Como já é costume ao final de todos os Testes dos 100 Dias, seguem as opiniões de quem andou nos carros. Lembrem-se que nem todos conseguiram testar os três câmbios e, portanto, opinaram apenas sobre os carros que dirigiram. Acompanhe.
Wilson Toume, editor-chefe da CARRO
Em minha opinião, o principal aspecto que deve ser observado nesta edição do já consagrado Teste dos 100 Dias é o de que os automatizados são, definitivamente, uma opção muito interessante para quem vive nas grandes cidades e tem de enfrentar diariamente os congestionamentos. A praticidade e, principalmente, a comodidade oferecidas pelo sistema robotizado permitem diminuir o estresse e o cansaço, já que poupa o condutor do esforço adicional de trocar as marchas e acionar o pedal da embreagem. Pode parecer pouco, mas para quem enfrenta engarrafamentos por mais de 2 horas diárias (entre ida e volta do trabalho, por exemplo), a diferença é considerável.
Isto posto, aponto o VW Polo I-Motion como a minha opção preferida. Além do sistema ASG ter se mostrado bastante eficiente, gostei muito das borboletas junto ao volante, que são tão práticas que, num congestionamento, você nem precisa passar o câmbio para a posição Auto, se assim desejar. Pode trocar as marchas por meio das aletas. Se preferir, contudo, o acionamento também pode ser feito por meio da alavanca, que obedece a um padrão bastante intuitivo: para a frente nas marchas ascendentes, atrás para reduzir.
O Idea Adventure Locker Dualogic é a minha segunda opção. Comparado aos carros que dirigi antes com essa mesma caixa, o monovolume mostrou melhoria considerável, provocando poucos trancos durante as trocas no modo manual. Deixo-o em segundo pelo fato de ele não oferecer borboletas para as trocas nem mesmo como opcional e também pelo fato de o seu padrão (na alavanca) obedecer a uma lógica inversa – ao menos em minha opinião: as marchas ascendentes são engatadas movendo o câmbio para trás e as reduções ocorrem movimentando-a para a frente. Os leitores poderão dizer que se trata de uma questão de costume, mas, como disse, é pouco intuitivo.
Por fim, o Chevrolet Meriva. Embora se trate do pioneiro com essa tecnologia, o modelo da GMB parece não ter evoluído desde então. As trocas de marcha no modo automático até se mostraram suaves, mas comparando o comportamento do veículo com o dos rivais, o do Meriva é o mais lento. Além disso, falta um pouco mais de requinte ao monovolume. O painel, por exemplo, não exibe a marcha engatada quando se opta pelas trocas manuais e o carro não oferece regulagens da coluna de direção.
Notas:
Polo: 8
Idea: 7,5
Meriva: 6
César Tizo, repórter do portal Carro Online
Independentemente dos trancos e peculiaridades de cada transmissão, quanto mais tecnologia tivermos à disposição, melhor para nós. Os câmbios automatizados entram nesse mérito e as fabricantes que resolveram disponibilizar esse dispositivo nos seus modelos devem ser elogiadas. Só quem passa muito tempo no trânsito sabe as dores nas costas, nas pernas e o estresse que torna o prazeroso ato de dirigir algo tão cansativo hoje em dia.
Pensando nisso, é reconfortante saber que, por R$ 38.180, já é possível comprar o Fiat Palio com a transmissão Dualogic e descansar a perna esquerda. Na tentativa de melhor avaliar esta que já pode ser considerada a nova moda do mercado brasileiro, pudemos entrar em contato mais profundamente durante três meses com os sistemas que Fiat, Volkswagen e Chevrolet oferecem nessa área.
As três opções aqui reunidas, Dualogic no caso da Fiat, ASG I-Motion na Volkswagen e Easytronic na Chevrolet, não foram tão díspares entre si, já que nenhuma delas consegue anular o chamado “efeito gangorra” durante as trocas de marcha. Ainda que opcionalmente, pelo menos o Polo I-Motion disponibiliza as alavancas para troca de marcha atrás do volante. Por outro lado, todos contam com modo esportivo na caixa de marchas, o qual pode ser acionado pressionando um botão perto da alavanca do câmbio.
Concentrando a avaliação somente na transmissão, achei a utilizada pela Fiat a mais bem acertada e com trocas relativamente suaves, sendo que a da Volkswagen se destaca pela rapidez. Um aspecto que ajuda no caso do Polo reside nas relações da segunda, terceira e quarta marchas, que foram reduzidas para diminuir o espaço de troca. Já o Meriva, que fechou esta edição do Teste dos 100 Dias, tem como maior problema justamente o oposto do Polo, a lentidão entre cada operação. Na gíria popular, a impressão é que ele “queima a embreagem” ao pressionarmos o acelerador, uma sensação não muito agradável.
Notas:
Idea: 7,5
Polo: 7
Meriva: 6
2 comentários
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Bom saber q o editor chefe da revista sabe qual é sentido de trocas sequenciais q sempre foi utilizado em competições, o mais intuitivo ¬¬
Acho que o sentindo de troca de marchas no modo seqüencial, mais intuitivo é o utilizado pela Fiat, Crescente para trás e Redução para frente. Mas só a Fiat e a Ford atualmente no mercado brasileiro estão adotando este sentindo.