Novo teste: H-D 883 Iron

A nova desafiante do Teste dos 100 Dias é a Harley-Davidson 883 Iron, acompanhe: http://www.testedos100dias.com.br/hd883iron.

Harley-Davidson 883 Iron

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Conclusões

O momento da partida chegou! Após 100 dias rodando com a G 650 GS, a equipe da MOTOCICLISMO faz sua despedida da maxitrail alemã. Enquanto todos estão com lágrimas nos olhos, pois a G ganhou muitos fãs durante sua estadia por aqui, chegou a hora de realizar um balanço final sobre a motocicleta. Rodamos exatos 5 426 km com a moto por todos os tipos de piso, desde o melhor asfalto até estradas de terra e pequenas trilhas.

A G 650 GS irá deixar saudades

No final, o consumo médio da motocicleta foi muito bom, aferindo 23,27 km/l, o que, para seu desempenho, foi um número bem interessante. Além de servir para chegar a este consumo médio, todos os tipos de pisos pelos quais a G passou serviram para mostrar a capacidade dela nas mais extremas situações.

Constatamos que a polivalência sugerida pela G é bem real. Além de ser uma ótima opção para a cidade e estrada, a G 650 GS pode ser sua companheira de aventuras, rodando com desenvoltura em estradas de terra. Fora o fato de esquentar um pouco demais, algo sentido principalmente na cidade, a performance da G agradou a maioria do usuários. O motor vibra um pouco em baixas rotações, mas nada fora do normal por se tratar de um monocilíndrico de 651,9 cm³.

Diário de Bordo final
➥ Km inicial: 1 093 km
➥ Km rodados no teste: 5 426 km
➥ Km total da moto: 6 519 km
➥ Combustível consumido: 233,114 l
➥ Consumo médio: 23,27 km/l

Durante todo o teste, não tivémos nenhum grande problema mecânico com a G, apenas luz espia de falta de combustível da maxitrail parou de funcionar. Quanto ao desgaste, a G 650 GS continua em plena forma e não notamos nenhuma modificação gritante em seu conjunto.

Aparentemente, apenas a pastilha de freio traseiro já precisa ser trocada. Com certeza, não existe muito a ser contestado quanto ao desempenho da G, pois seu conjunto já foi mais que provado e aprovado. No entanto, a sua falta de modernidade ficou latente nesta reta final do Teste dos 100 Dias, quando comparamos a moto com a Versys. A moto da Kawasaki mostrou-se uma grande concorrente para a G, por ter um preço bem similar.

Mas, com certeza, não tem as mesmas aptidões para estradas de terra que a G. Concluindo, a G 650 GS trata-se de uma ótima motocicleta, porém, o modelo vendido no Brasil necessita urgentemente ser modernizado. Na verdade, a nova G já existe no exterior e tem um visual muito mais bonito e alterações interessantes. Com o teste finalizado, já temos a nova participante do Teste dos 100 Dias.

Lançamos o desafio: qual será a próxima moto do Teste dos 100 Dias?

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A crueldade da concorrência

(100° Dia) Tenho o prazer de encerrar mais um Teste dos 100 Dias da MOTOCICLISMO depois de ter andado por duas vezes com a BMW G 650 GS. Minha impressão da moto? Positiva, muito positiva.

Tenho uma esportiva para uso quase somente em pista (mesmo assim, já viajei bastante com ela) e uma scooter para uso diário. Meu atual sonho de consumo é uma trail no estilo da G, mas ter três motos definitivamente está fora do meu orçamento!

Entre ontem e hoje andei pouco apenas em trajeto urbano, mas pude perceber que a BMW não é lá a moto ideal para deslocamentos no trânsito de São Paulo. Primeiro porque ela esterça pouco e segundo porque tem um guidão muito largo e alto, dificultando a boa relação entre motociclista e retrovisores alheios.

Fora isso, a boa resposta do motor em baixas rotações e a extrema facilidade de condução (você senta na moto e em duas ruas parece que ela foi feita para você) são os pontos mais positivos.

