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Focus estreará nesta semana

Caros leitores,

Antes de tudo, pedimos desculpas pela demora no começo do teste. A Ford havia prometido o carro para o início da semana passada, mas houve um atraso com a devolução do modelo reservado para nós.

Com isso, a marca nos garantiu que teríamos o Focus à disposição entre segunda e terça-feira (dias 8 e 9). Já estamos em contato com a fabricante e começaremos a avaliação dentro de poucos dias.

Obrigado.

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Focus 1.6 e 2.0 flex: os próximos dos 100 Dias

Focus_1

Demoramos a conseguir uma confirmação oficial da Ford por conta da pequena frota de Focus 1.6 disponível, mas hoje batemos o martelo com a marca: teremos o carro equipado com o novo motor 1.6 16V Sigma a partir da próxima semana.

Mas as novidades não param por aí. Depois de testar por 50 dias o Focus 1.6 Flex, mostraremos aqui como se comportará o mesmo modelo equipado com motor 2.0 Duratec também bicombustível. Isso mesmo, você não leu errado: até o fim do ciclo de 50 dias com o 1.6, o 2.0 flex já terá chegado ao mercado e substituirá a versão de entrada na nossa avaliação.

Portanto, não faltarão Focus para analisarmos e mostrarmos para vocês nos próximos três meses. Vale lembrar que o objetivo da Ford com os novos motores flex não é modesto: atingir a liderança do segmento e desbancar Chevrolet Astra e Hyundai i30, o novo “bicho-papão” da categoria.

Será que ele tem cacife para isso? Atirem os primeiros comentários!

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Conclusões – Parte IV

Rafael Miotto, repórter das revistas MOTOCICLISMO e MOTO VERDE

Achei muito interessante a iniciativa deste Teste dos 100 Dias. Ao contrário das outras edições das quais também participei, desta vez a análise não estava voltada a um produto específico, mas sim ao sistema de câmbio automatizado, que está “na moda” atualmente.

Dentre os carros que passaram pela equipe nestes 100 dias, tive a oportunidade de dirigir o Polo I-Motion e o Meriva Easytronic, ficando de fora o Idea Dualogic. Em minha opinião, o concorrente da Volkswagen leva vantagem sobre o Chovrolet. Não somente o câmbio apresenta um funcionamento melhor, como o carro está mais atualizado. Bem, diferenças à parte, após passar um tempo rodando com carros automatizados, cheguei ao veredicto de que só compraria um veículo desse tipo por “forças maiores”. A “incerteza” na hora das trocas de marchas e a falta de progressividade na aceleração, sem dúvida, me deixaram desconfortável em relação ao sistema. Prefiro um carro com câmbio manual ou faria uma “forcinha” (R$) para adquirir um automático de verdade 

Notas:

Polo – 7,5

Meriva – 7

Gabriel Berardi, repórter das revistas MOTOCICLISMO e MOTO VERDE

Discordo de quem diz que o câmbio automatizado proporciona o mesmo prazer de um câmbio manual e, de quebra, traz o conforto de um automático.

Se você pensa no automóvel como um mero meio de transporte, sim, invista em um Easytronic, Dualogic etc., mas se você gosta de dirigir, fique com o manual ou parta logo para um automático.

Só andei no Meriva, e é um carro que me surpreendeu. Para uma família, encontro nesse modelo uma ótima opção pelo espaço, conforto, segurança e praticidade. Não gostei do motor 1.8, a meu ver, antiquado. Acredito que a versão 1.4 Econoflex com câmbio manual seria a minha opção.

Nota:

Meriva: 7,5

Márcio Murta, repórter do portal Carro Online

Polo I-Motion

No câmbio automatizado da VW me senti melhor ao utilizar a opção manual do que a automática – teoricamente, a principal razão de existência do automatizado. Digo que no I-Motion fui “convidado” a realizar as trocas de marchas por conta das – divertidas – borboletas no volante (opcionais).

Apesar de divertido em modo manual, entretanto, quando utilizado no modo automático o câmbio apresentou certa indecisão sobre qual marcha utilizar, além de suas trocas em médio giro apresentarem desacelerações um pouco incômodas.

