33º Dia
Como elas são picapes e tem uma boa caçamba a disposição, nada melhor do que colocá-las à prova!
Aqui na editora, além da revista Carro e a Carro Online, possuímos diversos títulos, entre eles as revistas Motociclismo e Moto Verde. Com várias máquinas em duas rodas a nossa disposição, resolvemos colocar uma delas na caçamba da Montana. A escolhida foi a Kasinski CRZ.
A Montana que está conosco para avaliação veio equipada da Chevrolet com capota marítima, item vendido como acessório nas concessionárias por, em média, R$ 1.400. Barato ele não é, mas ele vale a pena. Preso por uma armação acima da tampa, basta estender a lona e encaixar o suporte. Nas lateriais, não é necessário amarrar ou prender o tecido com faixa, basta encaixá-lo em uma canaleta.
Como as picapes compactas não possuem altura elevada do solo, subir a moto na caçamba não exigiu a força extra que seria necessário em uma Chevrolet S10 ou uma Ford Ranger, por exemplo. Como você observa nas fotos, a CRZ com seus 2,15 m ficou bem acomodada. A roda dianteira, como é comum, precisa ser levemente esterçada.
Apesar da Montana ganhar em capacidade de carga (758 kg contra 705 kg da Fiat Strada, 700 kg da Volkswagen Saveiro e 742 kg da Hoggar), sua caçamba perde para a da Hoggar em volume. Enquanto a da Peugeot, nossa próxima avaliada, abriga 1.151 litros, a Montana leva 1.100 litros. De uma experiência prévia que tive com a Strada, com uma moto de tamanho semelhante, posso informar que a CRZ ficou mais folgada no compartimento. Ponto para a nova Chevrolet Montana, que ainda conta com pontos de amarração distribuídos na parte interna da caçamba.
Vamos ver como a Hoggar, nossa próxima avaliada, se sairá nessa prova.





Primeiramente pedimos desculpas aos leitores pela demora no início do novo Teste dos 100 Dias.
A ideia inicial, como dito no post anterior, era começar a avaliação com a Montana. Porém, devido ao grande número de pedidos de empréstimo por parte da imprensa, a Chevrolet não conseguirá ceder a picape por 20 dias neste momento, o que nos forçou a uma mudança de planos em relaçâo à ordem dos testes.
Começaremos com a Fiat Strada com o novo motor 1.8 E.torQ, o segundo lançamento mais recente, já a partir da próxima semana. Em seguida avaliaremos a Hoggar e provavelmente encaixaremos a Montana em uma janela antes dos testes de Saveiro e Courier.
De qualquer forma, a ideia inicial de avaliar as cinco picapes continua e terá início na próxima semana com a Strada. Até lá!
Nova Chevrolet Montana, Fiat Strada com motor 1.8 E.torQ, Peugeot Hoggar e Volkswagen Saveiro. Serão esses os modelos que participarão do próximo Teste dos 100 Dias, que terá como tema o segmento de picapes compactas.
A ideia inicial era testar apenas a Montana, mas o novo motor da Strada e a curiosidade de saber mais sobre os projetos recentes de Hoggar e Saveiro nos levaram a criar este formato.
Estamos em contato com a Ford para conseguir a liberação de uma Courier, mas ainda não tivemos a confirmação da marca. Portanto, se tivermos a Courier, testaremos cada picape por 20 dias. Caso a Ford não consiga emprestar o modelo, faremos 25 dias com cada um dos carros.
Como muitos leitores perguntaram a respeito dos modelos chineses, vale um esclarecimento: tentamos o empréstimo de um Chery Face e de um Cielo, mas a fabricante decidiu não ceder o carro para 100 dias de avaliação. O mesmo já havia acontecido com o Tiggo anteriormente, com o Hyundai i30 e com o Kia Soul. Paciência.
A ordem de avaliação seguirá as datas de lançamento, começando pela mais recente: teremos, portanto, Montana, Strada (em função do novo motor), Hoggar e Saveiro. Se a Courier vier, será a última.






Caros leitores, com este post encerramos oficialmente os trabalhos do Teste dos 100 Dias com o novo Fiat Uno.
Esperamos ter atendido aos anseios dos consumidores com informações sobre as quatro versões disponíveis do compacto, que foram testadas nas mais diversas condições.
