BMW G 650 GS é a nova desafiante

É, foi uma difícil escolha! Com tantos modelos interessantes presentes no mercado brasileiro, nossa equipe teve de pensar com cautela qual seria a nova motocicleta do Teste dos 100 Dias. Assim, nossa escolha foi a BMW G 650 GS, a primeira moto da marca alemã a ser produzida no Brasil. Enquanto a supermotard Kawasaki D-Tracker X está saindo de cena, a maxitrail bávara vai encarar este desafio.

BMW G 650 GS no Teste dos 100 Dias da MOTOCICLISMO

Montada em Manaus, AM, em parceria com a Dafra, a G 650 GS tem como base um sólido conjunto que vem desde a monocilíndrica F 650 GS (nome antigo da atual G). Entre os atrativos estão o freio ABS e o protetor de mãos, ambos de série. Bom, ainda teremos 100 dias para falara sobre esta moto, relatar o desempenho no dia a dia e destrinchar todos os seus detalhes. Aguarde, nos próximos dias o novo blog estará no ar. E então, o que achou da escolha da G 650 GS?

Confira o novo Teste dos 100 Dias: http://www.testedos100dias.com.br/bmwg650gs

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Conclusões I

por Gabriel Berardi, editor-assistente da MOTOCICLISMO

Como já escrevi no blog dos 100 dias e na última avaliação que fizemos da D-Tracker na revista MOTOCICLISMO, vou me basear na D-Tracker sem limitador, já que é assim que a a maioria esmagadora dos proprietários vai rodar com a moto.

Vale lembrar que, mesmo nas cidades onde é preciso fazer uma vistoria anual (como o Controlar, em São Paulo), a Kawasaki passa com folga, mesmo com o limitador desligado. Definitivamente, esta pequena supermotard Kawasaki é uma moto ideal para quem não roda muito, mas quer divertir-se a cada quilômetro percorrido. Com um assento estreito e uma autonomia bem pequena, descarte a D-Tracker se você procura uma moto para viajar.

O motor dá conta do recado com folga e é mais uma aspecto da moto que está sob medida para rodar pela cidade com um desempenho acima da média, entretanto merecia um escape mais esportivo (que é diferente de mais barulhento). Na minha opinião, a ciclística é o ponto-forte deste modelo. Os freios são espetaculares, as suspensões, apesar de duras, mostram-se perfeitas para a proposta e o chassi bem rígido complementa um conjunto impecável.

 Apesar de ser um fã das trail, eu, particularmente, gosto de motos mais versáteis, contudo, tenho de reconhecer que não há moto igual nessa categoria. Diria até que sua maior concorrente não são outras trail como XTZ 250 ou XRE e sim a Ninja 250R, a única moto nessa faixa de cilindrada que rivaliza com a D-Tracker no quesito “prazer ao pilotar” e na proposta ”saia do comum”.

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Medições finais

Antes de efetuarmos a difícil missão de devolver a Kawasaki D-Tracker X do Teste dos 100 Dias, levamos a motocicleta até a pista de testes da TRW, em Limeira, SP, para realizarmos uma medição final da supermotard. As medições feitas por nosso equipamento via GPS e nosso editor e piloto de testes, Rafael Paschoalin. Como estávamos em pista fechada, realizamos as medições com a D-Tracker X desbloqueada, desse modo, pudemos comprovar todo o desempenho da maquia confira:

Aceleração:
Km/h
0-40km/h – 1,99s 11,98m

0-60km/h – 3,50s 32,57m

0-80km/h – 6,41s 88,78m

0-100km/h – 10,68s 196,87m
Metros
0-400m – 17,31s 115,25km/h

0-1000m – 34,88s 127,48km/h

Retomadas:
40-60km/h – 5,64s 75,43m

40-80km/h – 11,56s 191,80m

Frenagem:
40-0km/h – 7,41m 1,68s

60-0km/h – 14,42m 2,73s

80-0km/h – 41,87m 4,99

Velocidade Máxima – 142 km/h (painel) real: 131,25 km/h

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Até logo…

(97º, 98º, 99º e 100º Dias) Tudo que é bom dura pouco! Esta frase pode ser bem manjada, mas explica exatamente como foi o período que passamos com a Kawasaki D-Tracker X. Desde o início, a supermotard da marca verde cativou todos com sua agilidade e diversão proporcionada. Atingimos a marca final de 8.597 km no hodômetro da moto, desse total, nossa equipe foi responsável por rodar 5.879 km. Ou seja, quando iniciamos nosso teste a moto marcava 2.718.

