E na hora de carregar?

33º Dia

Como elas são picapes e tem uma boa caçamba a disposição, nada melhor do que colocá-las à prova!

Aqui na editora, além da revista Carro e a Carro Online, possuímos diversos títulos, entre eles as revistas Motociclismo e Moto Verde. Com várias máquinas em duas rodas a nossa disposição, resolvemos colocar uma delas na caçamba da Montana. A escolhida foi a Kasinski CRZ.

A Montana que está conosco para avaliação veio equipada da Chevrolet com capota marítima, item vendido como acessório nas concessionárias por, em média, R$ 1.400. Barato ele não é, mas ele vale a pena. Preso por uma armação acima da tampa, basta estender a lona e encaixar o suporte. Nas lateriais, não é necessário amarrar ou prender o tecido com faixa, basta encaixá-lo em uma canaleta.

Como as picapes compactas não possuem altura elevada do solo, subir a moto na caçamba não exigiu a força extra que seria necessário em uma Chevrolet S10 ou uma Ford Ranger, por exemplo. Como você observa nas  fotos, a CRZ com seus 2,15 m ficou bem acomodada. A roda dianteira, como é comum, precisa ser levemente esterçada.

Apesar da Montana ganhar em capacidade de carga (758 kg contra 705 kg da Fiat Strada, 700 kg da Volkswagen Saveiro e 742 kg da Hoggar), sua caçamba perde para a da Hoggar em volume. Enquanto a da Peugeot, nossa próxima avaliada, abriga 1.151 litros, a Montana leva 1.100 litros. De uma experiência prévia que tive com a Strada, com uma moto de tamanho semelhante, posso informar que a CRZ ficou mais folgada no compartimento. Ponto para a nova Chevrolet Montana, que ainda conta com pontos de amarração distribuídos na parte interna da caçamba.

Vamos ver como a Hoggar, nossa próxima avaliada, se sairá nessa prova.

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Pequeno grande notável

98º Dia


A minha curiosidade era imensa em relação ao novo Uno. Depois de tanto barulho e suspense a respeito de seu lançamento, um belo dia ele chegou à garagem da editora. Olhei, observei e fiquei com vontade de conduzir um para ver quais eram os seus reais atrativos. Externamente, ele deixou a história de um dos carros mais vendidos do Brasil lá no passado. Seu visual realmente encanta, principalmente para quem, como eu, está acostumada a ter carros pequenos – somente com uma passagem rápida e inesquecível de um Astra Hatch pelas minhas mãos durante dois anos. Atualmente, meu companheiro de longas horas de trânsito é um Peugeot 206 1.4 flex Sensation ano 2007.

Ao entrar no carro, minha primeira surpresa: o espaço interno do novo Uno é muito maior do que parece. Por eu ter apenas 1,57 m de altura, a regulagem do banco foi pra lá de benvinda, o que me ajudou a ter uma ótima visibilidade para dirigir. Virei a chave e escutei pela primeira vez o barulho do motor do moço. Confesso que sou apaixonada por barulho de motor….um som agradável, que te convida a pisar e escutar outras notas.

Ao sair com o carro, peguei uma noite feia, depois de um dia chuvoso e cheio de problemas de congestionamento. No entanto, o carro não se intimidou. Comeu asfalto mesmo passando por várias poças d’água, mostrando sua estabilidade em chão escorregadio e freio preciso. Por ser um modelo sem ar-condicionado, pedi a ajuda dos amigos limpadores dianteiros e traseiros. Foram super eficientes, juntamente com o desembaçador.

No caminho de retorno para casa, passei por várias avenidas nas quais pude sentir um pouco o desempenho do motor do Uno. Como tenho um carro com um motor semelhante – 1.4 flex -, não pude deixar de fazer algumas comparações interessantes em relação ao motor do “amigo amarelo” (rodei com um Uno amarelo, vulgo “marca-texto”, que, segundo nosso colega Thiago Dupim, está sendo alvo de interesse no site de customização do veículo na internet). Em termos de saída, o Peugeot é mais ligeiro, responde mais rápido. Já no Uno, a sensação que dá é que ele é meio “marrentinho” na hora de sair. Demora alguns segundos para mostrar que realmente é um motor 1.4. Em reta, os dois veículos têm um desempenho muito parecido, com bastante agilidade. Em termos de câmbio – que é um dos pontos fracos do 206 -, o Uno sai na frente com a suavidade e precisão na troca de marchas. No caso do Peugeot, tem momentos que você sente que está tirando o câmbio para fora, por essa falta de precisão e suavidade nos engates. Se você erra uma ré, socorro! O barulho é estrondoso…