Mas pensei e conclui: com R$ 30.000 na mão eu não compraria uma G 650 GS. Primeiro porque, apesar da disposição do motor, trata-se de um monocilíndrico, que tem suas limitações naturais e, mesmo eficiente, vibra mais que outros propulsores com 2 ou mais cilindros. Segundo porque ela está defasada demais tanto no visual quanto na idade do projeto (imagino que a ciclística das concorrentes evoluiu muito enquanto a da BMW esteve parada).

Tudo bem que R$ 30.000 não são R$ 35.000, mas eu acrescentaria um pouco ao valor da BMW e partiria para uma destas três concorrentes, todas bicilíndricas: a nova Honda Transalp (R$ 31.900), a também recém-lançada Kawasaki Versys 650 (R$ 33.390 com ABS) ou a velha e boa Suzuki V-Strom 650 (R$ 34.594).

Ainda não andei nem na Transalp nem na Versys, mas já pude dar uma volta na V-Strom de um amigo e percebi como ela tem mais disposição na estrada e vibra muito menos, o que faz toda a diferença em uma viagem de longa duração.

Sobre a Kawa, gostei do fato de ela oferecer ABS por menos de R$ 34.000.

Não vou negar que o peso de ter uma BMW na garagem conta pontos a favor da G, mas, sinceramente, já passei da idade de me deixar encantar por marcas e status.

A BMW entrega, sim, uma boa moto. Mas a concorrência tem motos superiores (não por serem exatamente melhores que a G, mas por estarem em uma categoria superior, com motores maiores) por preços apenas um pouco maiores. E por isso é cruel com a BMW. A marca alemã, porém, não parece abalada, já que lidera as vendas no segmento.

Será que esse domínio continuará com a chegada da Transalp? Meu palpite: não.

Obrigado pelos comentários e pela audiência. Nos próximos dias continuaremos trazendo conclusões dos participantes do teste, continue acompanhando!

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Versys ou GS, eis a questão?

(97º, 98º e 99º Dias) Nessa semana que passou, tive a oportunidade de andar com a “nossa” BMW do Teste dos 100 dias novamente e, paralelamente, rodar com a Kawasaki Versys. Como todos sabem, elas não são concorrentes diretas, mas, com a falta de produtos de nosso mercado, acabam conflitando entrei si — por causa de seus preços. Então, para pautar uma escolha entre as duas, eu me perguntei: um ou dois cilindros? Potência ou praticidade? E, como sempre… preço!

BMW enfrenta a Kawa (foto: Renato Durães)

A BMW possui um motor para tocadas muito sutis, com um torque bom e uma potência aceitável. Seu principal ambiente são as estradas, onde a moto consegue viajar numa velocidade muito boa e fazer um consumo baixo. No dia a dia, a motocicleta também mostra sua eficiência, sendo ágil dentro de suas limitações (tamanho) e prática por possui um bagageiro com um pequeno espaço debaixo.

A Versys e seus dois cilindros permitem uma tocada mansa para a cidade, com pegadas mais “esportivas” para a estrada. Seu consumo acaba sendo bem mais alto que a monocilíndrica “concorrente”, mas a tocada e o conforto mascaram inconscientemente essa percepção. Na cidade, a Versys acaba sendo um pouco mais ligeira do que a G por suas respostas diretas. Em questão de conforto, uma não deve nada para a outra, no entanto, se andarmos em uma velocidade alta e por muito tempo, a bola da bicilíndrica mostra a sua diferença.

Preços similares, características diferentes (foto: Renato Durães)

Antigamente, a grande diferença das marcas se dava pelo preço, pois, enquanto a BMW custavam seus R$ 29 800 com o ABS, a Kawasaki disponibilizava a Versys por R$ salgados R$37 390 (ABS) e R$ 33 900 a moto com freios comuns. No entanto, os preços caíram e nesse momento uma Versys 2010 pode ser adquirida por R$ 30 900.

Então, cheguei a tão esperada conclusão. A G é uma boa moto, confortável, prática, antiga… ops, antiga… ou seja, ela deveria valer ainda menos do que custa. Enquanto isso, a Versys dispõe de um visual autentico, um motor muito forte e dosável, muito conforto e, nas novas condições, vale o que se paga.