Revelaremos nesta quinta-feira como será o próximo Teste dos 100 Dias, que inovará mais uma vez em seu formato e terá mais de um carro avaliado. Alguém arrisca dizer como ele será feito? Algumas dicas: teremos uma avaliação temática e mais de uma fabricante envolvida. Mais de duas, na verdade. Talvez até quatro. Cinco?
Confira as últimas opiniões de nossos avaliadores:
Márcio Murta, repórter da Carro Online
Way 1.4 – Embora, como todos os outros Unos por nós avaliados, o Way 1.4 possua bom espaço interno e comportamento dinâmico, o motor 1.4 apresentou altíssimo nível de ruído nesta configuração, tornando longos trajetos cansativos.
Em minha opinião, também é injustificável o investimento de R$ 810 a mais, em relação à versão Attractive 1.4, por, basicamente, um visual “pseudo-aventureiro”. Não é a escolha mais lógica, nem a mais confortável entre os três modelos que pude avaliar. Nota: 6
Vivace 1.0 –Um carro honesto pelo quanto custa. O motor 1.0 com 75 cavalos de potência e 9,9 kgfm de torque (ambos com etanol) funciona bem, especialmente com o baixo peso do Uno. O acabamento, como nas outras variantes, não deixou a desejar, assim como o porta-malas.
Todavia, a falha que o motor apresentou em fase fria é inadmissível em um propulsor que se diz novo e repleto de tecnologias. Especialmente com o relato de outros proprietários que vivenciaram a mesma dificuldade. Nota: 7
Attractive 1.4 – Apesar de a borracha ter se soltado da porta no fim do teste, esta seria a minha escolha entre as variantes do Uno. Inexplicavelmente, o motor 1.4 estava menos ruidoso nesta configuração, enquanto o câmbio tenha permanecido com relações curtas, privilegiando o desempenho.
Por mais que o propulsor 1.4 não tenha tanto rendimento extraído por litro quanto o 1.0, é notável a maior quantidade de torque e potência do sistema motriz, tornando o modelo muito mais esperto em retomadas e arrancadas. E trafegando calmamente, ele não é tão gastão. Nota: 8
Thiago Vinholes, repórter da Carro Online
O novo Uno foi feito para vender aos montes. Nunca vi um lançamento se espalhar tão rápido pelas ruas como vem acontecendo com o carro da Fiat. Armas para seu sucesso não faltam, além do quesito novidade. Ele tem bons preços, é bom de dirigir, o espaço interno é interessante e suas diferentes opções de personalização trouxeram uma nova forma de se vender carros compactos populares no Brasil. Acredito que até a segunda metade de 2011 o modelo deve ultrapassar o VW Gol, que nunca teve sua liderança tão ameaçada como agora.
Também gostei dos novos motores 1.0 e 1.4. Os dois são bem elásticos e econômicos, mas confesso que não percebi tanta diferença entre o desempenho das duas opções. Andando na cidade, parece não haver diferença entre um modelo e outro, afinal são apenas 13 cv de vantagem para o modelo mais potente, que tem 88 cv. Na estrada a diferença é mais evidente, mas também não achei grande coisa. Por esse motivo, optaria por um Uno com motor 1.0. É mais econômico e mais barato.
Não sou fã de veículos “pseudo-aventureiros”, por isso descartaria as versões Way do Uno. Além de não serem autênticos off-roads, esses veículos só dão dor de cabeça na hora de um eventual conserto, que fica mais caro por causa das peças “aventureiras”, ou então no momento de trocar um pneu misto, que custa uma fábula perto dos pneumáticos convencionais. Mas há quem goste, não recrimino.
Considero o Vivace 1.0 o melhor dos Uno, mas desde que venha com os para-choques pintados na cor do veículo e equipado com ar-condicionado, como o modelo cedido pela Fiat para o Teste dos 100 Dias. Além disso, a pintura Azul Splash caiu muito bem ao carro. Já o Attractive 1.4 não me passou uma boa impressão. Não gostei de seu acabamento e o problema na injeção de combustível é inadmissível para um carro tão novo.
Gerson Campos, editor-chefe da Carro Online
Sempre ouvi muito mais elogios de donos de Palio e Mille do que reclamações. As queixas, aliás, são raras. Quem tem um Mille costuma defender o carro com unhas e dentes. Com os donos de Palio não é muito diferente. E os proprietários de Uno, como reagirão? Acredito que o “fenômeno” vá se repetir, afinal, trata-se de um bom produto.
