Consumo – Vivace 1.0

Nos 19 dias em que ficou na redação, o Uno 1.0 Vivave trafegou 2.350 km, dos quais 1.363 km foram percorridos em rodovias e 987 km em ciclo urbano. Após consumir 261,1 km litros de etanol, o modelo apontou consumo médio de 9 km/l. Confira os números em detalhes:

Percurso Parcial semanal Total nos 100 Dias
Cidade 987 km 987 km
Estrada 1.363 km 1.363 km
Total 2.350 km 2.350 km

Consumo médio 9 km/l 9 km/l
Comments: Leave a Comment

Attractive 1.4 entra em Campo

78º DIA

O Uno Vivace 1.0 se despediu da redação e deixou a vaga para o modelo 1.4 Attractive, última versão a participar do Teste dos 100 Dias. A unidade cedida pela Fiat conta com rodas de liga leve 14”, para-brisa térmico, kit Celebration 4, sistema de som com MP3 e cor Amarelo Citrus. Com esta pintura, por sinal, o modelo não passará despercebido por onde trafegar.

Uno Amarelo Citrus no trânsito

Logo ao sair da Fiat, notei que o motor do Attractive está um pouco mais silencioso que a configuração 1.4 Way testada por nós anteriormente. Descobri, entretanto, que o modelo em avaliação está com gasolina em seu tanque de combustível (contava com etanol na 1.4 Way), o que pode diminuir seu índice de ruído. Durante minha estadia com o modelo, circulei 60 km entre trânsito leve e médio, e apenas uma barra do indicador do tanque de combustível foi apagada.

A indicação aponta um baixo consumo, mas antes de tirarmos conclusões, é necessário ter em mente que o Uno não foi reabastecido por nós, o que significa que seu tanque de combustível possa ter sido enchido literalmente até a boca, fazendo com que a primeira barra demorasse a ser consumida.

Uno 1.4 Attractive

Apesar do acabamento desta configuração ser simples, sem adesivos internos, os materiais utilizados são bons e não decepcionam no quesito visual. O painel de instrumentos volta a contar com RPM no lado esquerdo, enquanto o econômetro, do lado direito, foi aposentado.

Ao volante

Após ter notado que a embreagem do 1.4 Attractive é um pouco mais dura que a do Vivace 1.0, foquei-me, mais uma vez, no motor. Conforme havia dito anteriormente, o propulsor 1.0 é mais eficiente e seu câmbio é mais bem escalonado que o da configuração com bloco de maior volume. E é verdade, o Uno não decepciona na versão básica.

Mas não há como ignorar que, mesmo sendo mais ruidoso, menos eficiente e utilizando câmbio com relação de marchas muito curta (o que é bom para dirigir esportivamente, mas incomoda quem deseja um veículo silencioso e confortável), o Uno 1.4 anda muito mais que a versão 1.0. Com álcool, o modelo é apenas 13,3% mais potente, mas possui 26,2% mais torque. Na prática, o 1.4 Attractive retoma velocidade com vigor e chega a ser empolgante para quem acaba de deixar um veículo 1.0.

No mais, o “Uninho” continua confortável e gostoso de ser dirigiddo. Em breve, publicaremos, um post com o consumo médio final do Uno Vivace 1.0.

Tag Search: , , , ,
Comments: 8 Comments

Reta final

77º Dia

O Uno Vivace 1.0 passou o seu último dia do Teste dos 100 Dias em condições relativamente severas no trânsito. Além do engarrafamento que enfrentou, o “Uninho” encarou diversas ladeiras, regiões por onde trafego normalmente.  O motor sofreu e o consumo de etanol, como era de se esperar, foi elevado. Em 52 km, três barrinhas do marcador digital do nível de combustível se apagaram.

Pela manhã, o Vivace 1.0 apresentou dificuldades para pegar, engasgou mais uma vez e, nos primeiros minutos de funcionamento, seu rendimento foi baixíssimo. Nesta situação, os gases expelidos pelo escape denunciam a mistura extremamente rica do motor, uma vez que exalam cheiro de álcool mais forte que o comum. Também notei, assim como o César Tizo reportou anteriormente, boa dose de vibração do motor quando este se encontra em marcha lenta, criando uma pequena (e incômoda) ressonância na cabine.

No mais, o Uno não demonstrou alterações de comportamento, mesmo passando pelas mãos de diversos motoristas, que trafegaram em diferentes tipos de terreno. O acabamento continua impecável. O Vivace 1.0, em minha opinião, foi muito bem durante o teste.