Diria que este é um câmbio aconselhável para quem gosta de trocar marchas, mas que, ao mesmo tempo, faz questão de ter a opção de relaxar momentaneamente – caso contrário, não abriria mão do velho (e ótimo) câmbio manual que a VW atualmente utiliza em seus motores.

Idea Locker Dualogic

É o câmbio com o melhor acerto e responsável pelas trocas de marcha mais suaves do comparativo, em minha opinião. Foi o automatizado que mais me despertou a vontade de dirigir no modo automatizado – ou menos senti a necessidade de dirigir um manual de verdade.

Quando a opção foi conduzir o Idea em modo manual, a posição das trocas de marcha (ascendentes para trás e descendentes para frente) é a mais instintiva. O Dualogic vai muito bem tanto em “D” quanto na situação em que o motorista deseja dirigir no modo manual.

É, em minha opinião, o mais equilibrado dos três avaliados. Ainda assim, é um automatizado, e isso significa que ele não é “redondo” como um automático.

Meriva Easytronic

Cumpre a função de aposentar seu pé esquerdo, mas sem muita sofisticação. Apesar de contar com o sistema que inicia o acoplamento da embreagem quando o motorista retira o pé do freio, o câmbio queima embreagem na hora em que se exige um pouco mais da arrancada e também apresenta patinagem do sistema em algumas retomadas.

Pior do que as queimadas de embreagem, em alguns momentos também me assustei com a arrancada em subidas, situação em que acelerei, mas o Meriva desceu. Situação inaceitável.

Em baixo giro as trocas, apesar de suaves, são lentas. Já em alta rotação o tempo para que as marchas sejam ascendidas parece ser ainda maior e isso é incômodo quando o motorista necessita de desempenho. Todos os automatizados precisam evoluir, mas o Easytronic, de longe, é o que precisa dar o maior passo para acompanhar o segmento.

Notas:

Idea: 9

Polo: 8,5

Meriva: 6,5

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Conclusões – Parte III

Leonardo Barbosa, assistente de testes da CARRO e do Carro Online

Dirigindo os três veículos do Teste dos 100 Dias, concluo que todos têm seus pontos positivos e negativos. Os sistemas ainda precisam se desenvolver mais, tornando-se  iguais aos câmbios automáticos, que no início não eram bem aceitos. Hoje, porém, alguns modelos tem sua performance melhor no câmbio automático do que no manual. 

A transmissão automatizada do Fiat Idea Adventure Dualogic proporciona muito conforto na hora de dirigir por causa da rápida troca de marchas e não possui muitos trancos em comparação aos câmbios automatizados do Polo I-Motion e do Meriva Easytronic.

O Polo I-Motion, embora seja o mais completo, possui opção de troca de marchas através das borboletas no volante. Andando com o veículo em rotações baixas ou no anda e para do trânsito, suas trocas de marchas ocorrem com muitos trancos, obrigando assim o motorista dirigir acima dos 3.000 rpm para diminuir esse problema.

Já o Meriva Easytronic, o mais velho entre os três veículos com câmbios automatizados, mantém o carro engatado mesmo quando para e obriga o motorista a ficar com o pé no freio. Porém, as trocas de marcha são muito lentas e, na hora de arrancar, parece que a transmissão queima um pouco de embreagem para poder sair, passando assim uma má impressão de que a embreagem está no final.

Assim, a minha escolha do melhor veículo com câmbio automatizado é o Fiat Idea Adventure Locker Dualogic. Em segundo lugar vem o Polo I-Motion e em terceiro o Meriva Easytronic.

Notas:

Idea: 7,5

Polo: 7

Meriva: 6

Thiago Vinholes, repórter do portal Carro Online 

Ter o privilégio de não usar o pé esquerdo para acionar o pedal de embreagem no trânsito das grandes cidades é um alento. Porém, como um carro com câmbio automático custa uma fábula para um consumidor médio no Brasil, os automatizados são uma alternativa sedutora. Mas vamos com calma. Antes da escolha definitiva é preciso se informar bem sobre os modelos disponíveis no mercado e, se possível, conhecê-los pessoalmente.

