Ele é um bom companheiro

A alavanca do Chevrolet situa-se numa posição muito baixa em relação ao assento
Para quem não mora na capital paulista, nunca é demais lembrar que a cidade vem sendo castigada pelas tempestades de verão. Ontem – quando tive a oportunidade de avaliar o Chevrolet Meriva Easytronic – não foi diferente. Por volta das 19h, o céu ficou carrancudo e uma tormenta desabou sobre a cidade, afetando com mais intensidade a Zona Leste da cidade.
Em virtude disso, meu trajeto foi diretamente afetado. A viagem de volta a minha residência, normalmente cumprido em cerca de 1 hora, saindo de Santo Amaro até a Vila Pruente, acabou levando o dobro do tempo. Tudo para evitar as regiões alagadas e mais congestionadas. Foram quase 30 km que, por outro lado, serviram para avaliar o comportamento da caixa automatizada do familiar compacto da GM do Brasil.
Nessa condição de anda-e-para constante, não posso negar que o sistema Easytronic mostrou-se perfeito e ajudou muito a reduzir o estresse. Afinal, trafegando a, no máximo 40 km/h, mal pude perceber a maior demora nas trocas de marcha em relação aos câmbios similares de VW Polo I-Motion e Fiat Idea Adventure. Pelo contrário, a impressão era mesmo a de estar em um carro automático convencional. Já hoje pela manhã,durante a vinda para a redação, aproveitei para utilizar a transmissão nos dois modos de troca (automático e manul), aproveitando a fluidez do trânsito.
A primeira observação negativa é que tive de regular o banco em sua altura mínima, já que a alavanca está situada em uma posição muito baixa. Essa condição, felizmente, não me causou nenhum incômodo. O quadro de instrumentos é visualizado facilmente e todos os comandos estão bem à mão. Mas preferia me acomodar numa posição um pouco mais elevada. Questão de gosto.
Comparando os três sistemas, dá para afirmar que o do Meriva é o mais lento de todos, além de provocar mais solavancos durante as trocas de marcha (especialmente ao passar da 1ª para a 2ª). Em compensação, o fato de o carro se movimentar assim que se tira o pé do freio (como em um automático convencional), assim como o padrão de trocas no modo manual – alavanca à frente para subir as marchas; para trás nas reduções - me agradaram bastante.
Por ser o pioneiro no uso desse tipo de câmbio, acredito que a GM deveria dedicar um pouco mais de atenção ao seu modelo. O Meriva parece ter parado no tempo, ainda mais quando comparado ao Fiat, cujo comportamento melhorou muito em relação aos primeiros.
Uma detalhe negativo (que não tem a ver com a transmissão, mas ao carro) foi com relação ao sistema de som, cujo alto-falante dianteiro esquerdo apresentou mau contato, prejudicando a reprodução, principalmente dos sons agudos.
Problemas de acabamento à parte, o Meriva Easytronic, em minha opinião, mostrou-se muito interessante para quem enfrenta os congestionamentos de uma metrópole como São Paulo e necessita de um veículo com um pouco mais de espaço. Eu, porém, ficaria com a comodidade do VW Polo I-Motion e seu sistema ASG mais moderno.