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96 e 97º Dias

Câmbio automatizado vale a pena?

Tinha planejado uma visita a um sitio de um amigo, a fim de também avaliar mais o comportamento da Meriva, mas acabei sendo convidado para uma missão aqui em São Paulo e não consegui andar o tanto que queria.

Acabei rodando muito pouco, na verdade, fui até o autodromo de Interlagos e voltei, em um total de 40 km, no modo automático.

Em relação ao câmbio, sempre fui meio contra esse sistema automatizado e ainda tenho muitas restrições em relação a ele. Compará-lo com um cãmbio automático, mesmo os mais antigos de 4 marchas, é injusto. As trocas são um tanto atrapalhadas e lentas, trazendo um pouco de desconforto. Essa sensação negativa é sentida ainda mais quando se está andando de forma mais rápida e ágil — quando são necessárias diversas mudanças de marcha a fim de se obter torque. No entanto, devo destacar a qualidade desse sistema quando o trânsito está bem carregado. Andando de forma suave ou no anda e para, ele funciona a contento e traz bastante conforto em relação ao câmbio manual. Ainda não é perfeito, mas deve melhorar com o passar dos anos. Talvez eu ainda não teria um, porque acabaria andando a maior parte do tempo no modo manual e, para isso, fico com um câmbio mecânico mesmo.

As suspensões tem uma calibragem bem macia e voltada para o conforto, com isso, o carro é um tanto estável em velocidades mais altas ou em curvas feitas mais fortes. Longe de ser inseguro, mas uma calibragem mais firme viria bem.

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95° Dia

Primeiro contato

Primeiramente gostaria de me desculpar pelo post anterior. Prometo compensar com os próximos. Ontem, infelizmente, acabamos chegando tarde demais e hoje cedo partimos novamente para outro teste. Desta vez, fui dirigindo o carro até o local.

Ainda não puder sentir o Meriva como gostaria, afinal, rodei 280 km na Rodovia dos Bandeirantes e pouco pude sentir o carro em ambiente urbano.

Na estrada, utilizando gasolina, rodei exatos 280 km com um pouquinho a mais do que meio tanque. Isso viajando entre 100 km/h e 120 km/h. Com três pessoas a bordo e um monte de equipamentos, não tivemos problema em nos acomodar e todos elogiaram o espaço interno. O passageiro do banco traseiro aproveitou até para fazer um lanchinho nas mesinhas. O porta malas é um tanto limitado por ser um veículo familiar. Coube apenas uma mala bem grande e duas mochilas de costas.

Andei a maior parte do tempo no modo manual e achei o desempenho suficiente para a proposta do carro. A 120 km/h o motor gira a 3.200 rpm, aproximadamente. Com um rodar bem macio, achei bem gostoso viajar com este carro. Porém, acho que o modelo ganha em conforto, mas perdeu em estabilidade direcional.

O modo automático, pelo pouco que experimentei, não me agradou, mas prefiro não comentar sem experimentar direito. Amanhã andarei mais nesse modo e posto as minhas impressões.

Abraços.

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94º Dia

Durante o Superteste da Revista MOTOCICLISMO, estamos utilizando o Chevrolet Meriva do Teste dos 100 Dias. Como estou avaliando a moto, o condutor principal – o fotógrafo Fabio Arantes – é quem deixará as primeiras impressões dele. Confiram:

Num primeiro contato o câmbio automatizado se mostra um pouco estranho nos arranques em primeira marcha, pois dá um tranco e é dificil dosar a aceleração em pequenas manobras.

No entanto, com o passar do tempo, a prática vai facilitando o trabalho. Já em velocidades mais altas, o sistema de transmissão automatizado se mostra bem resolvido. No mais, nos 500 km que rodamos hoje, destaque para o bom espaço interno, ideal para a família, e suspensões macias, que dão um bom conforto aos passageiros. Rodando com gasolina, o motor 1.8 teve um bom rendimento, proporcionando uma autonomia de aproximadamente 500 km.