Neste período, que durou exatos 100 dias, colocamos a D-Tracker X em todos os tipos de situação possíveis para uma motocicleta: viagens, terra, asfalto, pista de testes e etc. Contudo, o mais importante em nosso teste foi o convívio diário. (Acredite, você só vai saber se alguém é o amor de sua vida se encarar o convívio diário com na pessoa, ou, neste caso, a moto). Todos “torceram o nariz” para a D-Tracker, no início, devido ao seu famoso limitador de velocidade.

Contudo, com o passar do tempo, notamos que este fator só fará efeito mesmo em uma estrada de alta velocidade, já que a moto alcança 110 km/h. No restante, para uso urbano, por exemplo, a moto se sai muito bem. Na verdade, pessoalmente, acho a D-Tracker quase que perfeita para o uso urbano. Se você é daqueles que gosta de uma moto com um DNA mais esportivo, com certeza, a Kawa é uma boa pedida.

Tirando o banco um pouco desconfortável, a D-Tracker te levará ao seu destino com mais diversão ao seu dia, o deixando com um sorriso na cara. Muito boa em curvas e com freios acima da média, a supermotard tem potência suficiente para se locomover com muita agilidade na cidade. Beirando os 9.000 km, “nossa” D-Tracker já apresenta alguns sinais da idade.

Contudo, é necessário uma ressalva: nossa equipe sempre utilizou a D-Tracker no limite, levando inúmeras vezes a moto para a pista de teste, ou seja, a Kawa não teve folga em nossas mãos. Mesmo assim, nenhum problema grave apareceu. No final, o pneu traseiro já estava bem desgastado, necessitando uma troca e as pastilhas de freio já estavam consumidas. Além disso, o espelho retrovisor direito se movia com a força do vento.

No entanto, nada de muito grave que prejudicou o desempenho do conjunto da moto. Sem dúvidas, os dias de nossa redação serão menos  “felizes” sem a presença da D-Tracker X. Mas, quem sabe, em breve, não aceleramos ela novamente? Minha nota final para a Kawa é 8,0!

Aguardem, nos próximos dias postaremos as conclusões do restante de nossa equipe sobre a D-Tracker X!

Diário de bordo VI (final)
➥ Km inicial: 2.718 km
➥ Km rodados no teste: 5.879 km
➥ Km total da moto: 8.597 km
➥ Combustível consumido: 242,509l
➥ Consumo médio: 24,24km/l

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Tá chegando a hora de ir…

(94º, 95º e 96º Dias)

Já haviam corrido 2 meses — e alguns milhares de quilômetros — desde meu último contato com a D-Tracker, por isso, resolvi matar as saudades da pequena Kawasaki nesta semana. Foi como reencontrar, em um bar, aquele seu amigo que é garantia de boas risadas…ou seja, diversão garantida. Em um segmento cada vez mais pasteurizado e com motos desenvolvidas “para o motociclista médio” (como as fábricas gostam de dizer) é agradabilíssimo encontrar uma moto de personalidade como esta pequena Kawasaki. Sem dúvida, a pequena trail mais indicada para quem sente prazer em pilotar.

D-Tracker. Uma pequena notável

Com sua exigente jornada de 100 dias praticamente concluída, a D-Tracker está com a saúde em dia, entretanto, alguns detalhes já lhe dão certo aspecto de moto “malhada”. Agora, além do retrovisor solto, em plena viagem o pisca traseiro esquerdo quebrou no ponto de fixação à rabeta, surgiu um pouco de ferrugem na porca de fixação da mesa e alguns plásticos dos punhos de luz começaram a ficar esbranquiçados. Concordo que em uma avaliação como esta, muito provavelmente a moto foi mais exigida do que se tivesse passado o mesmo tempo nas mãos de um usuário comum, contudo, julgo que ainda é muito cedo para que ela demonstre tais sinais de cansaço, especialmente porque estamos falando de itens de acabamento e não mecânicos. Nota: Vale lembrar que, exceto por esses detalhes,  o acabamento dela  é muito acima da média apresentada pelas concorrentes.

Viagra para o pisca

Superficial. Mas é feio e, como dizem, beleza é fundamental

Alguns plásticos estão começando a ficar grisalhos

Apesar do desempenho estar impecável, o ruído gerado pelo competente motor da D-Tracker está mais alto. Se fosse um som gostoso, grave, de escapamento, vá lá, mas o que chega a nossos ouvidos é um chato som agudo, de “máquina de costura” como o Rafa Paschoalin comentou no post anterior. A D-Tracker merece um “ronco” mais encorpado, principalmente se levarmos em conta sua índole esportiva.

