Posts Tagged 'qq'

Popular e econômico

73° Dia

A cada dia que passa o Chery QQ constrói uma reputação mais sólida para mim. No primeiro momento você tende a não gostar dele, achando muito apertado, mal acabado e sem um motor potente, além de ser barulhento. Mas quando se vê que, na prática e no bolso, ele é um carro econômico, principalmente nos dias de hoje em que o trânsito está cada vez mais caótico, isso nos faz refletir sobre a possibilidade de compra.

Prezar por poupar o bolso de quem tem de andar com o veículo todos os dias é fundamental para a escolha de um carro (pois eu acho que quem opta por um QQ é porque não quer gastar e nem paciência para manter um veículo com motor maior). Sendo assim, a Chery conseguiu atender bem à sua proposta: fazer um carro que seja econômico, em todos os sentidos (desde quanto ele gasta de combustível até quanto ao próprio preço do carro). O QQ dos 100 dias, segundo as nossas medições, foi o carro mais econômico já testado entre os populares. Ele fez, por exemplo, sete quilômetros a mais que o companheiro de marca, o Chery Face, com um litro de gasolina.

Para estabelecermos certos parâmetros para ser possível comparar, pelo fato do QQ ser apenas movido à gasolina, temos de subtrair
da média de consumo 30% do seu valor inicial, para que fique equivalente aos carros que fizeram o teste de consumo com etanol. Um exemplo: o Chery QQ fez 18,1 km/l com gasolina. Assim, tiramos 30% desse valor, que é 5,43, obtendo 12,67, que é o número, em teoria, de km/l que o QQ faria se fosse também abastecido com etanol.

A nossa medição foi feita com 3.735 km rodados e 205,4 litros de combustível. O tanque de combustível do Chery QQ, segundo a ficha
técnica da montadora, tem 35 litros de capacidade. Com isso dá para rodar, em média, 633,5 km, isso sem utilizar o ar-condicionado. Confira, abaixo, a lista dos carros mais econômicos. Vale lembrar que estes números de consumo foram aferidos pela equipe de testes da Revista Carro com padrões e métodos iguais para todos os carros:

Média de consumo de combustível Etanol Gasolina
Chery QQ 1.1 16V dos 100 Dias 12,67 km/l (projeção) 18,1 km/l
Kia Picanto 1.0 Flex 12,1 km/l -
Fiat Mille Economy 1.0 Fire Flex 11,2 km/l -
Ford Ka 1.0 Rocam Flex 10,8 km/l -
Chevrolet Celta 1.0 8V VHC-E 9,8 km/l -
Fiat Uno Vivace 1.0 Fire EVO 9,8 km/l -
Fiat Palio Economy 1.0 Fire Flex 9,8 km/l -
Volkswagen Gol G5 1.0 8V Trend 9,8 km/l -
Nissan March 1.0 16V Hi-Flex 9,3 km/l -
VW Gol G4 Ecomotion 1.0 8V 9,0 km/l -
Effa M100 8,96 km/l (projeção) 12,8 km/l
VW Fox 4 portas 1.0 8V Total-Flex 8,90 km/l -
Lifan 320 1.3 16V 8,82 km/l (projeção) 12,6 km/l
Renault Sandero 1.0 16V Hi-Flex 8,10 km/l -
Renault Clio 4 1.0 16V Hi-Flex 7,8 km/l -
Chery Face 1.3 16V 7,7 km/l (projeção) 11,0 km/l

Direto da China

71º dia

Fiquei com o QQ no começo desta semana, e posso dizer que observei o Chery por outra perspectiva. Isso porque acabei de voltar de uma semana na China, para uma reportagem que vocês verão em breve na Revista Carro. Lá rodei quase 600 km em diferentes cenários. Estive no trânsito urbano de cidades grandes como Shenzhen e Guangzhou e menores como Wuzhou e Yangshuo. Atravessei rodovias modernas, rodovias mais antigas e estradas rurais. Acredito que experimentei muitas situações que explicam um pouco da personalidade dos carros chineses e, por tabela, do nosso QQ dos 100 Dias. Queria dividir isso com vocês.