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93º Dia

Ele é um bom companheiro

A alavanca do Chevrolet situa-se numa posição muito baixa em relação ao assento

A alavanca do Chevrolet situa-se numa posição muito baixa em relação ao assento

Para quem não mora na capital paulista, nunca é demais lembrar que a cidade vem sendo castigada pelas tempestades de verão. Ontem – quando tive a oportunidade de avaliar o Chevrolet Meriva Easytronic – não foi diferente. Por volta das 19h, o céu ficou carrancudo e uma tormenta desabou sobre a cidade, afetando com mais intensidade a Zona Leste da cidade.

Em virtude disso, meu trajeto foi diretamente afetado. A viagem de volta a minha residência, normalmente cumprido em cerca de 1 hora, saindo de Santo Amaro até a Vila Pruente, acabou levando o dobro do tempo. Tudo para evitar as regiões alagadas e mais congestionadas. Foram quase 30 km que, por outro lado, serviram para avaliar o comportamento da caixa automatizada do familiar compacto da GM do Brasil.

Nessa condição de anda-e-para constante, não posso negar que o sistema Easytronic mostrou-se perfeito e ajudou muito a reduzir o estresse. Afinal, trafegando a, no máximo 40 km/h, mal pude perceber a maior demora nas trocas de marcha em relação aos câmbios similares de VW Polo I-Motion e Fiat Idea Adventure. Pelo contrário, a impressão era mesmo a de estar em um carro automático convencional. Já hoje pela manhã,durante a vinda para a redação, aproveitei para utilizar a transmissão nos dois modos de troca (automático e manul), aproveitando a fluidez do trânsito.

A primeira observação negativa é que tive de regular o banco em sua altura mínima, já que a alavanca está situada em uma posição muito baixa. Essa condição, felizmente, não me causou nenhum incômodo. O quadro de instrumentos é visualizado facilmente e todos os comandos estão bem à mão. Mas preferia me acomodar numa posição um pouco mais elevada. Questão de gosto.

Comparando os três sistemas, dá para afirmar que o do Meriva é o mais lento de todos, além de provocar mais solavancos durante as trocas de marcha (especialmente ao passar da 1ª para a 2ª). Em compensação, o fato de o carro se movimentar assim que se tira o pé do freio (como em um automático convencional), assim como o padrão de trocas no modo manual – alavanca à frente para subir as marchas; para trás nas reduções - me agradaram bastante.

Por ser o pioneiro no uso desse tipo de câmbio, acredito que a GM deveria dedicar um pouco mais de atenção ao seu modelo. O Meriva parece ter parado no tempo, ainda mais quando comparado ao Fiat, cujo comportamento melhorou muito em relação aos primeiros.

Uma detalhe negativo (que não tem a ver com a transmissão, mas ao carro) foi com relação ao sistema de som, cujo alto-falante dianteiro esquerdo apresentou mau contato, prejudicando a reprodução, principalmente dos sons agudos.

Problemas de acabamento à parte, o Meriva Easytronic, em minha opinião, mostrou-se muito interessante para quem enfrenta os congestionamentos de uma metrópole como São Paulo e necessita de um veículo com um pouco mais de espaço. Eu, porém, ficaria com a comodidade do VW Polo I-Motion e seu sistema ASG mais moderno.

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92º dia

Bem, amanhã é hora de devolver o Meriva para o pessoal do Carro Online, e quer saber, gostei muito do carro. Nem vou entrar na questão preço porque o que é caro para mim pode não ser para você e vice-versa, mas este Chevolet me convenceu.

Hoje, já pensando em aumentar a família (leia-se o 1º filho) começo a olhar os carros procurando qualidades que, até pouco tempo atrás, eu nem considerava ou não eram uma prioridade. Espaço interno e conforto, por exemplo, eram duas coisas que pouco me importavam, mas que encontrei no Meriva… e gostei.