Nas curvas, o Uno chega a balançar um pouco. Por ser um pouco mais leve do que o Peugeot e ter direção hidráulica, fica mais vulnerável à precisão do motorista. No entanto, com as rodas no chão, o amarelinho da Fiat mostra que se comporta feito gente grande. É muito confortável, não faz muito barulho (o único barulho que escutei foi de uma borracha solta na porta do motorista, que deixou um espaço onde entra ar a todo o momento), é estável, com suspensão firme e rende uma excelente experiência de condução.

Apesar de, comparado ao Peugeot, ter um motor mais “amarrado”, o Uno alcança alta velocidade sem sequer o motorista perceber que está a mais de 90 km/h, e a direção não treme. O motorista só se dar conta quando ele olha no painel e vê que a velocidade indicada está muito acima daquela que ele imagina.

No que diz respeito ao consumo, a diferença entre o Peugeot e o novo Uno é gritante. Conhecido como “beberrão”, o motor 1.4 do Peugeot tem um alto consumo de álcool e também de gasolina, com uma diferença sutil, não muito perceptível no bolso. Ao percorrer cerca de 54 quilômetros, o ponteiro do medidor de combustível caiu poucos risquinhos.

A versão Attractive 1.4 traz o grande problema dos demais carros brasileiros, ditos “populares” – mas que no preço mostram ao contrário -, no que diz respeito ao acabamento. O plástico toma conta de todo o veículo, o que preocupa sobre quando vão começar aqueles barulhos no painel ou na parte traseira do veículo que são quase impossíveis de identificar sua verdadeira origem. O mesmo acontece com o Peugeot – no meu caso, ele tá chegando perto dos 60 mil km e já me deixa contrariada com certos barulhos.

Uma das coisas que pude curtir no novo Uno é o sistema Connect, que permite que você faça uma interface do seu telefone celular com o rádio do carro. Você pode estar escutando aquela música mais que agradável, se o telefone toca, automaticamente o sistema interrompe o som e permite que você fale ao celular sem tirar as mãos do volante e perder a atenção.

Em termos de porta-malas, o Uno se torna um carro interessante para, no máximo, acomodar bagagens de duas pessoas. Um carro para uma família com filhos? Xi, só o carrinho do bebê já ocupa boa parte do espaço. Já o porta-malas do Peugeot é um pouco maior – e se o carrinho de bebê for daqueles mais compactos, ainda dá para arriscar encaixar umas bagagens a mais.

Mas, no geral, o novo Uno agradou bastante. Adorei sua dirigibilidade, sua estabilidade, mas se não fosse a questão do motor, com certeza ele seria o próximo herdeiro do meu Peugeot 206. Quem sabe não vem por aí um 1.6 daqui a algum tempo. Eu estarei na fila para comprar o carro!

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Fora da ordem

95º, 96º e 97º Dias

Desde sexta-feira, estive incumbido de rodar com o nosso Uno Attractive 1.4. É claro que , logo de cara, a cor do nosso carrinho salta aos olhos. Pena que não pela beleza, mais sim por chamar mais atenção do que a maioria esmagadora dos outros veículos que trafegam pela cidade. Mas gosto é gosto. Fiquei ainda mais surpreso ao navegar pelo site da Fiat no canal “Monte o seu”. Ali, pude constatar que, das 11 cores disponíveis para a nossa versão, a Amarelo Citrus é a mais consultada, centralizando 30% dos acessos. É, como diria Caetano, alguma coisa está fora da ordem!

Pintura à parte, o fato é que o espaço dianteiro do novo Uno é excelente. No alto dos meus 1,92 m e 90 e poucos quilos, me sinto extremamente confortável. Felizmente a montadora italiana pensou nos gigantes. Acredite ou não, o ambiente é maior do que o de um Palio Adventure, por exemplo. A regulagem de altura do banco é providencial e facilita a vida desses motoristas. Porém, já aviso que, com um condutor desproporcional a bordo, no banco de trás alguém com mais de 1,80 m sofrerá bastante.