Testamos aqui duas novidades ainda bastantes quentes, o Volkswagen Polo I-Motion e o Fiat Idea Adventure Locker Dualogic (que nome longo, aliás), e o já conhecido Chevrolet Meriva Easytronic. Os três cumprem a tarefa de aposentar a perna canhota, mas cada um à sua maneira, variando entre a plena satisfação e a irritação profunda.

O Polo é o mais democrático. Seu sistema automatizado agrada pela rapidez nas trocas, em especial no modo S. Outra vantagem do modelo, apesar de ser um opcional com preço bastante elevado, é seu volante multifuncional com borboletas na coluna de direção para trocas de marcha. Guardadas as proporções, trocar as marchas nesse modo dá ao motorista uma pitada de piloto de Fórmula 1. Porém, o equipamento, quando manuseado pelo software de controle do câmbio, às vezes é um tanto teimoso. Em situações em que o veículo poderia muito bem rodar em quinta marcha, poupando combustível, o sistema insiste nas reduções, elevando o giro do motor e gastando mais combustível.

No Idea não há teimosia: o sistema sabe como economizar combustível. Mas quando você tenta algo mais ousado, como reduzir duas ou três marchas de uma só vez, um estridente apito seguido da mensagem “manobra não consentida” no painel tratam de conter o ímpeto do motorista. No entanto, o monovolume automatizado da Fiat opera de maneira impecável. As marchas, mesmo no modo automático, são trocadas em perfeita sincronia e seu tranco, comum nesse tipo de carro, é suave, diferente dos modelos da Volks e Chevrolet, que exageram nesse ponto.

Quer se irritar? Dirija um Meriva Easytronic. A convivência com o carro requer a paciência de um monge tibetano. Seu câmbio demora muito (muito mesmo!) para reagir aos comandos no modo manual, sem falar em falhas simples, como a dificuldade de engate da primeira marcha em aclives e declives, que por vezes pode até mesmo assustar. Por estar há mais tempo no mercado, tais problemas já poderiam ter sido sanados pela GM, mas ela ainda não o fez. Além disso, o tranco nas mudanças de marcha do Meriva é disparado o mais forte entre os modelos testados. Sua única vantagem em relação aos demais modelos avaliados é a facilidade em estacionar ou manobrar o veículo em espaços pequenos. Nesse ponto, o monovolume se comporta como um legítimo carro automático. Mas é apenas isso.

Concluo minha participação nesse teste com o seguinte ranking: Idea Adventure Locker Dualogic bem à frente, seguido do Polo I-Motion, em segundo, e Meriva Easytronic na lanterna, comendo (muita) poeira.

Notas:

Idea: 9

Polo: 8

Meriva: 5

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Conclusões – Parte II

Angelo Treviso, editor de testes da revista CARRO

Volkswagen Polo I-Motion: a Volkswagen sempre foi uma referência mundial quando o assunto é tecnologia — além, é claro, de oferecer qualidade na fabricação de seus veículos. Em se tratando da linha Polo não foi diferente. Uma das novidades do hatchback em 2009 foi seu câmbio automatizado I-Motion (ASG). Entretanto,  rodando com o carro é que se tem a perfeita impressão do seu funcionamento. No modo automático, o câmbio ASG reage de maneira estranha e parece não assimilar o comando do motorista. Em uma condição de tráfego normal, por exemplo, em uma avenida onde o trânsito permite desenvolver uma velocidade constante, a marcha selecionada é mantida junto com a rotação do motor. Até aqui, ok!

Outra situação: o trânsito congestiona e começa aquele anda e para a 5 km/h. A transmissão também reage bem e quando dá ela troca uma ou mais marchas com suavidade. Também perfeito! Contudo, duas situações não me agradaram. A primeira delas foi  naquele momento em que vindo em 5ª marcha foi preciso dar aquela paradinha antes de entrar em uma via onde o trânsito estava mais rápido e as  marchas se embaralham. A sensação que tive foi que o câmbio começou a procurar a melhor delas, mas enquanto isso não aconteceu pareceu que o motor iria apagar e não daria tempo de entrar no ritmo da via expressa.