Lembro que na apresentação do Uno fiquei impressionado com o espaço interno, além da modernidade do desenho. Outro item que me chamou atenção foi a textura nos plásticos do interior. Não é uma coisa comum em compactos de entrada e, justamente por isso, ajudou a reforçar a impressão de qualidade.
Confesso que as linhas perderam um pouco do encanto com o tempo, mas durante nosso Teste dos 100 Dias a boa impressão em relação ao espaço interno se reforçou. Ô carrinho pra aguentar gente dentro! Para mim, a visibilidade também foi um dos destaques.
Vale destacar ainda a iniciativa da Fiat em oferecer diversas cores em um país “bicromático” com o Brasil (mesmo assim, praticamente só vejo o Uno em preto e prata nas ruas) e diversas possibilidades de personalização. Se eu fosse comprar um, certamente perderia algumas horas no site da marca até chegar ao meu próprio Uno e esperaria quanto fosse preciso para tê-lo.
Fácil de dirigir como todo Fiat, o Uno joga para a torcida. Privilegia o conforto em detrimento da esportividade com uma suspensão macia (a Volkswagen com a linha Gol, por exemplo, já agrada quem gosta de carros mais justos) e oferece custos de manutenção extremamente baixos.
Particularmente não sou fã de carros muito macios como o Uno, mas entendo a posição mercadológica da marca nesse quesito. Em relação ao baixo preço das peças, não há nem o que discutir: palmas para a Fiat.
O preço dos seguros cotados neste primeiro momento, porém, ainda é alto.
O famoso pré-série
Não é raro pegarmos algum carro recém-lançado para teste, ligarmos na montadora reclamando de um problema e ouvirmos a seguinte frase: “É um modelo pré-série. Tudo vai estar ok quando ele chegar nas lojas”. Será mesmo?
No caso do Uno, parece que pegamos quatro pré-séries, afinal, é lamentável termos a quantidade de problemas que tivemos com quatro unidades diferentes em tão poucos dias.
Não lembro exatamente a ordem nem os carros, mas sei que tivemos pelo menos os seguintes contratempos:
- Borracha de vedação solta
- Injeção com marcha lenta irregular
- Esguicho do limpador de para-brisa solto, molhando o chão
- Adesivo do câmbio solto
- Problema na abertura da tampa do combustível
- Fio da ventoinha desconectado, causando superaquecimento (este, para mim, o mais grave)
É muita dor de cabeça para apenas 100 dias de teste.
Entre as versões, acho que a Vivace 1.0 é a mais indicada para quem quer gastar pouco e ter um carrinho interessante. Não sou fã do visual aventureiro (sem falar no custo extra de se trocar um pneu misto) das versões Way e não gastaria mais por um motor 1.4 ruidoso e com pouca potência e torque a mais. Se fosse para deixar um cheque de R$ 35.000 em um Uno, por exemplo, já cogitaria entrar na seara de Fox, Sandero e cia.
Notas:
Way 1.0: 7
Way 1.4: 6,5
Vivace 1.0: 8
Attractive 1.4: 7,5
Nota geral: 7,25

Tiago Dupim, editor da revista Avião Revue
Durante o teste, tive a oportunidade de conhecer duas versões: a Way 1.4 e a Attractive 1.4. A primeira só pecou em um detalhe: o câmbio poderia ser mais preciso. Mesmo com o ar-condicionado ligado, o motor 1.4 foi muito bem, principalmente em pistas planas. Destaco o ótimo acabamento interno, um dos melhores entre os veículos de entrada vendidos no Brasil. Mas ainda acho o preço puxado. Com um pouco mais de grana, já é possível adquirir um hatch pequeno.
Já o Attractive 1.4 ficou devendo. A borracha de vedação da porta do motorista soltou pela metade. O curioso é que o componente havia sido trocado dois dias antes. Das duas uma: ou o serviço realizado na concessionária deixou a desejar ou o acabamento desta versão é bem inferior. Pela diferença de pouco mais de R$ 800 (segundo o site da Fiat) entre os dois modelos, aconselho a ir de Way.
Nota: 7
César Tizo, editor-assistente da Carro Online
Com muito estilo, uma interessante proposta de personalização e toda tradição que seu nome lhe confere, o novo Uno é, para mim, a melhor opção atual entre os compactos de entrada. Sua inspiração no quadrado ajudou a oferecer aos ocupantes um bom espaço interno. Ele leva cinco pessoas sem sacrificar pernas e ombros. É uma característica muito importante nessa faixa, talvez um dos motivos para seu sucesso comercial.
