Harley-Davidson 883 Iron - Teste dos 100 dias

A nova escolhida é…

Aguardem! Já escolhemos a próxima motocicleta que irá enfrentar o Teste dos 100 Dias. Esta imagem abaixo é da motocicleta, porém, a desconfiguramos um pouco e dasafiamos você a descobrir qual será a máquina?

Comments: 8 Comments

Fim da viagem…

Conclusões IV

Toda despedida envolve um certo sentimentalismo e não foi diferente com a Iron no Teste dos 100 Dias. Foram muitos momentos compartilhados com esta Harley-Davidson, a maioria muito bons. Em 100 dias, nossa equipe rodou exatos 4 297 km com a motocicleta que manteve um consumo bem constante e fechou a média total com 19,9 km/l.

Iron em São Paulo, SP (foto: Renato Durães)


Diário de Bordo V — Final

Km inicial: 440 km
Km rodados no teste: 4 297 km
Km total da moto: 4 737 km
Combustível consumido: 215,9 l
Consumo médio: 19,9 km/l

Em questão de funcionamento do conjunto, a motocicleta enfrentou apenas uma problema durante sua estadia por aqui. O pisca traseiro direito, que engloba também luz de freio e lanterna traseira, sofreu uma infiltração, fazendo alguns LEDs entrarem em curto e queimarem. Como a peça é blindada, a solução foi trocar todo o conjunto, serviço realizado dentro da garantia. Contudo, uma cotação feita pela peça nos fez saltar os olhos por sair pela “bagatela” de R$ 1.114,18. Ou seja, um pequeno acidente pode custar caro para os proprietários da moto.

Harley enfrentou até a terra em Votorantim, SP (Foto: Renato Durães)

Outra informação importante foi o tempo para a chegada da peça, no total, 13 dias de espera. Questionamos a H-D sobre o assunto e a marca declarou que está trabalhando para normalizar a situação e que a entrega de peças será normalizada até setembro deste ano, quando um provedor logístico na região de Cotia, em São Paulo, com capacidade de estoque de 14.000 peças deve estar em funcionamento. Vamos aguardar para ver e também seria interessante os consumidores comentarem sobre a situação.

No restante, o funcionamento mecânico da Iron foi primoroso, apenas tivemos também de trocar uma das pedaleiras que teve seu limitador arrancado em um buraco. Contudo, um fator que nos chamou a atenção antes de nos despedirmos definitivamente da motocicleta foi o aparecimento de ferrugem na fixação das braçadeiras do escapamento. Questionamos a marca sobre o ocorrido e estamos aguardando uma resposta oficial.

Ferrugem no escape chamou atenção (foto: Rafael Miotto).

Bom, deixando estes imprevistos de lado, vamos falar sobre a convivência com a Iron. Devo confessar que analisar uma Harley-Davidson é realmente algo diferenciado. Sabe aquela história de que só uma Harley é uma Harley… Pois é, isso torna-se total verdade depois de se criar certa intimidade com uma máquina norte-americana. A Iron é um exemplo típico disto, onde, por exemplo, o conforto é deixado de lado para se ter mais estilo.

Durante estes 100 dias, ficou mais que claro que você não pode esperar uma absorção magnífica dos impactos nas ruas esburacadas brasileiras. O pequeno curso das suspensões traseira e dianteira, somado a sua maciez, fazem com que os baques secos sejam rotineiro na Iron, principalmente, na dianteira. Em pequenas regularidades o conjunto até que vai bem, mas, bastou uma buraqueira maior aparecer para a coisa piorar.

Contudo, como ressaltou o editor da MOTOCICLISMO, Rafael Paschoalin, este fato fica mais latente pela agilidade que a Iron proporciona. Devido a suas medidas enxutas e um propulsor honesto, a moto instiga ao piloto a andar mais rápido do que em um custom tradicional na cidade. Isto resulta nos finais de curso constantes e as pedaleiras e escapamento (lado direito) tocando o solo com freqüência. Partindo para a estrada, o propulsor garante com facilidade manter uma média de 120 km/h de cruzeiro, sem dificuldades.

Mas, com o passar dos quilômetros, certo desconforto pode aparecer, já que devido ao guidão estreito e baixo, o piloto é obrigado a ficar com os braços esticados. A vibração do propulsor é mais latente nas acelerações e isso pode atrapalhar na visibilidade dos espelhos retrovisores. Orginalmente, a Iron vem de fábrica com o assento Sportster Solo, que traz muita beleza para a moto, mas, impossibilita de ser levar um garupa.