As qualidades do modelo são muitas. O conjunto câmbio/motor se mostra ideal para o tamanho do veículo, respondendo muito bem em situações de saídas e retomadas. A dirigibilidade também se destaca, apesar de que, em algumas situações, senti a visibilidade um pouco comprometida. A suspensão suporta bem os impactos, não comprometendo em nada o desempenho do veículo em pistas com problemas. Já o barulho devido à quebra do suporte do escapamento é notado mesmo somente em situações esporádicas. Nada que uma música em um volume mediano não resolva.

Nesses três dias, percorri 184 km com o veículo. A maior parte foi em trajetos curtos em ciclo urbano. Medi o consumo e, no etanol, obtive uma média de 6,4 km/l. Confesso que não fiquei satisfeito, embora tenha exigido um pouco mais do motor 1.4 em algumas ocasiões. Se compararmos com o resultado de 9,0 km/l registrado na última semana, está bem abaixo. Como foi realizada a limpeza de bicos na semana passada, prestaremos mais atenção nas próximas aferições.

Tudo ia muito bem até o final da tarde de sábado. Quando entrava no carro para ir ao supermercado, quase fui “laçado” pela borracha de vedação da porta dianteira esquerda. Ao encostar na lateral (é quase impossível entrar ou sair intacto do Uno quando se tem a minha altura), a guarnição se desencaixou quase que pela metade. O mais estranho é que todas as borrachas foram trocadas dois dias antes. Com paciência, fui encaixando-a enquanto pensava: como se sentiria alguém que pagou mais de R$ 35.000 em um veículo vivenciando aquela situação? Sem comentários.

Infelizmente, já virou clichê no Brasil dizer que os chamados carros populares pecam pelo acabamento interno. Funciona como uma desculpa irrefutável e conformista para explicar os deslizes das montadoras. Ora, em minha opinião, uma pessoa que não paga menos do que R$ 22.000 em um carro zero no Brasil tem direito, no mínimo, a um acabamento de primeira no veículo ofertado. Realmente, eu devo estar fora da nova ordem nacional.

Ontem, me atentei ao bagageiro. Claro que não é lá essas coisas, mas os 280 litros foram suficientes para acomodar uma mala grande, uma bolsa de mão média e uma mochila. Para uma família pequena, não é ruim. Agora, você, caro leitor, o que tem achado do porta-malas do Uno? É possível viajar tranquilamente com a família ou é melhor passar antes no aeroporto para despachar a bagagem?

Problemas com a borracha de vedação

Porta-malas: ideal para uma família pequena

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Praticidade

49º Dia

Creio que esta é a palavra que pode definir melhor este simpático veículo. O espaço interno é bem razoável para um carro de entrada. Como eu tenho uma criança pequena, a primeira coisa que me chamou a atenção foi a facilidade para instalar a cadeirinha no Uno. Digo isso, porque a porta traseira abre bastante e é muito bom passar com este acessório pela mesma, sem raspar na forração interna ou espremer as mãos nos batentes.

No caso desta versão Way, há um item bem interessante, que é o espelhinho para visualizar e conversar com a criança no banco traseiro. Mais uma praticidade!

O acabamento interno é muito bom, especialmente o painel de instrumentos. O velocímetro é bem legal e o computador de bordo dá um aspecto superior ao carro. Lembra um pouco o seu irmão “estrangeiro”, o Fiat 500.

Outro ponto que é destacável, principalmente para um dos carros mais baratos do país, é o trabalho da suspensão. Já tive a oportunidade de rodar em outros automóveis desta categoria e, assim, senti que o Uno está acima da média. É confortável e, ao mesmo tempo, apresenta uma boa estabilidade. A ergonomia também me agradou bastante, pois os comandos estão à mão e são fáceis de acionar.

Por ter rodado apenas alguns quilômetros em deslocamento urbano, decidi não comentar muito mais sobre a parte dinâmica, algo que espero poder fazer em um próximo post.