O compacto oferece ótima dirigibilidade e seu espaço interno, acabamento e  preço são bons. Ou seja, além do apelo estético, é um carro que também oferece argumentos lógicos para compra.

Tag Search: , , ,
Comments: 14 Comments

É barato manter um Uno

Uma das coisas mais desagradáveis para o dono de um carro (e isso em qualquer faixa de preço) é chegar à concessionária para fazer um reparo ou uma revisão e pegar aquele orçamento com preços exorbitantes. Quem já passou por isso sabe: a sensação de arrependimento de ter apostado naquele modelo surge na hora.

Com o novo Uno, porém, dificilmente você enfrentará uma situação dessas. A Fiat fixou preços excelentes para as peças do modelo, o que ajudou o hatch a vencer o Superteste realizado na Revista Carro de junho.

O pacote composto por jogos de pastilhas de freio, amortecedores e velas, filtros de ar, combustível e óleo, para-lama, retrovisor e farol saiu por R$ 1.114,90 nas concessionárias Fiat. Confira a comparação com os concorrentes por ordem de preço:

Fiat Uno Vivace 1.0: R$ 1.114,90

Fiat Mille Economy: R$ 1.138,18

Chevrolet Celta VHC: R$ 1.174,25

Fiat Palio Fire: 1.198,00

VW Gol G5: R$ 1.308,51

Ford Fiesta 1.0: R$ 1.364,00

Renault Clio 1.0: R$ 1.458,81

Renault Sandero 1.0: R$ 1.632,66

VW Gol G4: R$ 1.666,31

Curiosidades:

1) Nos quatro primeiros lugares, três modelos da Fiat

2) O novo Uno tem manutenção mais barata que a do Mille, conhecido por seu baixo custo

3) O Gol, sempre reconhecido por sua durabilidade, apresenta peças caras na 4ª geração. O G5 já melhora um pouco

4) Os dois Renault foram mal

Em um segmento no qual os custos de aquisição e manutenção de um veículo fazem muita diferença, sem dúvida a Fiat tem uma boa vantagem sobre os demais. O famoso “boca a boca” também vale bastante neste caso, afinal, carro que ganha fama de caro para manter dificilmente se livra dessa pecha.

Se eu estivesse à procura de um modelo de menos de R$ 30.000 certamente consideraria muito essa lista. E vocês?

P.S.: vale lembrar que os preços foram cotados em concessionárias de São Paulo

Comments: 13 Comments

Econômetro: útil ou inútil?

73º, 74º e 75º Dias

Durante o fim de semana, passei a reparar um pouco mais no Econômetro, sistema simples dos veículos de entrada da Fiat que, ao menos na teoria, ajuda o motorista a tentar gastar menos combustível (fica localizado na parte direita do painel). Mas isso funciona mesmo? Tem utilidade real ou foi só um “tapa-buraco” para não ficar um vazio onde estaria, por exemplo, um conta-giros?

Bom, se isso fosse perguntado para mim na sexta-feira, a resposta seria: “É praticamente inútil”. Principalmente porque a maior parte do tempo ele ficava no vermelho, ou voltava para o “zero” (quando o carro está parado). Mas, quando eu estava no Rodoanel, sentido Raposo Tavares, passei a reparar um pouco mais no trabalho desse equipamento. Posso dizer, hoje, que se trata de um bom “conscientizador”. É claro que não é algo imprescindível, mas tem, sim, a sua utilidade, mesmo que não a todo o momento.

Guiando e ficando de olho no marcador, consegui controlar o pé no acelerador e fazer o nivelzinho, que antes ficava quase o tempo todo no vermelho, passar mais tempo no verde. Não sei dizer exatamente quanto de economia isso trouxe, mas era possível sentir o carro trabalhando mais aliviado (tudo bem, um pouco óbvio, mas acho interessante deixar claro este ponto também).

Por outro lado, creio que o Econômetro será algo útil por pouco tempo, já que, depois de certa quilometragem com qualquer carro que for, você fica bem adaptado a ele e entende melhor as reações. Ou seja, o aparelho dará uma “mini-aula” nas primeiras centenas de quilômetros, mas será pouco mais que um enfeite depois disso. Mesmo assim, acho útil, já que poderia não ter nada naquele local do painel.