Sou um pouco detalhista, e nesse sentido, este carro me agradou pela quantidade de acessórios, mas não pela aparência simplória dos plásticos. Não notei ruídos incômodos, mas já existem algumas peças plásticas de acabamento riscadas. Pelo menos a chapa do carro garanto que é forte porque peguei uma tempestade de granizo que parou a rodovia dos Bandeirantes. Na hora pensei que o carro ficaria todo “metralhado”, mas nada, nem um amassadinho sequer.

O câmbio Easytronic. Nota 4 para o sistema no modo “A” e nota 7,5 para as trocas “manuais”. Esse motor 1.8 deveria ser aposentado imediatamente. O consumo de álcool, na estrada, foi de 7,3 km/l. Lembrando que havia 4 adultos no carro, ar ligado ou os 4 vidros abertos, e trafegando entre 120 e 140 km/h na maior parte do tempo.

No geral, entre o Meriva e o Idea, fico com o GM.

por Gabriel Berardi

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91º dia

Ontem rodei cerca de 400 km com o Meriva e, no geral, o carro me surpreendeu positivamente. Primeiro aspecto que gostei: espaço interno. Mesmo com 4 adultos altos no carro, sobrava espaço para as pernas e ninguém ficou raspando a cabeça no teto do carro. Um carro muito maior por dentro do que aparenta para quem o vê de fora.

A única reclamação de quem viajou no banco traseiro coube aos cintos de segurança (que não podem ser regulados em altura), e “enforcavam” os ocupantes do banco de trás.

Gostei muito da visibilidade do Meriva. A área envidraçada é enorme e a posição de pilotagem elevada ajuda ainda mais nesse sentido. O único ponto cego é causado pelas largas colunas traseiras, mas nada que atrapalhe muito.

As suspensões do Meriva priorizam nitidamente o conforto, o que é compreensível se pensarmos na proposta do carro. Macias, garantem um conforto bastante aceitável até mesmo em ruas bastante irregulares e a altura em relação ao solo é boa. Mesmo com o carro carregado, o assoalho não raspa nas lombadas e nem a frente nas valetas. Coisa rara hoje em dia. O único efeito colateral das suspensões macias é que a Meriva não é muito chegada em curvas. A carroceria inclina bastante e os pneus começam a reclamar muito cedo.

Apesar do excesso de plástico e da simplicidade no acabamento, o carro é cheio de porta-trecos, gavetas e alguns detalhes que tornam o dia a dia do motorista e passageiros mais agradável. Bancos de veludo, alças no teto e luzes de leitura para todos, tomada 12v, porta revistas e mesinhas para quem vai no banco de trás etc.

Na minha opinião, nesta versão avaliada, o ponto fraco do carro é o motor. Áspero, barulhento, beberrão…nada a ver com um carro prático como o Meriva. Nem o desempenho é tão bom assim (será o câmbio?)  Hoje a tarde fecho o consumo e coloco no próximo post, mas não passou de 7 km/l (rodoviário).

Aprendi a conviver melhor com o Easytronic, mas continuo achando que, ou esse sistema se aproxima mais às respostas de um câmbio automático de verdade, ou logo logo ele vai encalhar nas concessionária depois que a moda dos “automatizados” passar.  No modo “manual” até que é razoável, mas tem muito a evoluir quando deixamos para o carro fazer as mudanças. Em algumas situações chega a dar raiva, como por exemplo, pegar uma subida em que pode-se trafegar em 2ª ou 3ª marcha e o Easytronica mantem o carro em 1ª com o motor berrando a 5 500 rpm e não troca.

Hoje tenho um Fiesta e estava pensando em um carro um pouco maior. Pelas qualidades e comportamento, o Meriva entrou para a minha lista mas, com certeza, na versão 1.4 e com câmbio manual.

por Gabriel Berardi

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90º dia

Peguei o Meriva para passar o fim de semana, mas hoje rodei exclusivamente pela cidade de São Paulo. Foram poucas dezenas de quilômetros, mas o suficiente para ter as primeiras impressões do carro.