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SURPRESA BOA NA ESTRADA

45º, 46º e 47º Dias

Primeiramente, quero esclarecer um erro meu no post anterior. Coloquei a imagem dos pedais da versão que utilizamos nos primeiros dias de nosso teste apenas para ilustrar, e não do atual. O espaço na opção esportiva realmente fica ainda mais prejudicado, mas todos os meus comentários foram sobre a versão “normal”. Não acho que seja algo que fique enroscando o pé a todo o momento, mas vez ou outra aconteceu e me deixou prejudicado.

Bom, voltando à atualidade. Como eu havia adiantado, viajei, neste fim de semana, com o novo Uno para Monte Verde, em Minas Gerais. No percurso, pude enfrentar alguns tipos diferenciados de situações. Desde estradas bem asfaltadas até alguns pisos mal-tratados. Também passei por uma estradinha de terra de quase 20 km até a chegada à cidade mineira. Por lá, pude subir, também em caminhos de terra, até bem próximo das montanhas, com inclinações consideráveis.

Desde o momento em que peguei a Rodovia Fernão Dias, já senti que iria gostar da viagem. O Uninho responde rapidamente aos comandos e a sua suspensão, apesar de parecer macia demais, assegura uma estabilidade muito boa ao hatch da Fiat. Sinceramente, eu não esperava isso, já que a versão Way é um pouco mais alta que a Vivace e a Attractive. Ou seja, imaginei que teria um carro meio “bobo” nas curvas e nas freadas. Engano meu: o veículo é realmente estável em curvas e você não sente que está dirigindo uma cadeira de rodas, como em alguns outros carros populares.

Ainda na Fernão Dias, percebi um ponto negativo, mas que já foi comentado por aqui: o alto ruído. Mas deixo claro que isso não é problema da versão 1.4, como alguns comentários dos visitantes deste blog já deram a entender. Tanto no Uno 1.0 quanto no 1.4, quem está no habitáculo ouve, e muito, o som do motor. É algo contornável, já que temos como opção aumentar o som etc. Mas, realmente, incomoda. Viajei a velocidades entre 100 km/h e 120 km/h praticamente o tempo todo e o ruído era alto em todas as situações, mesmo quando ainda estava beirando os 3.000 giros.

Na estrada de terra batida, o Uno também foi muito bem. Pela primeira vez, senti a utilidade da versão Way, já que o caminho era um pouco acidentado, com bastante pedra. Durante todo o percurso, o hatch não raspou o assoalho em obstáculos em momento algum. Certamente, em meu automóvel pessoa, um Palio, isso aconteceria. Mas também percebi que, se tivesse chovido no dia, o modelo teria certa dificuldade de passar em alguns trechos, algo normal em qualquer automóvel do tipo.

Agora, falemos do que eu mais esperava avaliar: o motor. O 1.4 se saiu muito bem na situação. Viajei com minha namorada e nossas bagagens, que contavam desde alimentos e roupas, até acessórios como máquina digital, notebook, aparelho de DVD e violão. O carro não estava cheio, tudo bem, mas o desempenho foi ótimo em todas as situações. Na Fernão Dias, o Uninho reagia muito bem a todos os comandos. A retomada, em momentos de ultrapassagem, foi muito boa e não passei por nenhum “apuro”. Eu já havia utilizado o 1.0 em uma pequena viagem a Cotia e havia sentido falta de um pouco mais de força no motor, o que, para mim, foi suprido com o 1.4. Em situação urbana, os dois são muito parecidos, tendo o necessário para rodar sem problemas pela cidade, mas na estrada o 1.4 fez diferença.

Sobre o consumo, até gostei, mas, sinceramente, eu esperava que o Uno fosse um pouco mais econômico. Na ida a Monte Verde, peguei muito trecho de subida e a média, considerando o pequeno trânsito para sair de São Paulo, a Fernão Dias e uma estradinha local de quase 35 km, alternando entre asfalto e terra, a média foi de 7,5 km/litro. Em momento algum da viagem liguei o ar condicionado. Achei o consumo um pouco ruim, considerando as altas médias de velocidade que tive, principalmente na estrada principal.