O nível de acabamento interno também tem sua parcela de ajuda e está acima da média quando o colocamos lado a lado com os concorrentes de porte e preço. Minhas únicas ressalvas vão para motor e suspensão. Será que é tão difícil a Fiat, ou a FPT no caso, corrigir as constantes falhas que o 1.0 apresenta na partida a frio? Já a suspensão, principalmente com o carro carregado, fica muito dura e perde no quesito elasticidade.
O Uno está longe de ser instável, mas bem que poderia inclinar menos em curvas. Fora isso, tem tudo para seguir firme na sua trajetória de sucesso.
Nota: 7,5
Rafael Munhoz, editor-assistente da revista RACING
Depois de ter visto as primeiras imagens e acompanhado algumas matérias sobre o novo Uno, eu estava realmente ansioso para este Teste dos 100 Dias. E a ansiedade tinha cabimento: considerando todas as versões, eu achei o novo compacto da Fiat um automóvel bem justo. É claro, o preço poderia ser um pouco menor, em todas opções, mas não deixou de ser justo.
Inicialmente, testamos o Uno Way 1.0. Era a “menina dos olhos” na Motopress Brasil. Foi assunto por muito tempo. Mas, para mim, apesar de ser um carro confortável e gostoso de dirigir, faltava motor. O mesmo foi constatado quanto testamos a versão Vivace. Na cidade, não creio que haja problemas em andar com o 1.0, mas você deverá ficar impaciente em alguns momentos durante uma viagem.
Em relação ao motor 1.4, creio que seja o ideal. Pode parecer estranho para o Uno ter um motor acima de 1.0, mas creio que, para a proposta atual da Fiat, seja o mais correto. Pelo menos para mim, foi muito bem em todas as ocasiões, inclusive em uma viagem que fiz a Monte Verde, em Minas Gerais. Isso foi constatado com o Way 1.4 e comprovado com o Attractive 1.4.
E como eu sempre afirmei durante todo o teste, acho válido lembrar: trata-se de um carro mais barato, e não um hatch premium, por exemplo. Muita gente, pela expectativa, achava que o novo Uno seria um milagre. É claro que isso não se mostrou uma realidade e tais pessoas mostraram decepção. Mas, se você considerar, desde o início, tratar-se de um automóvel de menos de R$ 30.000 (em algumas versões), acho que o Uninho faz muito bem, sim.
Li algumas críticas sobre o acabamento, mas, ao menos em minha opinião, não são tão válidas, exatamente pelo fato citado no parágrafo anterior. Tem muito plástico, concordo, mas não são mal feitos. O desempenho do motor, como dito, é bom, seja do 1.0 quanto do 1.4, sendo que este segundo é minha preferência. O consumo também me agradou bastante. Gostei da rigidez da suspensão e da forma como o Uno se comporta nas curvas (achei a versão Way apenas um pouco “mole”, o que fica bem melhor no Vivace e no Attractive). É lógico, não podemos compará-lo com um novo Focus, por exemplo, mas digo que ele se saiu muito bem.
Resumindo: eu recomendo o Novo Uno aos meus amigos. Inclusive, estou considerando comprá-lo como o meu primeiro carro, em versão Attractive 1.4.
Notas:
Way 1.0: 8
Way 1.4: 9
Vivace 1.0: 8,5
Attractive 1.4: 9,5
Nota geral: 8,75

Caros, segue a primeira leva de conclusões de nossos jornalistas e colaboradores sobre o novo Uno. Em breve postaremos mais opiniões e divulgaremos qual será o próximo (ou os próximos, nunca se sabe) modelo(s) do Teste dos 100 Dias.
Gabriel Berardi, editor-assistente da Revista MOTOCICLISMO
Salvo raríssimas exceções, já faz alguns anos que a economia de custos atingiu em cheio o interior dos carros, tanto que eu achava que nunca mais encontraria pequenos requintes e um acabamento bem cuidado (e de bom gosto!) em um nacional de entrada. Felizmente o Uno provou que eu estava errado. Se me agradou esteticamente, a sensação de robustez e a dirigibilidade também não ficam atrás e, pelo menos para mim, transmitiram que estava a bordo de um carro realmente novo e bem construído. Gostei.