Já estamos no 90º dia deste teste e vocês devem estar cansados de ler sobre o câmbio automatizado, por isso, serei breve nesse quesito: não gostei do modo automático pela total falta de progressividade do sistema. No modo “manual” já me pareceu bem mais aceitável, especialmente com a tecla sport “S” acionada. No geral, mesmo que custasse a mesma coisa, optaria por um Meriva com três pedais.

O motor 1.8 proporciona um ótimo desempenho, mas é nítido que trata-se de um projeto antigo. É áspero, barulhento e bebe muito. Por ser a versão top de linha, esperava mais requinte no interior, mas por outro lado me surpreendi com o espaço interno, bem generoso.

Amanhã vou para a estrada afim de um contato mais íntimo com o carro. Prometo um post bem detalhado abordando os principais aspectos.

Por Gabriel Berardi

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89º Dia

Um bom carro!

Muitos podem dizer que é repetitivo ficar falando sobre o câmbio automatizado do Meriva, mas, não por acaso, este é o tema do blog: avaliar o dispositivo de trocas de marchas. Entretanto, no post de hoje, resolvi dar uma ênfase ao restante do carro, o que também deve ser levado muito em conta na hora da compra. Assim, separei alguns tópicos para explorar.
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Visual: considero a aparência do Meriva algo que nem compromete e também não impressiona positivamente. Possuindo o monovolume da Chevrolet, você não irá ser o centro das atenções, porém, estará sempre com um “cartão de visitas” neutro. Mas, uma coisa realmente me incomoda no Meriva. Desde seu lançamento, em 2002, o automóvel não recebeu nenhuma modificação profunda em sua estética.

Fazendo as contas, lá se vão oito anos. Acho um pouco inconveniente você adquirir um veículo com aparência tão similar a outro com vários anos de estrada, e isso vale para vários automóveis vendidos atualmente no Brasil. Estou ansioso para ver o que a Chevrolet irá fazer, já que a empresa declarou que até 2012 pretende renovar toda sua frota. Vamos esperar!

Ergonomia: em dois dias dirigindo o Meriva do Teste dos 100 Dias, um dos pontos positivos que encontrei foi a boa ergonomia apresentada. Ainda não fiz nenhuma viagem longa com o monovolume, mas o conforto tem sido bom e a posição de dirigir, um pouco elevada, agradável. Além disso, a visibilidade proporcionada também é eficiente.

Acabamento: em minha opinião, um carro que se auto-intitula “Premiun” necessitaria de um cuidado maior com seu acabamento. Não que existam rebarbas espalhadas por toda a parte, mas seu interior é muito simplista e possui excessiva utilização de plástico.
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Conclusão: após esta minha breve utilização do Meriva, posso dizer que como carro o veículo faz bem seu papel e não há como negar tratar-se de um bom veículo. Seu conceito de monovolume é interessante e acredito ter uma praticidade ótima para o dia a dia, assim como viagens. O motor também está bem acertado para o carro, porém, seu conjunto com o câmbio faz cair um pouco o desempenho.

Desse modo, pelo valor cobrado pelo veículo (R$ 54 026), esta não seria a minha opção de compra. Entretanto, para quem, por algum motivo necessita ou quer um automóvel sem embreagem, o Meriva trará vários benefícios se você não ligar para as trocas de marchas desordenadas e lentas.

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88º Dia

Raciocínio lento

Até hoje tive poucas experiências com carros automatizados e esta foi a primeira vez que dirigi o Meriva Easytronic. Bom, sempre escutei comentários desfavoráveis sobre este dispositivo de trocas de marcha, porém, tentei ser o menos preconceituoso possível neste contato inicial com o monovolume da Chevrolet. Como sou repórter da revista MOTOCICLISMO estou acostumado a fazer os trajetos casa/editora e editora/casa com motocicletas, assim, fazê-lo com um automóvel é sempre interessante.