Kit para rodar com garupa

Assim, no decorrer do teste instalamos um novo assento que proporcionou andar com a Iron acompanhado. Devido a sua grande espessura de espuma, o banco acomodou bem o garupa, na verdade, melhor do que esperávamos. Mas, o conjunto de suspensão sofre bastante e a Harley disponibiliza amortecedores traseiros especiais para quem quer andar com garupa.

Já os freios poderiam ser melhorados, pois apenas um disco na dianteira deixa a capacidade de frenagem reduzida. A 883R está equipada com dois discos na dianteira, o que otimiza, e muito, o conjunto.

A beleza da H-D é latente (Foto: Renato Durães)

 Veredicto
Apesar de todas estas ressalvas que falamos sobre a Iron, a moto se mostrou cativante por diversos aspectos. Sem dúvida, vamos sentir saudades dos passeios em ensolarados domingos e os desfiles noturnos com a H-D. Se em conforto e performance a motocicleta não é uma primazia, é capaz de atrair admiradores por seu jeito rústico de ser e pela beleza. Ao rodar com a Iron você será o centro das atenções por onde passar, principalmente, das mulheres.

Contudo, mesmo com o visual sendo a grande atração da Iron, a moto mostrou-se muito prática para o uso urbano e também é honesta na estrada. Pode ser sua moto para ir trabalhar e depois dar uma esticada nos finais de semana. Confesso que vou sentir saudade da Iron e não vou esquecer da última raspada de pedaleira no caminho da devolução da moto.

Nota final: 7,6

Agradecemos a todos que acompanharam o Teste dos 100 Dias e saibam que seus comentários são partes imprescindíveis. Aguardem, já estamos definindo a nova motocicleta do teste!

Comments: 5 Comments

Vai deixar saudades!

Conclusões III

(97º, 98º, 99º e 100º Dias) Durante os últimos 100 dias usamos mais roupas de couro, nos exibimos por avenidas badaladas em São Paulo e entendemos melhor as boas características do universo custom. Dinamicamente a Iron é pior que sua irmã 883R, e isso é intrigante pois não vejo dificuldades em colocar nela o freio dianteiro com duplo disco e o par de bengalas com mais curso.

De qualquer forma, os problemas desaparecem quase por completo quando adotamos uma pilotagem sensata para esse estilo de moto. Na verdade, esse é justamente o problema. Por ser ágil como poucas motos de sua categoria, imprimimos um ritmo mais forte sobre a 883, e dessa forma, suas limitações aparecem.

Já disse aqui e também na revista que essa é uma das minhas preferidas da grife H-D, porém, no dia em que ela habitar a minha garagem, algumas mudanças serão feitas para deixá-la com a minha cara. Além dos freios e bengalas da 883 R que mencionei, em hipótese alguma eu a tornaria bi-posto.

Algo que fizemos durante esse teste a caráter de experimento. Vale dizer que o assento original, apesar de não levar garupa, é muito mais confortável para o piloto, sem contar o ponto de vista estético, que é arrasador em sua versão original de fábrica. Provavelmente eu também torraria uma boa quantia nos acessórios esportivos que a marca tem, afinal de contas, uns cavalinhos a mais são bem vindos.

A H-D 883 vai deixar saudades, principalmente aos sábados de temperatura agradável, quando um passeio tranquilo por lugares bonitos tem tudo a ver com a Iron. Já estou fazendo o movimento “sim a XR 1200”, e quem sabe, a próxima Harley dos 100 dias não seja justamente a mais esportiva da família?

Comments: 3 Comments

Iron Dirt Track!

Conclusões II

(93º, 94º, 95º e 96º Dias) Para finalizar o nosso Teste do 100 dias, pude fazer um bate e volta para o interior paulista. Saí da editora em direção a Sorocaba, mais especificamente para o município de Votorantim. Enchi o tanque e parti para a rodovia Castelo Branco. Já na estrada, pude perceber que o novo assento insiste em nos jogar para frente, principalmente se vestimos a calça de cordura que escorrega bem mais sobre o banco.

H-D 883 Iron em Votorantim, SP (foto: Raul Fernandes Jr.)

 Com isso, a postura fica prejudicada e nos coloca em um ponto com menos espuma. Outro detalhe que me incomodou na viagem foi a dificuldade em prender o joelho no tanque, porque do lado direito tem o sobressalto do filtro de ar. Acelerando a Iron, percebi que, na estrada, o mais indicado é não passar dos 120 km/h. Digo isso, pois, assim que a agulha do velocímetro passava deste número começava a incômoda vibração.