Trânsito urbano
A primeira coisa que notei, e isso eu vi em todas as partes da China pelas quais trafeguei, é que o motorista daquele país não dão seta. “Ah, mas tá cheio de brasileiro assim!”, grita alguém no fundo. Concordo, mas aqui se o motorista fizer isso ele toma uma buzinada e vê que está errado. Na China a história não é assim. Ônibus, caminhões, carros, SUVs, motos… todos vão se acomodando no trânsito do jeito que cada um acha certo. Você buzina para mostrar que está ali, mas isso não quer dizer que o carro dá frente vai deixar de mudar de faixa, ele vai continuar. Quando fui como co-piloto pude perceber que eles nem olham os retrovisores.

E se o motorista perceber que está na extrema esquerda numa avenida de cinco faixas e precisa entrar a 30 m de distância na próxima rua da direita? Ele vai parar e ir mudando de faixa no meio do trânsito, como se manobrasse num estacionamento de supermercado. Ele leva buzinada? Umas leves que avisam que os carros estão passando. Ele é xingado? De nenhuma maneira. “Caramba, não era essa rua”, percebe esse tal motorista. Não tem problema. Vire em cima da faixa de pedestres, escolha se volta na contramão ou de marcha ré e não perca tempo.

Pedestres suicidas
Aqui a coisa fica mais perigosa. Os pedestres das cidades grandes estão mais conscientes, porém, em Wuzhou as pessoas atravessam em qualquer lugar e definitivamente não olham para os lados. Muitos atravessam na diagonal sem olhar para trás. Você que vem na avenida se vira para frear e os motociclistas calculam onde vão passar sem atropelar o pedestre. Tudo bem, concordo que há gente louca assim aqui no Brasil, mas imagine se todos os pedestres da sua cidade fossem assim e você se sentirá na China. Solução para andar nas cidades? Andar bem devagar, olhando tudo e buscando seu espaço. Essa é a maneira como os chineses conduzem nos meios urbanos.

Cada um por si nas estradas
Nas rodovias a situação tem dois opostos. A China  tem hoje obras faraônicas de infra-estrutura. Isso causa uma situação engraçada: você está no meio caminho entre cidades pequenas que ainda estão se projetando com indústrias, e a rodovia que as liga é tão moderna quantas as melhores da Europa e EUA. São três faixas de aslfalto impecável para cada lado com um canteiro central que tem uma grande proteção, muita segurança. E o que é engraçado? Não há um carro sequer. Percorri trechos de 50 km na velocidade da via e não vi outro carro, não ultrapassei ninguém nem fui ultrapassado. Depois aparecia um caminhão e mais um pouco caminho sem ninguém. A sensação é que os chineses estão se preparando com várias décadas de antecedência, esperando que o potencial de consumo de sua população alcance níveis maiores e usufrua dessa infra-estrutura. Ponto positivo.

Esse foi o lado engraçado, e o lado oposto? Nas lotadas auto-estradas perto das grandes cidades e nasestradinhas mais antigas com apenas uma faixa para ir e outra para voltar a palavra de definição é caos. Esqueça isso de ultrapassar só pela esquerda em rodovias boas como a Ayrton Senna ou Bandeirantes aqui no Brasil. Apesar de esta regra existir na China, os chineses nunca dão passagem. Eles escolhem uma faixa, mantém uma distância confortável dos outros e viajam a velocidade que eles querem. Pode ser de 80 km/h ou 70 km/h e não interessa se o limite da via é de 120 km/h. E como fica você que tem horário a cumprir? Vai numa velocidade segura e “costura” o trânsito como dá. Antes de alguém reclamar, lembrem do que eu disse: NINGUÉM vai lhe dar passagem. Portanto, ou você fica na faixa da esquerda atrás de um caminhão a 60 km/h por 4 horas ou dá um espaço e vai para a direita da maneira mais segura possível.

Na área rural é pior
Acha que isso é ruim? Vai piorar. Acostamento é usado para ultrapassagens constantemente nas estradinhas rurais. E o pior é que perto de algumas vilas as crianças de 6 e 7 anos voltam sozinhas da escola andando em grupos pelo acostamento ou pela própria faixa de rolamento. Rezei para não presenciar nenhuma tragédia, e fui atendido. Motociclistas, carroças, pequenos caminhões, veículos de transporte de carga também são figurinhas fáceis nos acostamentos e, muitas vezes, na contramão. Por isso, cada curva é feita com cuidado para não ser surpreendido, olho vivo em tudo e principalmente em frenagens bruscas. E antes que alguém pergunte, não usei o acostamento.