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BMW G 650 GS Versys Kawasaki

(95º e 96º Dias) Os dois lutadores já estão no ringue! De um lado a tradicional G 650 GS com 175 kg e do outro, a desafiante, a esbelta Kawasaki Versys de 206 kg. Para colocar mais pimenta em nosso blog, colocamos em nosso dia a dia uma provável concorrente da G para fazer uma comparação entre os dois modelos. Quando dizemos que a Versys é uma provável concorrente, é por que está moto não possui as mesmas características específicas da G.

Enquanto a motocicleta alemã possui um propulsor monocilíndrico de 50 cv, a Versys possui um bicilíndrico que atinge 64 cv — ambas potências declaradas. Certamente, este é um fator que distancia estas máquinas. Em contrapartida, polivalência e estilo de pilotagem são próximos e o preço também. Enquanto a G custa R$ 29.800 — com ABS e protetor de mão —, a Versys vale R$ 30.990 na versão básica — R$ 33.390 (com ABS). Isto pode fazer o consumidor que procura uma moto polivalente para o dia a dia ficar com uma interrogação na cabeça (e nós também).

Versys tem um ótimo desempenho na cidade (foto: Renato Durães)

Versys no dia a dia
Com certeza, uma das grandes virtudes da Kawa está em deslocamentos na cidade. Seu propulsor bicilíndrico refrigerado a água garante extremo vigor para as arrancadas necessárias e é muito suave. Além disso, a ergonomia da motocicleta é excelente e garante ao piloto ficar bem acomodado em cima da motocicleta. Os comandos estão bem mais bem localizados do que na G e a moto possui uma maneabilidade impressionante, garantindo ótima performance para cruzar o trânsito entre os carros.

As suspensões da Versys são um pouco mais firmes que a G, o que traz mais conforto para a BMW. Contudo, vale ressaltar que as suspensões e rodas são as principais diferenças entre as motocicletas. Enquanto a G é uma maxitrail mais tradicional, a Versys utiliza como base a naked ER-6n e está mais voltada ao estilo supermotard. Assim, a Kawa tem uma pegada mais esportiva no asfalto, com maior rigidez do conjunto.

Estes primeiros dias com a Versys foram bem proveitosos, rodamos mais de 200 km com a moto, que mostrou-se extremamente divertida e dinâmica. Gostaria de aproveitar e abri o espaço para o leitor comentar, tanto os proprietários de Versys como os de G. O que acham das perfomances das duas moto?

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Potência no dinamômetro

(92º, 93º e 94º Dias) Nesta reta final do teste com as G 650 GS resolvemos aferir os dados de potência e torque no dinamômetro. A MOTOCICLISMO possui o banco de potência dentro da própria editora, assim foi fácil relizarmos os testes. O resultado foi uma potência máxima de 35,5 cv na roda, um pouco abaixo de outra unidade testada por nossa equipe, que havia atingido 39,7 cv (publicada na edição nº 155 da MOTOCICLISMO).

G 650 GS no dinamômetro (foto: Márcio Chizzolini)

Contudo, vale ressaltar que trocamos de dinamômetro, o que pode justificar, em partes, esta diferença de valor. E então, o que acharam do valor? Alguém já realizou a medição na própria motocicleta?

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A hora está chegando…

(88º, 89º, 90º e 91º Dias) Após um longo tempo sem andar com a G 650 GS, voltei a acelerar a motocicleta por alguns dias. Rodei mais de 100 km com a maxitrail alemã pelas ruas de São Paulo, sempre acompanhado de minha namorada na garupa.

Durante o tempo rodando com a G, um momento de trsieza veio a minha cabeça. A verdade é dura, mas, infelizmente, estamos bem próximos de nos despedir da BMW. Mas, aguardem esta última semana será recheada de novidades. Vamos postar os números aferidos no dinamômetro e na pista de testes.

Assim, você poderá tirar suas conclusões quanto às cifras obtidas pela motocicleta alemã. Além disso, você terá mais informações sobre o comportamento da Kawasaki Versys, uma moto com praticamente o mesmo valor da G, porém, com caracteristícas um pouco diferentes.