Primeiro, posso dizer que tive muita sorte de estar ontem com o Meriva, já que no horário de meu percurso o mundo simplesmente desabou em São Paulo (grande novidade) e estar de moto seria um pouco desconfortável. Entre ida e volta para o trabalho rodei exatamente 60 km, o que não é muito para ter impressões mais profundas sobre o comportamento do veículo. Mesmo assim, é impossível não relatar o incômodo que traz o sistema Easytronic.

Acredito que a ideia dos câmbios automatizados é realmente muito boa, porém, neste caso do Meriva é necessário ainda um grande aprimoramento. Como a chuva estava forte ontem e o trânsito bem carregado, não pude realizar muitas experiências com o automóvel, mas a “demora de pensamento” para as trocas de marchas é latente. Em subidas, ocorreram algumas vezes de o sistema simplesmente não reduzir a marcha para acelerar de forma decente.

Tirando esta “falta de raciocínio” do Easytronic, o fato de não ter de ficar pisando na embreagem é muito prático, principalmente para enfrentar situações de tráfego intenso com muitas paradas. No entanto, acredito ser muito cedo para dar um veredicto sobre o Meriva e um carro não pode ser julgado apenas pela seu câmbio. Assim, pretendo analisar em novas oportunidades todo o restante do conjunto.

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87º dia

De volta ao trabalho

Após o recesso de fim de ano chegou o momento de retomar o teste do Chevrolet Meriva Easytronic, último modelo do Teste dos 100 Dias que está avaliando três veículos automatizados de marcas distintas (já foram avaliados Volkswagen Polo I-Motion e Fiat Idea Adventure Locker Dualogic).

É a segunda vez que entro em contato com o Meriva automatizado na cidade (a primeira vez foi no 72º dia) e, nesse último encontro, algumas características do sistema deixaram a desejar.

A primeira reclamação volta para o momento em que vou manobrar o veículo de ré na subida na garagem de minha casa (situação que qualquer motorista pode enfrentar).  É decepcionante a falta de progressividade para colocar o carro em movimento nessa situação e irritante ter que usar o freio de mão para tornar a manobra mais controlável quando não se está com paciência. E isso vai para todos os automatizados aqui testados e não apenas para o monovolume da Chevrolet. Mesmo tendo em mente que o sistema custa aproximadamente metade de um câmbio automático, essa situação é delicada demais. 

O comportamento que o Meriva possui de ir acoplando a embreagem no volante do motor – para colocar o veículo em movimento – quando o motorista retira o pé do freio me agrada, mas me incomoda o modo como o sistema insiste em patinar consideravelmente a embreagem toda vez que o acelerador recebe um pouco mais de pressão na hora de colocar o veículo em movimento. Se não fosse sanado com uma reprogramação da central de troca de marchas, tal comportamento, que desgasta a embreagem (seja ela reforçada – mais cara – ou não), poderia ser evitado com uma mínima redução na relação da primeira marcha. Isso iria exigir menos torque – e consequentemente menos rotação – do motor para colocar os 1.277 kg do veículo em movimento. Mas isso requer investimentos, consome tempo… E dinheiro… Sabe como é, não? 

Continuo tendo a sensação de que o Meriva é o modelo que mais consome tempo para efetuar as trocas de marchas. É confortável se você está com pressa, mas não agrada quando você precisa de mais desempenho. Acredito, por sinal, que o motor 1.8 do modelo tenha um considerável peso positivo no auxílio do funcionamento do câmbio por conta da boa dose de força em baixa rotação (17,7 kgfm de torque a 2.800 rpm). Ele faz sua parte com empenho, apesar de ser barulhento. 

Usar o câmbio no modo manual é desconfortável, uma vez que ele fica em posição baixa e o motorista precisa esticar o braço para alcançar a alavanca. 

É um sistema automatizado que não presta, então? Não, não é por aí. Mas as características do Meriva fazem dele o modelo que menos me agradou neste comparativo.

Postado em Comportamento, Câmbio