Em alguns momentos insisti em andar mais forte e logo os meus pés e mãos começaram a ficar dormentes! O espelho retrovisor logo indica que estamos abusando da velocidade, porque ele começa a vibrar além da conta e prejudicar a visão, já ruim em função do posicionamento dos mesmos. Já mencionei isto em outro post, mas na rodovia voltei a sentir esta deficiência de não poder visualizar bem o trânsito para trás.

Na ida, aferi o consumo de combustível e média ficou em torno de 24,3 km/l. Como viajei a noite, verifiquei que o farol ilumina muito bem e não deixa a desejar.

No dia seguinte, ao retornar para São Paulo, tive a oportunidade de explorar um pouco mais a “nossa” Iron. O percurso que andei contava com quase 5 km de estrada de terra, em bom estado e sem muitos buracos. Neste momento, aconteceu algo inusitado, pois eu estava em um ritmo tranqüilo para não gerar muita poeira, contudo, um carro começou a se aproximar rapidamente e vinha levantando uma poeira incrível.

Ao perceber que seria ultrapassado e ficaria marrom como se tivesse caído em um estojo de beleza com muito pó de arroz, resolvi acelerar. Entretanto, o carro aumentou o ritmo e tive de andar muito forte. Em certo momento, percebi que estava muito rápido e comecei a fazer as curvas de lado “a la Dirt Track”. Realmente, fiquei impressionado com o rendimento da máquina americana na terra.

A ciclística mostrou as suas origens nas pistas de flat track e surpreendeu com um comportamento neutro e sem causar sustos. As supensões, apesar de pouco curso, mostraram-se muito bem acertadas e progressivas, pois assimilava as pequenas irregularidades nos transmitindo certo conforto.

Claro, que com buracos mais fundos e nas freadas mais bruscas elas deram fim de curso. Posso dizer que a Iron me deixou muito satisfeito neste trecho, pois além de me divertir muito, o carro ficou pra trás e comeu muito pó!

Neste Teste dos 100 dias, creio que a Iron foi uma das motos que mais chamou a atenção por sua beleza e estética diferenciada. A tonalidade preta fosca é um dos pontos altos. Na cidade, esta HD foi muito bem e seria uma ótima companheira no uso diário.

Resumindo, pela sua categoria e pelo custo-benefício, a Iron está aprovada.

Nota final:7,0    

Comments: Leave a Comment

Até logo…

Conclusões I

(89º, 90º, 91º e 92º Dias) 

Admito que não sou o maior fã de motocicletas custom, porém, em minha profissão, aprendi como compreender que cada estilo de moto tem um propósito para ser criada e, por isso, é que elas conquistam sorrisos ou bufões. Acredito que a H-D 883N seja uma custom diferenciada, visando que sua ciclística, posição de pilotagem e dimensões permitam que o motociclista que a adquira possa rodar tranquilamente em vias urbanas e em vias mais rápidas.

Para a cidade, o posicionamento de pilotagem é muito bom com o novo banco, pois com o antigo, o piloto acabava ficando muito deitado. Por sua vez, o acomodamento da bunda do piloto no banco, é bem pior do que com o banco original. As pedaleiras bem para fora são boas na hora de andar — mesmo pegando muito no chão —, mas no momento de manobrar, mesmo sendo retraídas, elas atrapalham um pouco, e podem nos deixar de canelas roxas.

As vibrações sempre existentes nos propulsores norte-americanos se repetem nesse modelo também, mas, parado! Andando, a vibração é o menor dos problemas da máquina, a não ser, quando elas interferem na visualização dos espelhos retrovisores.
A suspensão da Iron e o freio dianteiro são as grandes desvantagens da motocicleta. Com pouco curso e extremamente mole, as bengalas dianteiras deixam a desejar, pois costumam dar trancos secos e final de curso com facilidade. A traseira apesar de não ser excelente, trabalha melhor que a dianteira, principalmente se deixarmos a pré-carga da mola na forma mais rígida o possível.

Por fim, o freio! A pior das piores partes dessa Harley-Davidson. Por que uma moto como essa ter apenas um disco de freio na frente? Por favor, que não se ofendam com isso, mas, essa é a típica “economia burra”, pois os freios são equipamentos de segurança, e já que a moto não vem com ABS, ela pelo menos precisa de um eficiente sistema de frenagem.

Em minha opinião, a Iron é o modelo para quem vai andar pouco, e que se preocupa muito com a estética. Quem está em busca de um modelo para a “companhia” diária, vai achar na 883R o que está buscando, afinal, esse modelo surpreende com as boas suspensões, o ligeiro freio e a boa posição de pilotagem.