Uno com atraso

Vou comentar sobre outro assunto. E não é em relação ao atraso de um pedido na concessionária. Reparei um fato curioso. Neste domingo, reabasteci o carro com 11,28 litros de etanol. O marcador de combustível mostrava apenas duas barrinhas. Reabastecido, deixei o posto e, para a minha surpresa, estavam lá, as mesmas duas barrinhas, quando era para estar, no mínimo, umas cinco ou seis. Eu já estava na rua e quase voltei ao local, pensando que tinham me enganado ou que a bomba de combustível havia tido algum problema. Mas, cerca de 5 quilômetros depois, subiu um pininho no marcador. Mais uns 5 quilômetros, o “tanque encheu mais um pouco”. Achei algo bem curioso e estranho, porque você acaba saindo do posto sem saber exatamente qual é a marcação.

E acho válido citar, mais uma vez, a sonolência do Uninho pela manhã. No sábado, saí de casa às 6 horas e o carro ficou engasgando por cerca de 4 quilômetros. Pela tarde, depois de um bom tempo parado, mas no sol, fui pegar mais uma vez o veículo e mais uma engasgada. O problema é que o estacionamento era em uma área bem baixa e quase que eu não consigo sair de lá. Na subida, o Uno passou muito perto de simplesmente parar, tamanha a falta de força. Lembro que, no mesmo local, tive dificuldade semelhante com o Uno Way 1.0 que utilizamos no início deste teste. Com o Way 1.4 não me lembro de ter sofrido com isso.

E você, acha que o Econômetro é algo útil em um automóvel de entrada? Você já reparou algum erro do marcador de combustível após um reabastecimento?

Comments: 23 Comments

Algumas considerações…

72º Dia

Mais um dia com o novo Uno me permitiu levantar alguns detalhes sobre o modelo. O que mais me chamou a atenção foi a vibração do motor. Com o carro parado e o câmbio em ponto morto, o volante chega até mesmo a tremer levemente. Creio que é uma característica do carro, já que o Way 1.0 também era bem parecido nesse aspecto. Pelo menos nessa semana de muito calor na cidade de São Paulo o Uno Vivace não apresenta as falhas na primeira partida pela manhã.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a escassez de recursos no comando à esquerda do volante, onde, nos demais carros da Fiat ele serve para controlar as funções do computador de bordo. No do Uno, ele só regula a desativação do airbag do passageiro e o relógio já que o compacto não conta com o computador nem como opcional. Ainda no habitáculo, gostei bastante da amplitude da regulagem de altura para o assento do motorista.

Outro detalhe que faz falta, apontado pelo Angelo no post abaixo, diz respeito a ausência de uma proteção melhor para o tampão do porta-malas. Nas nossas ruas, a grande maioria com imperfeições, na medida em que o carro pula a tampa plástica bate de uma seca no seu suporte. Creio que uma simples borracha já daria conta do recado. Vale destacar que isso são apenas detalhes, Nada que desabone o novo Uno, para mim a melhor escolha nessa faixa.

Comments: 10 Comments

A vida como ela é!

71º Dia

Ontem à noite tive o meu segundo contato com a versão de entrada do novo Uno, a Vivace 1.0. A primeira vez que andei com esse carro foi durante o seu lançamento. Depois de ter rodado com as versões Way 1.0 e 1.4, a comparação com a Vivace é inevitável. A começar pela dirigibilidade. Sem dúvidas o motor 1.0 casou muito bem com o Uno de entrada, que por ser 25 kg mais leve que uma Way 1.0, por exemplo, esse peso é igual à de uma criança, deslancha melhor. Parece que o carro roda mais solto. Outro ponto positivo do Uno Vivace é o acerto da sua suspensão. Nem parece que se trata de um carro popular, e nem de longe lembra a do antigo Uno que tinha mola parabólica na traseira.

Considerando que o Uno dos 100 Dias seja incrementado com alguns kits: Celebration 6, Smaile 2, Young, o HSD, Square, Comfort, rádio Connect e regulagem de altura do volante —, o Vivace proporcionou uma boa vida a bordo. Melhor se a versão avaliada estivesse equipada com o ar-condicionado. Também senti falta de um conta-giros no painel, instrumento que acho útil em carros 1.0. Como fiz o meu trajeto a noite, gostei da iluminação do farol que mesmo na luz baixa proporcionou bom alcance e uma luz branca. Lembro do farol do antigo Uno, da época em que a lente ainda era de vidro e a luz era amarela e fraca.

Os únicos pontos negativos encontrados nessa unidade são a falta de duas borrachas na tampa do bagagito e que servem como um anti – ruído e o fato da chave estar enroscando no tambor de ignição ao ser removida. As estrias da chave já estão até gastas de tanto contato forçado.