Outra situação: o trânsito estava fluindo bem, mas de repente a velocidade à frente diminui e logo em seguida precisou ser retomada. Como reação espontânea fiz o kick-down, mas não adiantou. Mais uma vez esperei o câmbio “pensar” no que ele iria fazer até que a velocidade fosse retomada. Definitivamente no modo automático, ao menos na cidade, não gostei do câmbio. E quer saber? Minha opinião se confirmou na prática: trocando de marchas pelas borboletas do volante e aproveitando a faixa de giro que eu achava melhor em cada situação o desempenho do I-Motion passou da água para o vinho. O carro ficou mais confiável e gostoso de dirigir. No modo manual, o câmbio se entende com o motor e com isso a reação da troca entre uma marcha e outra, mesmo durante as reduções, é mais precisa.

Por fim, na estrada rodando a velocidade de 100 km/h e no modo automático, o sistema realizou poucas trocas de marchas, apenas antes de parar nas praças de pedágio ou quando precisei fazer alguma ultrapassagem. Com a 5ª marcha engatada, o Polo rodou suavemente. Contudo, no modo manual, mesmo na estrada, em minha opinião o desempenho do I-Motion é melhor. Com isso provei para mim mesmo que a opção manual no I-Motion oferece mais prazer ao dirigir. O modo automático não invalida a sua função, mas como usuário ele só faz sentido mesmo no trânsito pesado.

Fiat Ideal Adventure Locker Dualogic: privilegiado por dirigir veículos equipados com câmbios automatizados das mais variadas marcas, confesso que tive uma grata surpresa no meu contato com o Idea Adventure Locker Dualogic, principalmente encarando o trânsito de São Paulo. No congestionamento, o comportamento do Dualogic é perfeito. As trocas são feitas com poucos (e leves) trancos e no tempo ideal de acordo com a pressão no pedal do acelerador.

Também gostei do Dualogic em subidas, quando o sistema mantém o carro com fôlego sem ficar pedindo marcha, como acontece em alguns modelos com câmbio automático. Além da conveniência no congestionamento, o Dualogic também mostrou que ele pode ser um bom aliado para dirigir com economia. Pelo computador de bordo, cheguei a fazer até 7,6 km/litro com álcool.

Na estrada, mais uma vez a caixa de marcha automatizada fez valer a pena a sua existência na linha Adventure. Durante uma viagem até o litoral sul de São Paulo, a rodagem do Idea foi constantemente suave e proporcionou comodidade. Com a 5ª marcha engatada no modo automático o Dualogic proporcionou bom desempenho. Na subida da Serra do Mar, realizada pela pista antiga da Rodovia dos Imigrantes em meio aos caminhões, o Idea mostrou bom fôlego embalado em 5ª marcha automática.

Quanto ao câmbio Dualogic, nosso protagonista do teste, o sistema automatizado funcionou perfeitamente durante a minha avaliação. A não ser os pedidos para repetir a operação quando eu tentava engatar as marchas rapidamente durante as manobras, e ele não aceitava, o Dualogic fez bem o seu papel principal: proporcionar conveniência.  

Chevrolet Meriva Easytronic: a chegada do Chevrolet Meriva Easytronic, em novembro de 2007, inaugurou uma nova era no mercado nacional de minivans compactas (ou monovolumes). Afinal, ele foi o primeiro modelo desse tipo com transmissão robotizada. Fácil de operar, o câmbio manual automatizado torna o Meriva mais ágil quando as marchas são trocadas no modo sequencial, ou seja, movendo a alavanca para frente ou para trás. Na opção automática, a reação do câmbio é mais lenta do que o esperado e dá alguns trancos. Por ter as relações de marchas mais longas que as do câmbio manual convencional, o Meriva Easytronic é bom de dirigir na cidade.

Na estrada, o desempenho do motor 1.8 casa melhor quando o modo esportivo — a tecla S ao lado da alavanca de câmbio — está selecionado. Nessa opção, ao fazer o kick-down para puxar as marchas mais fortes, a troca de marchas ocorre em giros mais altos, dando fôlego ao motor. Com o câmbio na posição automática e a 5ª marcha engatada, a transmissão faz o Meriva Easytronic deslanchar suavemente pelo asfalto. Nessa condição de uso e rodando a velocidade de 110 km/h, o motor 1.8 Flexpower consome menos.