Nessas estradas também é comum encontrar carros voltando 500 metros em marcha ré por que erraram uma saída, ou motociclistas fazendo retornos no meio da estrada. Claro, tudo sem dar seta ou sequer dar uma olhada a mais. Conversei com um dos engenheiros que acerta componentes de eletrônica de uma marca alemã para a China. Na orientação do GPS para fazer o retorno, foi preciso acrescentar uma informação. Para os chineses, quando você erra uma entrada o GPS diz com sua voz eletrônica “Por favor, faça um retorno legal assim que possível”. Testei isso no carro que eu estava avaliando na China, e comprovei o que o engenheiro dissera.

O que eu quero demonstrar aqui é a maneira que os chineses dirigem e como isso influencia o acerto dos carros para aquele país. Como deu para perceber, eles não são obcecados por altas velocidades em rodovias e preferem ficar na sua faixa. Nem que eles quisessem, pois os riscos seriam grandes. Em estradas vicinais você tem de andar devagar para não ser surpreendido por um trator na contramão ou um grupo de crianças atravessando. Na cidade, se você andar na velocidade permitida vai acabar travando os freios a cada 100 m e mais cedo ou mais tarde vai atropelar alguém.

Então, o chinês anda devagar e quer conforto para isso. Esse é o motivo, na minha percepção, dos modelos para a China serem macios de suspensão e com direção e pedais levinhos. Já que não se pode correr, para que um carro feito para isso? Conversando com outro engenheiro, desta vez de desenvolvimento de chassi para carros com destino a China, ele concordou com esse acerto, mas diz que alguns clientes já estão mudando de opinião e querendo um acerto mais firme. Eu espero que antes disso eles mudem a educação de trânsito.

QQ na China
Então agora dá para entender a razão do acerto “molenga” dos carros chineses e, portanto, do QQ. Voltando a falar dele, pensei que iria encontrar um mar inteiro feito destes Chery nas grandes cidades. Juro a vocês que prestei muita atenção no trânsito e à sua diversidade de marcas. Nos cinco dias que fiquei nas ruas chinesas, vi apenas seis Chery QQ. Havia muitos Volkswagen, Toyota, Buick e Ford. E também marcas chinesas que eram difíceis de reconhecer. No entanto, poucos Chery. Se servir de consolo aos concorrentes, também vi poucos JAC, apenas dois J6, um J3 e um J3 Turin. E outra coisa, maioria do trânsito era composto de sedãs e SUVs. Nada de supercompactos. Pelo menos consegui capturar um desses QQ e outras situações curiosas. E sabe de última coisa? Não vejo a hora de voltar para a China…

Senhora idosa carrega material de trabalho no interior da China

Paisagem das Montanhas de Guilin

Obras monumentais no meio do interior chinês

Shuanghuan CEO é a cópia da traseira do BMW X5 antigo

Um dos 6 Chery QQ que flagrei. Não tem película, mas tem cortininha

Ainda faltam cuidados com a segurança...

... especialmente com as crianças.

Pessoas do campo são simpáticas na China

Eu provei desta "cachaça" com répteis... Deixa um gosto de desinfectante na boca

Atendimento de quem quer conquistar o brasileiro

O nosso QQ do teste dos 100 voltou antes do esperado. Na terça feira, dia 11/10, um dia após deixa-lo na concessionária, o atendente já me ligou pela manhã e disse que o carro ficaria pronto na parte da tarde. A estimativa é de que ficaria pronto na quinta, dia 13/10, mas pelo que comprovei, o atendimento foi além das expectativas.

A batida na porta foi reparado com um martelinho de ouro, pois segundo o atendente Leandro, da Chery da Lapa, eles optaram pelo martelinho para não ter de fazer funilaria, pois se fizessem o estrago poderia ser maior, deixando a parte reparada com uma cor diferente da cor do carro.
O atendimento na Chery condiz com a proposta da marca, que é conquistar o mercado brasileiro. Agora, como já adiantou a revista Carro Hoje, a Chery vem com um motor Flex no novo carro da chinesa, o S18, que deve chegar em novembro. E, nessa concessionária, havia um Chery Face com o mesmo motor, mas apenas para testes, ainda não está sendo comercializado.