De proposta urbana, o Uno atende bem às exigências de quem precisa de um carro para levar as crianças até a escola, deslocar-se até o trabalho ou simplesmente utilizá-lo como um segundo carro para os dias de rodízio na capital paulista.

Comments: 4 Comments

Way ou Vivace?

70º Dia

Até o momento, uma das conclusões que já tirei a respeito do novo Uno é que, se fosse para ter um, optaria por um 1.0. O Vivace que está agora conosco, sem ar-condicionado, anda que é uma beleza. Aliás este hatch da Fiat é um dos poucos carros que teria com tal propulsor, já que ele ainda possui certa desenvoltura no uso diário.

A grande questão fica por conta da versão: Vivace (R$ 27.590) ou Way 1.0 (28.750)? É bom deixar claro para quem acompanha o Teste dos 100 Dias que o Vivace “de verdade” não traz maçanetas externas, retrovisores e para-choques na cor do carro, opcional que sai por R$ 284 no Kit Young. A irreverente cor Azul Splash, como o Gerson mencionou abaixo, demanda mais R$ 700 por ser metálica.

O Vivace como ele é: "basicão" não traz nem para-choque na cor do carro

Logo, para deixar o Vivace parecido com o das fotos o preço se aproxima do pedido pelo Way 1.0. Sinceramente, aí digo por mim, eu gostei do estilo do Uno Way. Pode parecer detalhe, mas o friso lateral dessa versão, o qual  preenche um espaço côncavo da carroceria por completo, aliado aos para-choques mais encorpados caíram bem ao modelo.

No Vivace, por exemplo, mesmo sendo possível colocar um adesivo no lugar do friso, fica aquela sensação de que está faltando algo. Por esses motivos, meramente estéticos reconheço, investiria meu dinheiro no Way 1.0.

Mudando um pouco de assunto,  uma curiosidade que surgiu para mim ao longo desta edição do Teste dos 100 Dias diz respeito aos kits de personalização do novo Uno: os adesivos tudo bem, qualquer coisa é possível descolar, mas e os elementos internos aplicados no painel? Eles são removíveis?

Para esclarecer entrei em contato com algumas concessionárias da marca e a resposta foi positiva: o acabamento no painel pode, sim, ser trocado. A operação, contudo, não é tão simples segundo informou a Fiat por meio de sua assessoria de imprensa.

É necessário ir em uma revenda para efetuar o procedimento, a qual é a indicada para lidar com a tecnologia “Insert Molding”, por meio da qual “um filme é injetado conjuntamente ao componente plástico”, nas palavras da fabricante . No site da empresa você pode conferir todas as opções disponíveis para o modelo clicando em “Acessórios” na parte inferior da página.

Comments: 6 Comments

Meu terceiro Uno

69º Dia

Tive meu primeiro contato com a versão Vivace de ontem para hoje. Como não sou muito fã do estilo aventureiro das opções Way 1.0 e 1.4 testadas antes, acho que a proposta do Vivace é a que mais se adequa ao novo Uno: um carro barato, enxuto e talvez até sem ar-condicionado, como a unidade cedida pela Fiat.

É o Uno que mais me agradou até aqui quando analiso o que ele custa e o que entrega. Para mim, o Way 1.4 não vale a pena por conta do motor, ruidoso e apenas um pouco mais potente que o 1.0. Pelo Way 1.0 paga-se pelo estilo, o que não acho muito coerente em um modelo no qual o custo de aquisição é um dos itens mais importantes.

Vejamos: pelos R$ 1.160 que se economiza do Way 1.0 para o Vivace 1.0 é possível equipar o hatch com Kit Elétrico (faróis auxiliares, vidros dianteiros e travas elétricas), que custa R$ 821, e Rádio CD/MP3, que sai por R$ 314, e ainda embolsar R$ 25 de troco. São itens que farão diferença no seu dia a dia e tornarão a vida a bordo mais interessante. A personalização do Way, por outro lado, só fará bem aos olhos.

Longe de mim querer condenar quem gosta do Way. Gostou, achou bacana, a grana dá? Tem mais é que levar mesmo. Como comprador de um carro de entrada, porém, investiria meu dinheiro com mais racionalidade se tivesse um orçamento limitado. A cor Azul Splash, por exemplo, é muito bacana, mas já custa R$ 700 a mais. Encarnando um “mão de vaca”, infelizmente teria de descartá-la.