Nota: 8,5
Wilson Toume, editor-chefe da Revista Carro
Por motivos diversos, acabei rodando apenas com a versão Way 1.4 do novo Uno, mas gostei do carro. Com relação ao visual, por mais que já seja comum vê-lo nas ruas, o fato é que o compacto ainda chama muita atenção por onde circula. Mas, sejamos francos, a cor “verde fluorescente” do veículo contribuiu bastante para isso. Afinal, no tradicional padrão “preto-prata” que se vê por aí, é difícil qualquer automóvel se destacar.
Mas a nova geração do compacto da Fiat não agrada apenas pelas linhas. O carro mostrou-se confortável e espaçoso. Tive a oportunidade de rodar com quatro adultos a bordo e ninguém se queixou de aperto. Nem mesmo para as cabeças – o que é incomum para um pequeno. O porta-malas, por sua vez, tem dimensões adequadas. Nem muito grande, mas longe de ser pequeno.
Por dentro, só não gostei da posição dos acionadores dos vidros elétricos, no painel. Não sei se foi por causa de custos, mas acho indesculpável uma fabricante instalar um item tão importante numa posição tão ruim ergonomicamente falando. Em compensação, os demais comandos foram fáceis de manusear.
A minha avaliação foi feita apenas com etanol, e em função disso, outro aspecto que não me agradou foi o elevado nível de ruído do motor 1.4. Em compensação, achei o carrinho bastante estável e firme, mesmo rodando a 110/120 km/h em rodovias. Da mesma forma, a visibilidade destacou-se positivamente. O vidro traseiro, embora pareça pequeno, oferece ótima visão.
Em suma, a minha avaliação do Uno 1.4 Way foi positiva. É um carro que consideraria comprar, na hipótese de eu trocar de carro, como opção para rodar na cidade. Infelizmente, não consegui testar a versão 1.0 que, a meu ver, tem mais a ver com a proposta urbana do veículo. Mesmo assim, acredito que o pequeno Fiat tem tudo para seguir a trilha vitoriosa do antecessor.
Nota: 8
Leonardo Barboza, assistente de testes da Revista Carro
Durante 100 dias com o novo Uno na redação, notei que o modelo da Fiat acabou chamando mais atenção que alguns carros mais caros que passaram pelo Teste dos 100 Dias.
Se a nota de avaliação levasse em conta apenas a atualidade de projeto eu daria 10, mas não podemos avaliar um carro apenas pelo design. Devemos levar em conta também itens como consumo, espaço interno, dirigibilidade etc.
O que mais me agradou no carro tirando o design foi a posição de dirigir, os novos motores Fire Evo que apresentam mais potência e economia de combustível e a grande quantidade de equipamentos de série e opcionais disponíveis. Características que no antigo Mille não encontrávamos.
Se eu fosse comprar um novo Uno, minha escolha seria o modelo 1.0 Vivace devido ao melhor custo/benefício. Como andei em todas as versões disponíveis, percebi que cada veículo teve seus prós e contras, e principalmente alguns contratempos na concessionária.
Nota: 7
100º Dia

Depois de 100 dias e quatro versões do nosso novo Uno, o teste está chegando ao fim. Durante esse período, a equipe da Carro Online dissecou o modelo da Fiat. De ontem para hoje, estive com o carrinho pelas ruas de São Paulo e sou o encarregado de digitar os últimos toques sobre ele. Na verdade, esses não são os derradeiros, pois nos próximos dias você, amigo leitor, ainda acompanhará vários comentários sobre o carro que, atualmente, é o segundo mais vendido no Brasil. Postaremos aqui as conclusões até a chegada do novo modelo do Teste dos 100 Dias, que ainda não foi definido (teremos essa resposta para vocês nos próximos dias).
Hoje, a caminho do trabalho, aproveitei para realizar um trajeto mais longo, porém menos congestionado, para ver como ele se comportaria a uma velocidade mais elevada. No que se refere ao conjunto motor e câmbio, não há o que falar. A resposta do propulsor 1.4 é quase imediata e o engate das marchas melhorou (e muito) em relação ao “velho” Uno. Agora, nas curvas mais fechadas, não senti o carro muito “na mão”. Às vezes, experimentei a sensação de sair um pouco de traseira.