Contudo, mesmo com esses detalhes que comentamos ao longo destes 96 dias, a D-Tracker elevou nosso padrão de exigência neste Teste dos 100 Dias. Uma moto fantástica! Azar do próximo modelo que encarar este desafio da MOTOCICLISMO… vai ser difícil fazer-nos esqueçer esta companheira laranjinha.

Fugindo do assunto, aproveito este relato para despedir-me dos leitores deste blog e do site. Depois de quase 4 anos entre free-lance, repórter e editor-assistente da MOTOCICLISMO, no final deste mês parto para uma nova empreitada profissional. Deixo aqui meu muito obrigado a todos vocês! Nos vemos por aí!

por Gabriel Berardi

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Primeiras palavras

(90º, 91º, 92º e 93º Dias) O bom filho à casa torna. Ditado popular que cabe muito bem agora, já que estou de volta à Motociclismo Magazine. Devo à Motorpress Brasil todo o meu amadurecimento profissional, foi aqui que aprendi a testar motocicletas e distinguir defeitos de características, algo complicado quando articulamos ou tratamos de máquinas que uns odeiam e outros amam.

Mas vamos deixar a cordialidade de lado e falar um pouco da Kawasaki D-Tracker X que habita a redação esses dias.

Como piloto de supermoto que fui, essa 250 representa a perfeição entre compromisso diário de locomoção e esportividade. Não queira morar no interior e se deslocar por rodovias todos os dias, suas nádegas agradecem! Ao invés disso, aproveite a supermotard nipônica para trechos curtos e obstruídos pelo trânsito, pois mesmo com um guidão largo, ela se sai muito bem. Os freios são perfeitos e se você não tiver um bom senso de responsabilidade parará em todos os semáforos com um belo “nose-wheeling”. Sinal verde e a D-Tracker parte rápida meio ao fluxo. O ruído de máquina de costura que as válvulas e corrente de comando fazem desagrada e assusta, principalmente nas desacelerações, quando o conta-giros marca 5.000 rpm.

Espero ficar mais uns dias com essa motocicleta e passar a vocês mais algumas das minhas impressões. Até mais!

por Rafael Paschoalin

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Impressões de pilotagem

(86º, 87º, 88º e 89º Dias) Com certeza sentirei saudades de pilotar esta motocicleta, além de ser um excelente meio de locomoção é um “brinquedo” muito divertido, que com certeza chama a atenção por onde passa.

Uma imagem meramente ilustrativa da D-Tracker americana. O Azul seria uma opção bem distinta para se trazer para o Brasil

Mais voltada para o desempenho do que para o conforto, tem seu lados positivos e negativos. Com mais quilômetros rodados, pude perceber mais alguns detalhes que chamaram a minha atenção. Quando a motocicleta é utilizada na estrada, ela deixa um pouco a desejar na estabilidade em altas velocidades. Não é nada que apresente perigo, mas é um pouco desconfortável, principalmente perto dos 110 Km/h. Em casos como este, a D-Tracker X  fica com a frente um pouco arisca, isso deve-se ao fato da motocicleta possuir um ângulo de cáster muito fechado, ideal para fazer curvas. Com isso, a moto tende a “shimmar” um pouco. Outro detalhe que passei a observar é o recorte da aleta do tanque. Em curvas, por exemplo, ou até mesmo ao apertar o tanque com os joelhos, é possível sentir um desconforto, devido as aletas possuírem um recorte que incomoda. O vinco da lateral poderia ser mais fechado de forma que não atrapalhasse ao apertar o tanque com os joelhos, esta condição varia de acordo com a estatura da pessoa que está pilotando. No meu caso, tenho 1,71 cm, porém, pessoas mais altas também sentiram uma certa perturbação.

Nessa imagem podemos observar o joelho do condutor apoiando na aleta lateral

As suspensões continuam me impressionando, por ser um adepto do off-road. Sempre gostei delas mais firmes, e a D-Tracker parece vir de fábrica com elas exatamente como eu gosto. Admiro esse ajuste feito pela fabricante japonesa, pois é difícil um modelo sair da concessionária com suspensões tão firmes. Deste modo, sinto muita confiança na pilotagem, porém, peca no conforto, principalmente quando se leva na garupa uma loira de olhos azuis que passa a ficar com raiva de você. Mas é como meu pai me diz: “não se pode ter tudo nesta vida!”.