Na volta, com o percurso utilizando mais descidas do que subidas, a média melhorou consideravelmente. Peguei a estradinha local e, em seguida, a Fernão Dias. Ali, enfrentei, perto de Atibaia, um trânsito considerável de 25 km. Em alguns pontos, era apenas uma lentidão, mas em outros chegava a parar o carro. A média da volta para casa foi de 9 km/litro. Fiquei um pouco perplexo com a diferença da ida para a volta, já que, quando fui, não peguei muito trânsito e, no retorno, fiquei bastante tempo “enroscado” na estrada e na chegada em São Paulo. A média total da viagem foi de 8,2 km/litro (e um total de 400 km percorridos).

Para finalizar, gostaria de comentar mais um pouco positivo e outro negativo do novo Uno. Na viagem, senti que a posição para dirigir o carro da Fiat é realmente confortável e pude fazer todo o percurso de ida e vinda sem dores nas costas, nos braços ou nas pernas. Um ponto negativo foi a vedação das portas do carro. Tudo bem, não entra água, mas a poeira passa pela porta e pára na borracha. Até aí, tudo bem, mas quando eu fui sair, em mais de uma ocasião, fiquei com o tênis e com a calça bastante sujos em função da terra acumulada na parte inferior da porta (coloquei uma imagem, abaixo, para que isso seja melhor entendido).

E vocês, já viajaram com o novo Uno? O que acharam das médias e do conforto do novo carrinho da Fiat?

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POUCO ESPAÇO PARA OS PÉS

44º Dia

 

Alguns posts atrás, o nosso amigo Gabriel Berardi comentou sobre o pequeno espaço entre o pedal do acelerador e o de freio. Eu já estava sentindo certa dificuldade no momento da troca do acelerador para o freio e resolvi medir exatamente o espaço que o nosso pé tem ali. E o resultado, ao menos para mim, deixa bem claro o motivo do “enrosco”.

Para começar, a parte mais próxima do pedal do acelerador em relação ao canto direito do console tem apenas 2,5 cm de distância. A distância entre tal “canto direito do console” e o freio é de apenas 12 cm. Ou seja, é esse o espaço que seu pé terá para pisar no acelerador. Medi, então, o tênis que uso, de nº 42, e o resultado explicou tudo: a parte da sola tem 11,5 cm de largura. É claro que eu usei sempre as medidas menores possíveis e a parte mais larga da sola, mas fica fácil entender a razão de o pé quase sempre dar uma enroscada no freio antes da troca de pedal – o que pode ser perigoso em alguma situação de emergência.

Até o momento, não andei muito com o novo Uno do nosso teste. Tive muitas boas impressões, já citadas em meu outro post, quando ainda usávamos o 1.0. Agora, com o 1.4, poderei ter uma melhor noção em relação à diferença de motorização, mas o problema da pequena distância entre os pedais já me incomodava desde a outra versão. É necessário realizar a aceleração e a frangem com a ponta do pé, o que, em algumas ocasiões, não dá tanta segurança, principalmente se o calçado estiver molhado.

Também tenho pequenas críticas ao câmbio. Como já disseram por aqui, as marchas, às vezes, custam a entrar. Nosso amigo Tiago havia comentado sobre a imprecisão no momento do engate da 1ª e da 3ª marchas. Eu, porém, senti uma grande dificuldade de enganar a 2ª marcha, quando estou reduzindo. É sempre preciso aplicar uma força maior que o normal para assegurar que o câmbio não vai “arranhar”, o que torna a atividade um pouco cansativa.

Apesar dos dois pontos citados, tenho diversos elogios a fazer ao novo Uno, mas vou aguardar até o post de segunda-feira para detalhar melhor cada área. Hoje pela tarde, vou pegar a estrada rumo a Monte Verde, Minas Gerais, e poderei avaliar melhor o hatch da Fiat em várias condições, inclusive em uma estrada de terra próximo à chegada ao meu destino. Ao fim da viagem, também detalharei quais foram os consumos de ida, vinda e total.

E vocês, que já possuem o novo Uno ou já testaram o carro, o que acharam do espaço entre os pedais e os encaixes das marchas? Até!

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O custo do 1.0 ou o benefício do 1.4?

27º dia

Ontem falamos bastante sobre as características deste novo motor Fire Evo 1.4. Agora, com os dados em mãos, vamos confrontar os blocos 1.0 e 1.4 para ver as vantagens e desvantagens de cada um.

