir necessita um pouco de adaptação (o volante fica muito baixo e o banco alto), a manopla do câmbio é distante, não há espaço para bagagens. Enfim, tudo o que já disseram.
Pode ser que, no padrão da época em que foi desenvolvida, a Courier fosse realmente um destaque e digna de “quero comprar esta”. Mas, hoje, não. Por outro lado, achei o carro muitíssimo bom para uso comercial. Para se trabalhar com ele. O motor responde muito bem, as suspensões idem e a caçamba tem capacidade para 1.030 litros. Ah, 1.030 litros bem ajeitados (para mim, de nada adianta anunciar que leva 1.300, por exemplo, quando, na verdade, pelas curvas da caçamba, você acaba levando menos de 1.000).
A picape me pareceu bem robusta. Ou seja, enfrentaria o dia a dia de cidades grandes ou interioranas sem problema nenhum. Em baixa ou alta rotação, gostei muito da velocidade de resposta do propulsor de 1.6 litros. É ótima em ultrapassagens, subidas, descidas, estradas etc.
Resumindo, posso dizer que, para o uso apenas na cidade, sem a necessidade de carregar pesos a trabalho, por exemplo, a Courier não agrada. Pelo menos a mim. Mas, se o seu objetivo é um automóvel forte, com bom motor e boas respostas de suspensão, pode ir sem medo na picape da Ford.
2º Dia
Antes de ter o meu primeiro contato com a Courier do Testes dos 100 Dias, eu já havia experimentado os modelos anteriores (Strada Adventure, Montana, Hoggar Escapade e Saveiro Cross) da avaliação. Cada um deles tem as suas novidades, as suas características e, por que não, as suas inovações. Mas isso não pode ser dito sobre a picape da Ford, está parada no tempo.
É claro que a marca norte-americana tem os seus motivos para continuar vendendo tal modelo, mas, em minha visão, isso acaba sendo um pouco de comodismo. O Fiesta, que inspira a Courier, já mudou consideravelmente (no caso, de visual) pelo menos três vezes depois de tal forma que é usada ainda hoje pela picape da Ford. Como eu disse, obviamente a fabricante tem seus motivos, mas, como bem citado por Gerson Campos, eu não consigo imaginar alguém chegando empolgado na concessionária, apontando para a Courier e dizendo: “é essa que eu quero”.
Trabalho na revista Racing, de automobilismo, mas costumo ver na redação diversos carros de testes. Esta picape é tão “antiga” que parece até algum automóvel de uso pessoal. Passa despercebida. Mas, obviamente, quem a compra não tem como objetivo chamar a atenção. O habitáculo é um pouco desajeitado, a posição de dirigir necessita um pouco de adaptação (o volante fica muito baixo e o banco alto), a manopla do câmbio é distante, não há espaço para bagagens. Enfim, tudo o que já disseram.
Pode ser que, no padrão da época em que foi desenvolvida, a Courier fosse realmente um destaque e digna de “quero comprar esta”. Mas, hoje, não. Por outro lado, achei o carro muitíssimo bom para uso comercial. Para se trabalhar com ele. O motor responde muito bem, as suspensões idem e a caçamba tem capacidade para 1.030 litros. Ah, 1.030 litros bem ajeitados (para mim, de nada adianta anunciar que leva 1.300, por exemplo, quando, na verdade, pelas curvas da caçamba, você acaba levando menos de 1.000).
A picape me pareceu bem robusta. Ou seja, enfrentaria o dia a dia de cidades grandes ou interioranas sem problema nenhum. Em baixa ou alta rotação, gostei muito da velocidade de resposta do propulsor de 1.6 litros. É ótima em ultrapassagens, subidas, descidas, estradas etc.
Resumindo, posso dizer que, para o uso apenas na cidade, sem a necessidade de carregar pesos a trabalho, por exemplo, a Courier não agrada. Pelo menos a mim. Mas, se o seu objetivo é um automóvel forte, com bom motor e boas respostas de suspensão, pode ir sem medo na picape da Ford.
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