Além disso, já escolhemos a próxima motocicleta a desafiar a marotana de 100 Dias. Será uma grande surpresa a todos.

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G 650 GS ou Versys?

(84º, 85º, 86º e 87º Dias) De um lado temos a já conhecida BMW G 650 GS, que está a quase 100 dias nos acompanhando. Do outro, aparece a novata Kawasaki Versys. A princípio estas duas opções podem parecer distintas, porém, ao analisar alguns pontos vemos que elas têm tudo para se tornarem grandes rivais.

Versys durante Turismo a Serra do Rio do Rastro, SC, publicado na edição de março da MOTOCICLISMO nº 159

Na verdade, o principal fator que aproximam as motos são os valores cobrados por ambas. A G tem preço sugerido de R$ 29.800 — com ABS de série —, enquanto a Versys custa R$ 30.990 (sem ABS) e R$ 33.390 (com ABS). Assim, com certeza o consumidor deve ficar com uma pulga atrás da orelha sobre a escolha.

Claro que, apesar do custo similar, as motocicletas tem características e propostas distintas. As duas se encaixam na categoria maxitrail, mas, a BMW monocilíndrica tem mais pretensões off-road, ao passo que a Kawa bicilíndrica prefere o asfalto. Para auxiliá-los nesta enigma, resolvemos colocar lenha na fogueira e vamos utilizar uma Kawasaki Versys paralelamente com a G 650 GS nesta reta final do Teste dos 100 Dias.

Aguardem, na próxima semana começaremos os relatos sobre a moto da Kawasaki. Enquanto isso, é interessante saber a opinião de você sobre o assunto. Qual a melhor? A mais confortável? Melhor custo-benefício? Comente!

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BMW G 650 GS on the road

(80º, 81º, 82º e 83º Dias) Compromissos familiares me levaram ao interior paulista, precisamente Águas da Prata, distante cerca de 230 km de São Paulo. Mochila nas costas e mulher na garupa, eu tinha a disposição motocicletas como Harley-Davidson XR 1200X ou Yamaha XJ6F para a viagem. Porém, sabendo das preferências da “patroa”, o assento confortável da BMW G 650 GS foi o eleito para o bate e volta no fim de semana.

Deixando a metrópole para trás na hora do almoço, a chuva, prevista para a parte final da viagem compareceu antes do esperado. ABS ligado e acelerador enrolado, a G fez uma média de 13,5 km/l, um recorde negativo isolado durante esse nosso teste de 100 dias. Vale lembrar que o consumo exagerado tem como culpa a mão direita pesada e um pouco de pressa, e a média normal dessa motocicleta é de mais ou menos 20 km/l. Foi também, em altas velocidades, que comprovamos a boa estabilidade geral da motocicleta, principalmente quando nos lembramos das oscilações da sua principal concorrente, a Yamaha XT 660R. 

Algumas alças de retorno e viaduto mostraram o quão ágil e fácil de inclinar é a G650 GS, que raspa facilmente o cavalete central para as curvas do lado esquerdo. Essa é uma característica geral das motos da marca, que necessitam de pouco contra esterço para iniciar qualquer movimento. 

Mas as boas qualidades dinâmicas da BMW G 650 GS, não espantam o fantasma do preço cobrado por ela, tampouco o seu visual datado do ano de 1999. Como bem disseram meus amigos, a linha Kawasaki faz frente em custo/benefício/visual, e deixa para a obsoleta G apenas um pouco de status proveniente do emblema da hélice azul e branco.

por Rafael Paschoalin

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Diário de Bordo IV

(77º, 78º e 79º Dias) Chegamos à reta final de nosso teste com a BMW G 650 GS. Em relação ao consumo, a motocicleta segue com uma média excelente de consumo:

➥ Km inicial: 1 093 km
➥ Km rodados no teste: 4 231 km
➥ Km total da moto: 5 324 km
➥ Combustível consumido: 172,759 l
➥ Consumo médio: 24,49 km/l

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