Brincadeiras a parte, sentirei saudades desta máquina laranja e considero este modelo como uma futura aquisição, não só pela exclusividade, mas, também pelo seu comportamento e a qualidade de seus componentes.

por Felipe Cunha

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As coisas precisam mudar $$$

(82º, 83º, 84º e 85º Dias) Está acabando e a saudade está começando a bater.  Os freios são os mesmos absurdamente fortes. A ciclística continua ótima, mesmo com o pneu chegando ao seu fim. O único problema que a Kawasaki d-Tracker X realmente está apresentando é com o retrovisor do lado direito, mas isso, todos já sabem.

Como já tivemos muitos temas abordados, está cada vez mais difícil achar alguma coisa para poder se falar da nossa motard. Já que está tão escasso um assunto, resolvi fazer uma pesquisa de preço em algumas concessionárias da Kawasaki, e deixarei aqui os preços encontrados. Ah, não chorei quanto a nenhum preço, porém, todos os atendentes foram muito atenciosos e perguntaram se eu tinha alguma proposta na qual eles pudessem cobrir.

Foram cinco ligações feitas rapidamente. Os preços partiram de R$15 000 a R$16 990, todos com frete incluso, mas, nem sempre a pronta entrega. O Estado do Rio de Janeiro é o que tem o melhor preço, todavia, ainda muito caro. Belo Horizonte, MG, é quem tem o preço mais “salgado”.

A Kawasaki precisava conseguir baixar um pouco o valor de seu modelo trail, para que ela tivesse um aumento em suas vendas e conseguissem trazer sua produção para Manaus, AM. Desta forma, o preço seria “pau a pau” com o da Yamaha XTZ 250X, ficando por opção do usuário os diferenciais.

Abaixo, os preços averiguados.

Picapau:  R$ 15 990 (SP)

Union: R$ 15 980 (SP)

Bike Box: R$ 15 300 (SP)

Moto Flecha: 15 000 (RJ)

Moto Cidade: R$ 16 990 (MG)

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Novo consumo

(78º, 79º, 80º e 81º Dias) A jornada corre e os 100 dias de vida da Kawasaki D-Tracker em nossas mãos caminha ao seu fim. No total, faltam menos de 20 dias para o teste chegar ao fim e, acho que posso falar por muitos, ela vai deixar saudades.

Veja o que aprontamos com a D-Tracker! As maiores informações poderão ser encontradas na edição de novembro da MOTOCICLISMO nº155

Confira abaixo o consumo da motocicleta:

Km inicial: 2.718 km

Km rodados no teste: 5.287 km

Km total da moto: 8.005 km

Combustível consumido: 214,16l

Consumo médio: 24,67 km/l

Para quem está acompanhando a D-Tracker durante este período terá uma novidade que pode ser encontrada nas bancas no final da próxima semana.

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Uma nova experiência

(74º, 75º, 76º e 77º Dias) Confesso que a D-Tracker despertou aquela vontade de acelerar e curtir uma pilotagem mais parecida com as motos off-road. Pratiquei  motocross  durante  dez anos seguidos e estou acostumado com a variação de terrenos — poeira, lama, areia —, enfim , não tenho o costume de andar de moto nas ruas de São Paulo, mas, tive a oportunidade de passar um final de semana com esta e moto onde me diverti muito.

Fui a São Roque interior de São Paulo pela rodovia Raposo Tavares e a D-Tracker se comportou muito bem em vários aspectos. O que mais me impressionou foi a estabilidade em curvas. Por ser uma moto com o centro de gravidade baixo, possibilitou que eu deitasse até quase raspar as pedaleiras no asfalto com muita facilidade. Contando com freios de muita precisão, principalmente o dianteiro, que permitia frear dentro das curvas, sem tomar susto algum, ou seja, a Kawasaki Tracker é muito confiável. O motor em altas rotações — mais precisamente entre a 4°, 5º e 6° —, age em uma faixa de rotação bem longa, permitindo que mantenha uma aceleração moderada para andar confortavelmente.

Na cidade, o torque em baixa e as respostas rápidas tornam a moto muito ágil neste transito caótico que vivemos. Andei também em estrada de terra, e pude observar claramente a falta de tração devido aos pneus lisos. As suspensões se comportaram muito bem nas pequenas ondulações, absorvendo muito bem os impactos.
Porém, houve um item que me chamou a atenção negativamente. As aletas laterais do tanque são muito altas, deixando um degrau bem elevado que acaba machucando as pernas. Isso é percebido quando forçamos o joelho no tanque — em curvas por exemplo. Em casos como estes, se for fazer um passeio mais longo e com curvas sinuosas, poderá sentir um desconforto nas cochas, que no meu caso, não foi muito agradáveis.

por Hélio Mazzarella (Bochecha) ex-piloto e atual publicitário da MOTO VERDE

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