Em resumo: considerando a conveniência que o câmbio automatizado  oferece principalmente na cidade, e que o sistema Easytronic é cerca R$ 2.000 mais barato que a transmissão automática, o Meriva Premium 1.8 Easytronic é uma boa opção.

Notas:

Polo: 8

Idea: 7,5

Meriva: 7

Rafael Munhoz, editor da revista RACING

Começo minha conclusão admitindo que este teste com os câmbios automatizados me surpreendeu em alguns pontos e apenas confirmou a expectativa em outros. Quando soube dos nomes que integrariam a avaliação, logo imaginei que o Polo I-Motion (com câmbio ASG) ganharia de lavada de seus rivais, já que as experiências anteriores que eu tive com os câmbios Dualogic (no Stilo e no Palio) e Easytronic (no próprio Meriva) não tinham sido muito boas.

Mas aí é que começa a surpresa. O primeiro teste com o VW Polo Sportline I-Motion mostrou-me um câmbio bom, com certa rapidez, mas que dá trancos maiores do que eu esperava. Nenhum automatizado faz milagres, conclui. Mas ao começar a avaliar o Fiat Idea Adventure Locker Dualogic, tive a surpresa mais agradável dos últimos 100 dias: as trocas de marcha são feitas com mais suavidade que nos concorrentes e em uma velocidade menor. Realmente gostei do modelo da marca italiana e, admito, não esperava ter uma sensação tão boa ao dirigi-lo. 

No Chevrolet Meriva Premium Easytronic, apenas confirmei o que eu já havia notado quando guiei o carro anteriormente: trata-se de um câmbio nada ruim, mas que deve bastante aos seus adversários deste teste. Mesmo com um motor 1.8 de 114 cv, parece que o veículo está sendo equipado com um propulsor bem menos potente. 

Em relação ao carro em si, considerando todos os elementos, e não o câmbio, considero um empate técnico entre o Polo e o Idea, já que, pessoalmente, prefiro o hatch da Volkswagen em outros quesitos (como estabilidade, esportividade etc.).

Minha conclusão acerca dos câmbios automatizados utilizados neste teste é que o Dualogic evoluiu – e muito! – desde que começou a ser comercializado no Brasil. O ASG de 5 marchas que equipa o Polo já chegou ao nosso país com um nível muito bom, mas que ainda pode melhorar na suavidade. O Easytronic, por fim, merece um pouco mais de atenção por parte da Chevrolet para se aproximar dos rivais. 

Notas:

Idea: 8

Polo: 7,5

Meriva: 6,5

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Conclusões – Parte I

Como já é costume ao final de todos os Testes dos 100 Dias, seguem as opiniões de quem andou nos carros. Lembrem-se que nem todos conseguiram testar os três câmbios e, portanto, opinaram apenas sobre os carros que dirigiram. Acompanhe.

Wilson Toume, editor-chefe da CARRO

Em minha opinião, o principal aspecto que deve ser observado nesta edição do já consagrado Teste dos 100 Dias é o de que os automatizados são, definitivamente, uma opção muito interessante para quem vive nas grandes cidades e tem de enfrentar diariamente os congestionamentos. A praticidade e, principalmente, a comodidade oferecidas pelo sistema robotizado permitem diminuir o estresse e o cansaço, já que poupa o condutor do esforço adicional de trocar as marchas e acionar o pedal da embreagem. Pode parecer pouco, mas para quem enfrenta engarrafamentos por mais de 2 horas diárias (entre ida e volta do trabalho, por exemplo), a diferença é considerável.

Isto posto, aponto o VW Polo I-Motion como a minha opção preferida. Além do sistema ASG ter se mostrado bastante eficiente, gostei muito das borboletas junto ao volante, que são tão práticas que, num congestionamento, você nem precisa passar o câmbio para a posição Auto, se assim desejar. Pode trocar as marchas por meio das aletas. Se preferir, contudo, o acionamento também pode ser feito por meio da alavanca, que obedece a um padrão bastante intuitivo: para a frente nas marchas ascendentes, atrás para reduzir.