O nosso QQ do teste dos 100 voltou antes do esperado. Na terça feira, dia 11/10, um dia após deixa-lo na concessionária, o atendente já me ligou pela manhã e disse que o carro ficaria pronto na parte da tarde. A estimativa é de que ficaria pronto na quinta, dia 13/10, mas pelo que é evidente, o atendimento foi além das expectativas.

O amassado na porta foi reparado com um martelinho de ouro, pois o atendente Leandro, da Chery da Lapa, me disse que eles optaram pelo martelinho porque se fizessem funilaria o estrago poderia ser maior, deixando a parte reparada com uma cor diferente da cor do carro.

O atendimento na Chery condiz com a proposta da marca, que é conquistar o mercado brasileiro. Agora, como já adiantou a revista Carro Hoje, a Chery vem com um motor Flex no novo carro da chinesa, o S18, que deve chegar em novembro. E, nessa concessionária, havia um Chery Face com o mesmo motor, mas apenas para testes, ainda não está sendo comercializado. O nosso QQ do teste dos 100 voltou antes do esperado. Na terça feira, dia 11/10, um dia após deixa-lo na concessionária, o atendente já me ligou pela manhã e disse que o carro ficaria pronto na parte da tarde. A estimativa é de que ficaria pronto na quinta, dia 13/10, mas pelo que é evidente, o atendimento foi além das expectativas.

O amassado na porta foi reparado com um martelinho de ouro, pois o atendente Leandro, da Chery da Lapa, me disse que eles optaram pelo martelinho porque se fizessem funilaria o estrago poderia ser maior, deixando a parte reparada com uma cor diferente da cor do carro.

O atendimento na Chery condiz com a proposta da marca, que é conquistar o mercado brasileiro. Agora, como já adiantou a revista Carro Hoje, a Chery vem com um motor Flex no novo carro da chinesa, o S18, que deve chegar em novembro. E, nessa concessionária, havia um Chery Face com o mesmo motor, mas apenas para testes, ainda não está sendo comercializado.

Segundo contato com ressalvas

41º, 42 º e 43 º

Ninguém mais pergunta por aí seu tal carro é coreano , alemão ou japonês. Mas se o modelo
é made in China, aí a coisa muda de figura e a questão fatalmente aparece: “Esse carro é
chinês?”, quis saber a amiga de minha filha logo que se acomodou no banco de trás.

Dez minutos depois, entro no posto para abastecer e o frentista repete a indagação: “É
chinês, né?” Respondo: “Sim, é. Você viu em alguma revista?” A réplica não deixou de ser
surpreendente: “Não, é que ele é um pouco estranho. Então logo vi que era um carro chinês”.
Vai entender o raciocínio de cada um…

O fato é que ao menos o Chery QQ ainda não é tão familiar nas ruas e ainda parece uma
presença “diferente” por onde quer que ande.

Foi a segunda vez que dirigi o QQ para o Teste dos 100 Dias. Na primeira (14º dia), até que
fiquei bem impressionado e fiz alguns elogios ao compacto. Agora, durante um fim de semana
inteiro, tenho ressalvas.

A primeira é sobre a capacidade do porta-malas. Impressionantemente minúscula. Fui ao
mercado fazer algumas compras – coisa pouca – e o compartimento de 190 litros acomodou
as sacolas com certo aperto. E olha que não eram as chamadas compras mensais. Se fossem,
certamente teria de usar o banco de trás para esparramar melhor as sacolas.

Achei a suspensão do QQ muito mole. Em certas curvas ou em asfaltos mais imperfeitos
ele “dança” demais. É uma instabilidade que chega a incomodar. Com pouco menos de
11.000 km rodados, já apresenta aqueles rangidos típicos de acabamento solto. Com essa
quilometragem, deveria estar mais “em forma”.

Outra coisa que continua atrapalhando é o som que o motor emite principalmente em baixas
rotações. É preciso esticar um pouco mais para eliminar o ruído chato. Isso não é difícil, porque
o motor 1.1 do QQ é esperto e responde bem às pisadas um pouco mais fortes no acelerador.
Ao menos um ponto positivo para ele nessa segunda experiência.

PS: Acompanhe na edição número 7 da revista semanal Carro Hoje, que chega às bancas no sábado
que vem, dia 8, um comparativo entre os dois modelos mais baratos do Brasil: Chery QQ x Fiat
Mille. Confira qual se saiu melhor.