Opinião feminina
Ainda pela manhã, pedi à minha mulher para dirigir o veículo. Queria uma opinião feminina a respeito do modelo. Acostumada com um Chevrolet Celta 1.0 VHC, ela logo já estranhou o motor, que é bem mais ágil. Gostou muito também do câmbio que, segundo ela, é mais preciso que o do Celta.
Apesar de se surpreender com o habitáculo do motorista, ela não aprovou o espaço traseiro e observou algo que eu também não estou de acordo: a regulagem do encosto dos bancos. O mecanismo não é preciso e dificulta a vida de quem quer ajustá-lo com o carro em movimento. Seria melhor se a Fiat tivesse apostado naquelas tradicionais “rodinhas”. Conversando a respeito de valores, ela não titubeou: disse que, na faixa entre R$ 30.000 a R$ 35.000, partiria para outro modelo.
Discussão
Nos últimos comentários dos leitores, percebi que os preços dos veículos no Brasil estão dando o que falar. Dias atrás, conversando com um amigo que mora na França, fiquei surpreso ao ouvir dele que por lá é possível adquirir um carro usado (como exemplo ele citou um de fabricação 2003) por € 3.000, algo em torno de R$ 7.000. Pois é, aqui vivemos outra realidade.
Analisando o valor do novo Uno, percebi que a diferença de preço entre ele e os chamados compactos premium (como o Ford Fiesta e o Renault Sandero) é mínima. Por estar posicionado em uma categoria abaixo, penso que a Fiat poderia ter sido mais generosa com o público nacional.
No entanto, é difícil falar em preço. Frequentemente, as montadoras realizam “feirões” onde oferecem descontos interessantes. Até mesmo entre as concessionárias os valores praticados variam muito. Por isso, tenho uma curiosidade. Quanto você, proprietário do novo Uno, pagou pelo seu modelo? Ele está aprovado na relação custo/benefício?
99º Dia

Meu pai sempre desconfiou de carros recém-lançados. Na cabeça dele, a primeira leva de um novo veículo vem cheio de problemas que ainda não foram descobertos. Sua teoria não é totalmente errada, apesar de ele possuir um Peugeot que coleciona problemas e que já havia sido lançado bem antes do momento da compra. Mas, para ele, adquirir a nova geração do Uno ainda neste ano é algo fora de cogitação.
Mas a impressão que tivemos com a versão 1.4 Attractive não foi tão boa quanto nossas experiências com as demais séries do carro. Nesta semana, o hodômetro do quarto veículo de nosso teste passou dos 10.000 km e ele já começa a apresentar os primeiros desgastes. Os problemas com ruídos são os mais evidentes. Há também um mau funcionamento no sistema de injeção de combustível e uma conta de mais de R$ 4.000 para resolver todos os defeitos.
Os problemas apresentados no Uno são aparentemente simples e podem ser revistos pela Fiat. Afinal, a fonte dos incômodos barulhos nasceu de uma pancada na parte de baixo do carro, que está sem protetor de cárter, opcional de meros R$ 50 (custa tanto ser de série um item tão básico?). Quanto ao defeito no motor, acredito que ele pode ser corrigido com uma revisão da parte eletrônica, já que a limpeza dos bicos injetores efetuada pela Fiat não adiantou nada. Vale lembrar que também tivemos problemas com a partida a frio nos dois modelos com bloco 1.0.
Por dentro, o único defeito conferido foi o desprendimento de um adesivo decorativo no pomo do câmbio da versão 1.0 Vivace. E aconteceu comigo mesmo. Ao mudar de marcha, a figura pulou da alavanca. É outra coisa simples, que pode ser sanada talvez com mais cola. E a fábrica da Fiat em Betim (MG) não para. Em breve esses pequenos detalhes devem mudar.
Posted by: Julia Zillig, repórter da revista Transporte Mundial on: setembro 21 2010 • Categorized in: Acabamento, CD Player, Consumo, Custo/benefício, Câmbio, Direção, Equipamentos, Espaço, Freios, Impressões ao dirigir, Motor, Painel, Porta-malas, Ruídos, Segurança, Suspensão, Visibilidade
98º Dia

A minha curiosidade era imensa em relação ao novo Uno. Depois de tanto barulho e suspense a respeito de seu lançamento, um belo dia ele chegou à garagem da editora. Olhei, observei e fiquei com vontade de conduzir um para ver quais eram os seus reais atrativos. Externamente, ele deixou a história de um dos carros mais vendidos do Brasil lá no passado. Seu visual realmente encanta, principalmente para quem, como eu, está acostumada a ter carros pequenos – somente com uma passagem rápida e inesquecível de um Astra Hatch pelas minhas mãos durante dois anos. Atualmente, meu companheiro de longas horas de trânsito é um Peugeot 206 1.4 flex Sensation ano 2007.