Primeiro vamos ao nível de ruído aferido por meio de nosso decibelímetro na pista de testes. Confira abaixo uma pequena tabela com os dados de ambos:

Ruído interno Motor 1.0 Motor 1.4
Ponto morto 50 dB 57,8 dB
50 km/h 62,4 dB 62,4 dB
80 km/h 66,4 dB 65,3 dB
120 km/h 68,1 dB 72,4 dB

É possível notar que em ponto morto o 1.4 é nada menos que 7,8 dB mais ruidoso que o 1.0. A 50 km/h o barulho é o mesmo, mas a 80 km/h, porém, o motor maior reverte a desvantagem, provavelmente por conseguir rodar em rotações mais baixas. A 120 km/h, no entanto, o 1.0 volta a ser 4,3 dB mais silencioso.

E são exatamente nesses momentos (ao ligar o carro e em estradas a 120 km/h) que mais sentimos o alto nível de ruído do 1.4.

Na hora de acelerar, como era de se esperar, o 1.4 anda bem melhor. Veja os números:

Aceleração de 0 a 100 km/h
Uno Way 1.0 17s2
Uno Way 1.4 13s9
Retomadas 40 a 100 km/h 60 a 120 km/h 80 a 120 km/h
Uno Way 1.0 18s1 20s5 15s7
Uno Way 1.4 12s8 17s2 13s2

No dia a dia, contudo, essa diferença no cronômetro a favor do 1.4 não aparece tanto. E, até que ele me prove o contrário, ainda vou de 1.0.

Incômodos e conveniências do dia a dia

Mudando um pouco de assunto, percebi que o Uno tem um habitáculo espaçoso e agradável, com bom nível de acabamento para um carro de sua categoria, mas peca em alguns aspectos.

O comando dos vidros elétricos, por exemplo, saiu das portas e foi para o painel central. É um recurso que poupa custos da montadora, mas, pelo menos para mim, torna o acionamento do sistema um inconveniente, já que instintivamente direciono minha mão esquerda à porta para abrir o vidro. Tem gente que gosta e montadora que insiste em dizer que os clientes não se importam, mas eu, enquanto consumidor, me importaria. E vocês?

Outra coisa que não gosto é o sistema de regulagem dos encostos, que não permite uma acerto progressivo, como nas velhas e boas roldanas.

Em contrapartida, há um bom espaço à frente do câmbio para colocar a carteira, o celular ou outros objetos.

Pode parecer implicância, mas, acredite, ao longo dos dias essas soluções “menos inteligentes” cansam.

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Projeto novo, vida nova a bordo

21º dia

Dentre as principais benesses que um carro totalmente novo pode trazer ao mercado, e claro, aos seus compradores, é o aproveitamento mais racional do habitáculo. Foi assim com o Fiesta, foi assim com o Gol e é assim com o Uno. Para que você se sinta em um carro novo, mesmo sendo comprador habitual de determinada marca, a razoabilidade do espaço interno é um dos itens que mais lhe aparecem no cotidiano. Como sou provido de dimensões maiores do que a média do brasileiro, comecei a perceber o quanto o Uno me faz sentir bem ao volante. Além dos bancos e da visibilidade, os quais já abordei por aqui, o espaço para mim e para quem divide o habitáculo comigo merece elogios.

Em comparação aos carros que eu considero ultrapassados no segmento, os centímetros que ele tem a mais em algumas medidas essenciais para o conforto na condução, o fazem valer ainda mais a pena. Comparando contra o Gol G4, o Renault Clio e o Chevrolet Classic, por exemplo, pode-se tirar conclusões que ilustram bem essas sensações. Na distância do assento ao teto, por exemplo, o Uno é nada menos do que 6 cm maior que o Renault (96 cm a 90 cm) e empata com o Gol e o Classic, contudo o VW e o Chevrolet têm o seu assento localizado muito perto do assoalho. Os três estão 3 cm mais baixos que o do Fiat, o que transmite mais as vibrações que do carro. O VW ainda tem o volante levemente torto, fatos que complicam ainda mais o conforto.