Primeiro barulhinho…

26º Dia

Já conheço bem o QQ. Sei de seu barulho interno e temos isto aferido em nossa ficha de testes. No entanto, voltando a noite com o Chery notei um ruído novo. Depois de um pouco descobri que o problema estava na coluna de direção. A peça parece raspar com o painel quando o volante esterça mais que 180° para qualquer um dos lados.

Incomoda bastante, principalmente em manobras em baixa velocidade para encaixar o carrinho naquela vaga difícil. Para completar a “sinfonia” interna, o sistema de som é mais desafinado que aquele seu amigo do karaokê. Não só a acústica é mal pensada, como também o volume do som fica variando de maneira equivocada.

Na próxima revisão, marcada para os 10.000 km, pediremos que esses aspectos sejam observados e sanados. Todo o atendimento prestado pela concessionária será relatado aqui. Em breve também teremos aqui o consumo fechado nesses primeiros 30 dias de teste.

Déjà vu

13º dia

A primeira vez que tive contato com o QQ ele era pré-série. Era começo de 2011 e a Chery ainda preparava o carro para o lançamento oficial no Brasil. Mesmo assim, comparamos o pequeno carro com o Effa M100. O Chery se saiu bem, vitória mais por deficiência do Effa do que por qualidades próprias.

Agora o carro está nas ruas em sua versão definitiva e pude finalmente experimentá-lo. Mudou muito em relação ao pré-série? Não. Porém, como esse é o um teste longo, hoje vou me concentrar em um ponto somente: acabamento.

O painel que era na cor creme nas primeiras unidades de teste, agora é na cor cinza no QQ definitivo. Os tecidos dos bancos também mudaram de padronagem. Parece um conjunto de cores mais harmônico aos olhos, porém, o tato revela que a qualidade do acabamento não mudou. Os plásticos ainda tem vãos exagerados entre si e rebarbas. A textura das peças não é agradável ao toque. E o design parece atrapalhado, com soluções estranhas como o botão de faróis com ajuste de rolagem.

O volante também denuncia o pouco capricho na montagem. Um vão entre a tampa da buzina e o aro é tão grande que é possível ver a peça por dentro. Os carpetes aplicados de maneira equivocada não inspiram qualidade. Pelo menos nada desmontou ou saiu na minha mão, vamos ver se isso continua pelo resto do teste.

CHINÊS RACIONAL

11º e 12º dias

Finalmente tive a oportunidade de dar uma “voltinha” com nosso novo protagonista do Teste dos 100 dias. Neste meu primeiro contato, rodei nada menos do que 312 km a bordo do carro mais barato do Brasil e me surpreendi – positivamente -, principalmente com relação ao motor 1.1 16V. Graças a uma pequena viagem até a cidade de Campinas, interior de São Paulo, consegui mesclar bem o percurso com o QQ, variando entre nossas congestionadas vias e a Rodovia dos Bandeirantes.

Imediatamente é possível notar que a qualidade na hora da montagem foi deixada em segundo plano dentro e fora do carro. Falta esmero no painel, no encaixe das peças e no interior do carro , mas confesso que acabei deixando isso de lado quando notei o desempenho razoável do Chery. O motor trabalha bem na cidade, juntamente com o câmbio de 5 marchas que, para trajetos reduzidos, é bastante satisfatório. Na estrada, porém, essa esperteza se acanha. É melhor não arriscar ficar na pista da esquerda e se preparar para as reduzidas.


Um dos pontos negativos que mais se destacaram na estrada foi o isolamento acústico do carro (ou a falta dele). Tanto o som dos pneus em contato com o asfalto, quanto o barulho do motor lançado para dentro do habitáculo do carro aumentam a sensação de falta de atenção com a qualidade da carroceria. Isso também aconteceu na cidade, mas, como nessa condição a rotação é mais baixa, aquela história de “ouvir o motor” fica menos evidente.

Fecho a minha primeira impressão do Chery, concordando que o carro parece frágil e o acabamento não pode ser considerado um primor, em comparação aos carros vendidos hoje no Brasil. Contudo, com o bom valor pedido pela marca chinesa, associado aos itens de série e o motor bem acertado do QQ, não seria nenhum absurdo apenas pensar nele como uma opção para trajetos urbanos. Logicamente, pensando apenas no custo benefício.