Acertos e mancadas

Tivemos três Uno rodando no Teste dos 100 Dias e os três apresentaram o mesmo defeito: demora para pegar em manhãs frias (checamos o reservatório de gasolina para partida e ele estava abastecido nas três unidades) e falta de força até que o motor esteja aquecido. O Way 1.4 ainda teve a falha no sistema de limpeza do para-brisa, que soltou água nos pés do motorista, e o Vivace 1.0 nos deixou na mão com o conector da ventoinha desplugado.

Convenhamos: são muitas mancadas até para um modelo que acaba de ser lançado. Na versão atual também notei uma falha de acabamento no lado do passageiro, que tem uma peça plástica muito mal encaixada. Fora esses inconvenientes, o Uno é um carro bem projetado e não passa a impressão de ser um modelo de entrada mesmo na versão mais barata. Isso pode ser notado na textura dos plásticos, que já me chamaram atenção na versão Way, e no conforto dos bancos, que trazem revestimento de veludo no Kit Casual 2. O opcional, que custa R$ 436, ainda oferece veludo nas portas, porta-objetos móvel (o copinho no console), terceiro encosto de cabeça e volante revestido de couro com regulatem de altura.Vale o investimento.

Gostei também do desempenho do motor 1.0. Ele deixa o Uno bem mais esperto que o Fox 1.0 que eu estava dirigindo antes, por exemplo. A suspensão do Volkswagen, porém, me agrada mais. Ambas absorvem bem as irregularidades, mas o Fiat, até pelo estilo da marca, é mais macio e inclina demais em algumas curvas e frenagens mais bruscas. A comparação, contudo, serve só para ilustrar, já que ambos têm preços diferentes.

E vocês, o que acharam das versões do Uno apresentadas até aqui? Qual é a melhor delas? Não se esqueça que ainda teremos a Attractive 1.4.

Comments: 7 Comments

Uno Vivace vai à praia

66º, 67º e 68º Dias

Neste final de semana o Uno Vivace caiu novamente na estrada. Desta vez utilizei o veículo em uma curta viagem de pouco mais de 100 km até Santos e depois até o Guarujá. Gostei bastante do comportamento do carro na rodovia. Mesmo sendo 1.0, ele vai muito bem. Porém, andando na velocidade máxima da Imigrantes (120 km/h na estrada, 90 km/h no trecho urbano e 80 km/h no trecho de serra), o ponteiro do econômetro no painel não saiu da marcação vermelha em momento algum. Fui com o tanque cheio e voltei com ele um pouco acima da metade.

Um detalhe chamou minha atenção durante a descida da serra. O novo Uno  vem com pneus de baixíssima resistência à rolagem. Isso é ótimo para atingir melhores números de consumo, mas na ladeira, mesmo engatado, foi difícil estabilizar a velocidade em 80 km/h. O tempo todo precisei apelar para o freio a fim de não ser pego pelos tantos radares de fiscalização.

Apenas o ventilador bastou no final de semana de muito calor

Apesar do forte calor no litoral, em momento algum senti falta do ar-condicionado. Na ida e na volta mantive os vidros fechados mais por uma questão sonora do que climática. O ventilador, neste caso, bastou, ao menos para mim. O que esquentou mesmo foi o sucesso do novo Uno em Santos. Por ser ainda raro na cidade, todos olham para o carro. Por curiosidade estacionei o modelo na frente da praia e fiquei observando as pessoas admirando o carro. Uns o olhavam por dentro, colocando as mãos nos vidros. Outros passavam a mão pela lataria. Teve até um sujeito que olhou embaixo do carro. Vai saber…

Neste final de semana também aconteceu uma coisa com o Uno que eu já esperava ver. Durante o lançamento do carro, realizado em Salvador, avaliei uma unidade cujos adesivos de decoração interna estavam se soltando. Não deu outra. No sábado, um detalhe que vai no pomo do câmbio descolou durante uma mudança de marcha.

Detalhe do adesivo "fujão" no pomo do câmbio

O Uno Vivace também sofre para funcionar frio, mesmo com o sol escaldante no capô. Até ele ficar bom leva em média 10 minutos. Mas enquanto isso não acontece o motor tende a “engasgar” mais e não atende de prontidão às pisadas no acelerador. Esse detalhe me lembrou o antigo Ford Escort 1986 que minha mãe teve há muitos anos, que resolvia esse problema com uma simples puxada no afogador.

Comments: 8 Comments