A largura interna dianteira do Fiat também surpreende. Seu 1,42 m, de porta a porta, batem o 1,34 m do Renault Clio Campus e superam o 1,40 m do Classic. O Gol tem 3 cm a mais nessa distância, e, apesar da idade, vence o Uno. A distância entre a ponta do assento e os pedais, também essenciais para que você se sinta à vontade, mostram de novo a superioridade do projeto mais novo. O Uno tem 52 cm nessa medida, enquanto o Gol tem só 47 cm, o Classic tem 42 cm e o Clio 49 cm. Se você acha que dois ou três cm não fazem diferença nas suas pernas, pergunte isso a alguém que tem um perna apenas 1 cm menor que a outra. Cada milímetro é fundamental na ergonomia.

Para quem viaja atrás, o importante para a segurança e a boa convivência a bordo é ver a cabeça o mais distante possível do teto, e os joelhos bem afastados dos bancos dianteiros. No primeiro caso, outra vitória do Uno, são 91 cm do assento até o teto, contra 89 cm do Gol, 83 cm do Classic e apenas 81 cm do Renault. Essa vantagem indica que você pode até ficar em uma posição mais ereta quando viaja atrás do Fiat e não precisa de tanto espaço para as pernas. Em virtude disso, o espaço dos seus joelhos em relação ao assento dianteiro é menor no novo Uno. São apenas 18 cm, contra 19 cm do Gol, 22 cm do Renault e 16 cm do Classic.

(fotos de divulgação, meramente ilustrativas)

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Uma “nave” acessível

17º, 18º e 19º dias

Chegou a minha vez de testar o novo Uno. Minha missão era ficar um fim de semana com ele. Na verdade, não tinha nenhum roteiro programado, contudo, rodei mais de 250 km com o hatch entre sexta-feira à noite e domingo (nossa unidade já passa dos 3.700 km). Pude andar com ele vazio e totalmente carregado com cinco passageiros. Acabei de vender o meu antigo carro, um Palio Fire 2008 básico, portanto, creio ter uma boa base de comparação.

Enfim, antes de falar das qualidades dinâmicas do carro, vou explicar o meu titulo. Por que nave? Ande com esse carro na rua e você entenderá. Eu nunca vi um carro “popular” chamar tanta atenção nas ruas. Não é a mesma atenção de um carro sofisticado importado. As pessoas o olham como se fosse de brinquedo, com total simpatia e satisfação em relação ao design. A cor verde da unidade de testes ressalta ainda mais essa sensação de “queridinho”.

No domingo, enquanto arrumava algumas coisas em frente de casa, praticamente todos os vizinhos queriam ver e chamavam as esposas para ver também. Minha enteada, que vai completar 18 anos, já escolheu o carro. É incrível como esse modelo caiu no gosto popular com tão poucas unidades nas ruas.

O melhor de tudo é que ele realmente confirma na prática as boas impressões que temos dele quando está parado. Um veiculo acessível com faixa degradê no vidro, luz no porta-luvas, temporizador da luz interna, alças para todos os passageiros, porta-óculos e espelho para ver as crianças atrás não e normal. Não mesmo. Temos de considerar, é claro, que alguns desses itens são opcionais, mas tê-los à disposição mesmo pagando mais já é positivo em comparação aos concorrentes.

O acabamento dele não é impressionante, mas é de bom gosto e não passa aquela impressão de carro de entrada, como a maioria dos concorrentes sugere. Com o aplique interno (opcional), a sensação de qualidade melhora ainda mais. Apenas achei que a cobertura do porta-malas poderia ter um visual melhor, pois o fino plástico escolhido é pobre demais.

A posição de dirigir é facilmente encontrada com um banco que regula a altura, apesar de o encosto ter aquela velha alavanca que exige habilidade do motorista para conseguir um ajuste fino. O volante de três raios tem uma boa pegada, ainda mais nesta versão que tem apliques de couro que ressaltam mais uma vez a boa sensação de qualidade que havia comentado. No meu antigo Palio, tinha de colocar o assento todo para trás e ficava no limite para não ficar com as pernas em posição errada. No Uno, ainda tinha folga, mesmo com o limitador. Quem vai atrás também não tem do que reclamar. Andei com três passageiros e ninguém sentiu falta de espaço. Eu também sentei atrás com os meus 1,80 m com o banco do motorista ajustado para mim e pude me acomodar bem, com espaço de folga para as pernas e cabeça. A sensação de espaço é boa e ele ainda tem um console com dois porta-copos que acabam virando porta-moedas, celular etc.