Nota final 6,5

Comments: 4 Comments

Diário de Bordo IV

(85º, 86º, 87º e 88º Dias) Chegamos à reta final com o Teste dos 100 Dias da Harley-Davidson 883 Iron. Já rodamos mais de 3.500 km com a motocicleta e o consumo tem se mostrado muito estável.

Km inicial: 440 km
Km rodados no teste: 3 528 km
Km total da moto: 3 968 km
Combustível consumido: 182,75 l
Consumo médio: 19,3 km/l

Comments: Leave a Comment

Origem da espécie

 (81º, 82º, 83º e 84º Dias) Como jornalista e motociclista, sempre gosto de saber um pouco sobre a história de cada motocicleta. Assim, levantei algumas informações sobre a história desta máquina presente no Teste dos 100 Dias, a H-D 883 Iron.  A origem da família Sportster está na década de 1950 no modelo K. Contudo, apenas em 1957 a moto recebeu o nome de Sportster e foi evoluindo até os dias de hoje.

1952 – o modelo K é introduzido com o sistema motor/câmbio integrado para competir com menores e mais esportivas motocicletas, que eram construídas principalmente no reino Unido. Posteriormente, a K evoluiu para Sportster.

 

1956 – A nova estrela jovem Elvis Presley posou com uma KH 1956 para a capa de maio da revista Enthusiast — especializada em motocicletas.

 

1957 – Os consumidores conhecem uma nova motocicleta chamada de Sportster e um ano após seu lançamento é conhecida como a primeira das “Superbikes”.

 

1970 – Devido a novidades nas regras do AMA, uma nova Sportster foi contruída, a XR 750 de competição.


1986 –
A linha Sportster recebe o novo motor Evolution V-Twin

2004 – Para o modelo deste ano, a família Sportster passa a ter o motor montando sobre coxins de borracha, recebe um novo chassi e um pneu traseiro mais largo. Alguns modelos Sportster ganham um tanque redesenhado.

 

2005 – A XL 883L Sportster 883 Low traz um assento mais baixo para a linha.

Comments: Leave a Comment

Qual desses é o melhor negócio?

(76º, 77º, 78º, 79º e 80º Dias) Mês passado fizemos mais um comparativo custom, mas, dessa vez, com as H-D oficialmente no Brasil. Além das norte-americanas, também tivemos a participação da nova Honda Shadow, que abandonou o visual clássico para dar ares a um novo estilo “chopper”. Ao mesmo tempo em que tínhamos a disposição a 883R, acabamos tendo a oportunidade de andarmos com a 883I, e, quem pensa que suas diferençar se dão principalmente pelo visual, acaba se decepcionando um pouco quando acha que fez um bom negócio.

Pois é… Infelizmente a vida é assim. Não quero desmerecer à “magrela” dos 100 dias, mas, após andar na 883R, posso dizer que já mais adquiriria uma Iron. A 883I é muito estilosa, possui um acabamento impecável e detalhes que crescem aos olhos a imagem da motocicleta. O novo banco foi uma grande melhoria para a máquina americana que pode nos provar que mesmo com a sua suspensão original, é capaz de levar duas pessoas com comodidade. Além de positivo pela prova da eficiência da suspensão, o novo banco apresenta um conforto superior do que a quase gêmea R, que só perde nesse aspecto para a Iron.

Suspensão, freios, ciclística e conforto do piloto são coisas que a 883R supera facilmente a versão I. Com um ângulo de cáster levemente modificado e um curso de suspensão superior, a 883R é uma motocicleta mais ágil e confiável para qualquer condutor. O duplo sistema de frenagem na dianteira para com eficiência a máquina, e dá mais segurança para o motociclista. Com uma suspensão mais rígida, a 883R consegue trabalhar com mais eficácia o seu curto, agredindo menos o piloto com pancadas secas e a própria motocicleta.

O preço inferior da R é um grande fator positivo para o modelo, que, sem dúvidas, seria o melhor negócio entre as irmãs/ concorrentes.

Comments: 7 Comments

H-D Iron, o perigote das mulheres

(72º, 73º, 74º e 75º Dias) Sei que quando o consumidor procura uma motocicleta, no final, o pacote que unir melhor performance, preço e visual, será a escolha do consumidor. Contudo, rodando com a Iron no último final de semana, algo inusitado aconteceu. Estava em plena Avendida Paulista às 23h e fui abordado por duas mulheres em um automóvel. “Tem mais um capacete aí?”, disse uma delas.

Visual imponente da Iron (foto: Renato Durães)

Quando olhei para trás, ela continuou: “É que eu gosto muito de moto”, dizendo de modo insinuante. Como estava indo me encontrar com minha namorada, apenas disse cordialmente que não tinha mais um capacete e me despedi. Achei o foto bem engraçado e me dei conta de que a Iron chama muita atenção, principalmente das mulheres. Elas não estão nem aí se a moto freia bem, é confortável ou superpotente, mas, são atraídas por seu visual.