Ao entrar no carro, minha primeira surpresa: o espaço interno do novo Uno é muito maior do que parece. Por eu ter apenas 1,57 m de altura, a regulagem do banco foi pra lá de benvinda, o que me ajudou a ter uma ótima visibilidade para dirigir. Virei a chave e escutei pela primeira vez o barulho do motor do moço. Confesso que sou apaixonada por barulho de motor….um som agradável, que te convida a pisar e escutar outras notas.
Ao sair com o carro, peguei uma noite feia, depois de um dia chuvoso e cheio de problemas de congestionamento. No entanto, o carro não se intimidou. Comeu asfalto mesmo passando por várias poças d’água, mostrando sua estabilidade em chão escorregadio e freio preciso. Por ser um modelo sem ar-condicionado, pedi a ajuda dos amigos limpadores dianteiros e traseiros. Foram super eficientes, juntamente com o desembaçador.
No caminho de retorno para casa, passei por várias avenidas nas quais pude sentir um pouco o desempenho do motor do Uno. Como tenho um carro com um motor semelhante – 1.4 flex -, não pude deixar de fazer algumas comparações interessantes em relação ao motor do “amigo amarelo” (rodei com um Uno amarelo, vulgo “marca-texto”, que, segundo nosso colega Thiago Dupim, está sendo alvo de interesse no site de customização do veículo na internet). Em termos de saída, o Peugeot é mais ligeiro, responde mais rápido. Já no Uno, a sensação que dá é que ele é meio “marrentinho” na hora de sair. Demora alguns segundos para mostrar que realmente é um motor 1.4. Em reta, os dois veículos têm um desempenho muito parecido, com bastante agilidade. Em termos de câmbio – que é um dos pontos fracos do 206 -, o Uno sai na frente com a suavidade e precisão na troca de marchas. No caso do Peugeot, tem momentos que você sente que está tirando o câmbio para fora, por essa falta de precisão e suavidade nos engates. Se você erra uma ré, socorro! O barulho é estrondoso…
Nas curvas, o Uno chega a balançar um pouco. Por ser um pouco mais leve do que o Peugeot e ter direção hidráulica, fica mais vulnerável à precisão do motorista. No entanto, com as rodas no chão, o amarelinho da Fiat mostra que se comporta feito gente grande. É muito confortável, não faz muito barulho (o único barulho que escutei foi de uma borracha solta na porta do motorista, que deixou um espaço onde entra ar a todo o momento), é estável, com suspensão firme e rende uma excelente experiência de condução.
Apesar de, comparado ao Peugeot, ter um motor mais “amarrado”, o Uno alcança alta velocidade sem sequer o motorista perceber que está a mais de 90 km/h, e a direção não treme. O motorista só se dar conta quando ele olha no painel e vê que a velocidade indicada está muito acima daquela que ele imagina.
No que diz respeito ao consumo, a diferença entre o Peugeot e o novo Uno é gritante. Conhecido como “beberrão”, o motor 1.4 do Peugeot tem um alto consumo de álcool e também de gasolina, com uma diferença sutil, não muito perceptível no bolso. Ao percorrer cerca de 54 quilômetros, o ponteiro do medidor de combustível caiu poucos risquinhos.
A versão Attractive 1.4 traz o grande problema dos demais carros brasileiros, ditos “populares” – mas que no preço mostram ao contrário -, no que diz respeito ao acabamento. O plástico toma conta de todo o veículo, o que preocupa sobre quando vão começar aqueles barulhos no painel ou na parte traseira do veículo que são quase impossíveis de identificar sua verdadeira origem. O mesmo acontece com o Peugeot – no meu caso, ele tá chegando perto dos 60 mil km e já me deixa contrariada com certos barulhos.
Uma das coisas que pude curtir no novo Uno é o sistema Connect, que permite que você faça uma interface do seu telefone celular com o rádio do carro. Você pode estar escutando aquela música mais que agradável, se o telefone toca, automaticamente o sistema interrompe o som e permite que você fale ao celular sem tirar as mãos do volante e perder a atenção.