O painel de instrumentos é pequeno, mas oferece boa leitura. Não tem nada a ver com o antiquado painel que equipava o antigoVW Fox, por exemplo. Os botões que ajustam o sistema de ar-condicionado são grandes e de fácil operação.

Na hora de andar, contudo, o motor 1.0 deixa a desejar. Perto do meu antigo Palio, o Uno fica bem aquém em desempenho. Mas também devo considerar que o Uno é completíssimo, enquanto o meu Palio era básico.

Em todas as partidas que fiz com o motor frio, senti um pouco de dificuldade e ainda o deixei morrer uma vez quando tentava sair. Com o motor frio, o desempenho dele é sofrível. Logo que saio de casa, enfrento uma ladeira e, com ele, mal conseguia alcançar o cume. É um problema e tanto que nunca vi desde a época do surgimento da injeção eletrônica. Depois de aquecido, achei o desempenho um tanto fraco, exigindo bastantes trocas do curto e bom câmbio que equipa o modelo. Ele dá conta do recado na cidade, mas é bem fraquinho… O motor 1.4 deve casar bem melhor com ele, principalmente nessa configuração completa.

O comportamento dinâmico é bem adequado e até “sobra“ para a performance apática do modelo. Ele é bem mais firme que a atual linha Palio e mais macio que o Mille. De qualquer forma, consegue um equilíbrio adequado que não transmite sensação de suspensão barata e pouco progressiva. Não gostei dos pneus Bridgestone que equipam ele. Achei a carcaça um tanto mole em curvas mais fechadas, trazendo um balanço logo na abordagem da curva.

Resumindo: o que mais gostei foi o estilo, altura dele em relação ao solo e a modernidade do design que, aliado às cores e aos adesivos personalizados, conferem um ar especial e chamativo à novidade. O bom espaço interno e o acabamento também surpreendem. Nada demais, apenas justo pelo valor cobrado.

Não gostei do desempenho, um tanto contido, e da cobertura do porta-malas, que destoa do restante do carro.

Problemas na partida a frio

Hoje pela manhã o Uno foi deixado em uma concessionária para que o problema da falta de força com o motor frio seja resolvido. Como de praxe, não nos identificamos como jornalistas, mas a autorizada provavelmente notará que se trata de um carro de frota da Fiat ao checar o documento.

De qualquer forma, nosso assistente de testes, Leonardo Barboza, apresentou-se como um cliente comum. A concessionária prometeu a entrega do Uno no fim da segunda-feira ou início da terça. Vamos aguardar o retorno e postaremos depois nossas impressões em relação ao atendimento e à solução do problema.

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Ganho de espaço interno

13° Dia

Hoje em uma viagem muito rápida até Limeira (SP), tive a oportunidade de andar e avaliar o novo Uno Way 1.0 dos 100 Dias.

Com relação ao desempenho e ao conforto o carro é excelente, mas o que me mais chamou atenção foram algumas técnicas que a Fiat usou no novo Uno para garantir um bom espaço interno para quem anda no banco traseiro ou utiliza o porta-malas. São alguns detalhes simples que ajudam muito os ocupantes do veículo.

Os bancos dianteiros possuem um limitador de regulagem e com ele o espaço interno traseiro entre as pernas e o assento é de 20 cm. Ao retirar esse limitador, uma pessoa de aproximadamente 1,90 m de altura que ajustar o banco dianteiro até o final do trilho para poder sentar-se diminuirá esse espaço para 10 cm, tornando assim maior o local destinado ao motorista, mas mais apertado o vão do banco de trás.

Banco dianteiro com limitador

Banco dianteiro sem limitador

Outra técnica usada pela Fiat é a regulagem de inclinação do banco traseiro, que permite um ganho de 10 litros no espaço do porta-malas com o banco na posição de 90°.

Banco traseiro com inclinação de 90°

Enfim, com esses detalhes ou não o novo Uno por onde passa chama muita atenção das pessoas e já é possível notar bastante unidades rodando pela cidade de São Paulo.

E vocês, acham que esses sistemas do trilho dos bancos e do banco traseiro são vantajosos?

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