Afinal, soltar uma cantada em alguém de capacete pode ser algo bem arriscado — afinal, não se sabe quem está por trás do capacete. Contudo, este podia tratar-se de um fato isolado ou as meninas haviam bebido um pouco além da conta. Só que, no dia seguinte, estava andando de bicicleta pela Avenida Pedroso de Moraes, em Pinheiros, São Paulo. E, novamente, vi duas mulheres “xavecando” um cara em uma 883R. Bom, não acredito que estes dois ocorridos tenham sido mera coincidência.

Já vi o relato de algumas mulheres e a Iron realmente agrada elas. Assim, concluo que independente da performance da Iron, que você já conheceu durante os relatos do Teste dos 100 Dias, se procura uma moto para chamar a atenção da mulherada, esta H-D pode ser ideal. Será que alguém já passou por uma situação parecida?

Comments: 4 Comments

A vez Harley-Davidson 883R…

(68º, 69º, 70º e 71º) Certamente, quem possui a intenção de comprar uma 883 Iron pode ficar com bastante dúvida quando perceber que por R$ 2 100 a menos pode comprar uma motocicleta similar. Estou falando da 883R, que sai das lojas por R$ 25 900. Assim, para colocar mais lenha na fogueira do Teste dos 100 Dias, resolvemos rodar alguns dias simultaneamente com a Iron e a 883R.

H-D 883R mostrou-se mais confortável que a Iron (foto: Renato Durães)

Como já falamos em alguns posts anteriores, estas duas motocicletas compartilham quase todo o conjunto. Câmbio, motor, chassi são os mesmo, mas, algumas diferenças pontuais alteram, e muito, o comportamento de ambas as motocicletas. Para começar, notamos que os dois discos no freio dianteiro da 883R — cada um com 292 mm de diâmetro — são infinitamente superiores ao da Iron — apenas um disco de 292 mm.

Na dianteira, a 883R possui dois discos

Em alguns relatos durante nosso Teste dos 100 Dias, já havíamos notado esta baixa eficiência do dispositivo de frenagem dianteiro da Iron e, ao rodar com a 883R, isto fica ainda mais latente. Mesmo com o freio dianteiro da 883R testada um pouco borrachudo, é impressionante como esta moto freio muito mais, o que traz maior confiança ao piloto. Além dos freios, algo que muda muita na 883R é a ergonomia.

O conjunto óptico traseiro possui uma lanterna convencional

Para começar, o guidão da 883R é mais largo e seus lados se curvam em direção ao motociclista, possibilitando ao mesmo que estique menos os braços para alcançá-lo. Na Iron, o piloto é obrigado a ficar bem esticado durante a pilotagem, algo que pode incomodar em longas distâncias. Contudo, se por um lado a 883R é mais confortável, sinto mais prazer na pilotagem da Iron devido ao seu posicionamento esportivo, assim, a escolha vai depender de um perfil de cada usuário

As bengalas dianteiras não têm guarda-pó

883R é bem mais confortável!
Apesar das outras alterações relatadas, as suspensões são — de longe — o que mais se diferencia entre Iron e 883R. O maior curso presente tanto na dianteira quanto na traseira da 883R deixam a motocicleta muito mais macia e as suspensões não acusam final de curso em demasia como na Iron, algo que se nota bastante ao rodar nas ruas esburacadas de São Paulo.

Iron
Bengala dianteira: 92 mm
Duplo amortecedor traseiro: 41 mm

883R
Bengala dianteira: 141 mm
Duplo amortecedor traseiro: 104 mm

Ainda devido a este maior curso das suspensões, a 883R pode inclinar mais em curvas e não possui os limitadores nas pedaleiras do piloto, como ocorre na Iron.

Visual esportivo contra exclusivo
Chegamos à parte que é muito importante aos motociclistas, principalmente, os fãs de Harley-Davidson. Claro que a estética é algo subjetivo e as diferenças entre 883R e Iron são muitas. Enquanto a Iron tem uma aspecto de “customizada” a 883R remete às motos de competição da marca norte-americana.

Visual da 883R remete a motos de competição da H-D (foto: Renato Durães)

 No final das contas, se eu tivesse que escolher entre uma das duas acabaria ficando com a Iron por seu visual mais exclusivo, mas, se procura uma moto mais confortável, sem dúvida, sua escolha é a 883R. E você, qual a sua escolha?

Comments: 12 Comments