Em termos de porta-malas, o Uno se torna um carro interessante para, no máximo, acomodar bagagens de duas pessoas. Um carro para uma família com filhos? Xi, só o carrinho do bebê já ocupa boa parte do espaço. Já o porta-malas do Peugeot é um pouco maior – e se o carrinho de bebê for daqueles mais compactos, ainda dá para arriscar encaixar umas bagagens a mais.
Mas, no geral, o novo Uno agradou bastante. Adorei sua dirigibilidade, sua estabilidade, mas se não fosse a questão do motor, com certeza ele seria o próximo herdeiro do meu Peugeot 206. Quem sabe não vem por aí um 1.6 daqui a algum tempo. Eu estarei na fila para comprar o carro!
95º, 96º e 97º Dias
Desde sexta-feira, estive incumbido de rodar com o nosso Uno Attractive 1.4. É claro que , logo de cara, a cor do nosso carrinho salta aos olhos. Pena que não pela beleza, mais sim por chamar mais atenção do que a maioria esmagadora dos outros veículos que trafegam pela cidade. Mas gosto é gosto. Fiquei ainda mais surpreso ao navegar pelo site da Fiat no canal “Monte o seu”. Ali, pude constatar que, das 11 cores disponíveis para a nossa versão, a Amarelo Citrus é a mais consultada, centralizando 30% dos acessos. É, como diria Caetano, alguma coisa está fora da ordem!
Pintura à parte, o fato é que o espaço dianteiro do novo Uno é excelente. No alto dos meus 1,92 m e 90 e poucos quilos, me sinto extremamente confortável. Felizmente a montadora italiana pensou nos gigantes. Acredite ou não, o ambiente é maior do que o de um Palio Adventure, por exemplo. A regulagem de altura do banco é providencial e facilita a vida desses motoristas. Porém, já aviso que, com um condutor desproporcional a bordo, no banco de trás alguém com mais de 1,80 m sofrerá bastante.
As qualidades do modelo são muitas. O conjunto câmbio/motor se mostra ideal para o tamanho do veículo, respondendo muito bem em situações de saídas e retomadas. A dirigibilidade também se destaca, apesar de que, em algumas situações, senti a visibilidade um pouco comprometida. A suspensão suporta bem os impactos, não comprometendo em nada o desempenho do veículo em pistas com problemas. Já o barulho devido à quebra do suporte do escapamento é notado mesmo somente em situações esporádicas. Nada que uma música em um volume mediano não resolva.
Nesses três dias, percorri 184 km com o veículo. A maior parte foi em trajetos curtos em ciclo urbano. Medi o consumo e, no etanol, obtive uma média de 6,4 km/l. Confesso que não fiquei satisfeito, embora tenha exigido um pouco mais do motor 1.4 em algumas ocasiões. Se compararmos com o resultado de 9,0 km/l registrado na última semana, está bem abaixo. Como foi realizada a limpeza de bicos na semana passada, prestaremos mais atenção nas próximas aferições.
Tudo ia muito bem até o final da tarde de sábado. Quando entrava no carro para ir ao supermercado, quase fui “laçado” pela borracha de vedação da porta dianteira esquerda. Ao encostar na lateral (é quase impossível entrar ou sair intacto do Uno quando se tem a minha altura), a guarnição se desencaixou quase que pela metade. O mais estranho é que todas as borrachas foram trocadas dois dias antes. Com paciência, fui encaixando-a enquanto pensava: como se sentiria alguém que pagou mais de R$ 35.000 em um veículo vivenciando aquela situação? Sem comentários.
Infelizmente, já virou clichê no Brasil dizer que os chamados carros populares pecam pelo acabamento interno. Funciona como uma desculpa irrefutável e conformista para explicar os deslizes das montadoras. Ora, em minha opinião, uma pessoa que não paga menos do que R$ 22.000 em um carro zero no Brasil tem direito, no mínimo, a um acabamento de primeira no veículo ofertado. Realmente, eu devo estar fora da nova ordem nacional.
Ontem, me atentei ao bagageiro. Claro que não é lá essas coisas, mas os 280 litros foram suficientes para acomodar uma mala grande, uma bolsa de mão média e uma mochila. Para uma família pequena, não é ruim. Agora, você, caro leitor, o que tem achado do porta-malas do Uno? É possível viajar tranquilamente com a família ou é melhor passar antes no aeroporto para despachar a bagagem?
 Problemas com a borracha de vedação
 Porta-malas: ideal para uma família pequena
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