O Idea Adventure Locker Dualogic é a minha segunda opção. Comparado aos carros que dirigi antes com essa mesma caixa, o monovolume mostrou melhoria considerável, provocando poucos trancos durante as trocas no modo manual. Deixo-o em segundo pelo fato de ele não oferecer borboletas para as trocas nem mesmo como opcional e também pelo fato de o seu padrão (na alavanca) obedecer a uma lógica inversa – ao menos em minha opinião: as marchas ascendentes são engatadas movendo o câmbio para trás e as reduções ocorrem movimentando-a para a frente. Os leitores poderão dizer que se trata de uma questão de costume, mas, como disse, é pouco intuitivo.

Por fim, o Chevrolet Meriva. Embora se trate do pioneiro com essa tecnologia, o modelo da GMB parece não ter evoluído desde então. As trocas de marcha no modo automático até se mostraram suaves, mas comparando o comportamento do veículo com o dos rivais, o do Meriva é o mais lento. Além disso, falta um pouco mais de requinte ao monovolume. O painel, por exemplo, não exibe a marcha engatada quando se opta pelas trocas manuais e o carro não oferece regulagens da coluna de direção.

Notas:

Polo: 8 

Idea: 7,5 

Meriva: 6

César Tizo, repórter do portal Carro Online

Independentemente dos trancos e peculiaridades de cada transmissão, quanto mais tecnologia tivermos à disposição, melhor para nós. Os câmbios automatizados entram nesse mérito e as fabricantes que resolveram disponibilizar esse dispositivo nos seus modelos devem ser elogiadas. Só quem passa muito tempo no trânsito sabe as dores nas costas, nas pernas e o estresse que torna o prazeroso ato de dirigir algo tão cansativo hoje em dia.

Pensando nisso, é reconfortante saber que, por R$ 38.180, já é possível comprar o Fiat Palio com a transmissão Dualogic e descansar a perna esquerda. Na tentativa de melhor avaliar esta que já pode ser considerada a nova moda do mercado brasileiro, pudemos entrar em contato mais profundamente durante três meses com os sistemas que Fiat, Volkswagen e Chevrolet oferecem nessa área.

As três opções aqui reunidas, Dualogic no caso da Fiat, ASG I-Motion na Volkswagen e Easytronic na Chevrolet, não foram tão díspares entre si, já que nenhuma delas consegue anular o chamado “efeito gangorra” durante as trocas de marcha. Ainda que opcionalmente, pelo menos o Polo I-Motion disponibiliza as alavancas para troca de marcha atrás do volante. Por outro lado, todos contam com modo esportivo na caixa de marchas, o qual pode ser acionado pressionando um botão perto da alavanca do câmbio.

Concentrando a avaliação somente na transmissão, achei a utilizada pela Fiat a mais bem acertada e com trocas relativamente suaves, sendo que a da Volkswagen se destaca pela rapidez. Um aspecto que ajuda no caso do Polo reside nas relações da segunda, terceira e quarta marchas, que foram reduzidas para diminuir o espaço de troca. Já o Meriva, que fechou esta edição do Teste dos 100 Dias, tem como maior problema justamente o oposto do Polo, a lentidão entre cada operação. Na gíria popular, a impressão é que ele “queima a embreagem” ao pressionarmos o acelerador, uma sensação não muito agradável.

Notas:

Idea: 7,5

Polo: 7

Meriva: 6

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100º Dia

Passando a régua

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Foram 100 dias de câmbios automatizados, muitas discussões, algumas surpresas e uma conclusão: os carros equipados com essa nova tecnologia são uma opção bem interessante e devem ser olhados com carinho principalmente por quem enfrenta trânsito pesado diariamente.

Seja de Meriva Easytronic, de Idea Dualogic ou de Polo I-Motion, relaxar o pé esquerdo, especialmente nas ruas de São Paulo (onde trafegamos a maior parte do tempo), é uma facilidade que vale os cerca de R$ 2.500 investidos em um automatizado.

Ficou claro também que eles não devem e não podem ser comparados aos câmbios automáticos convencionais, com conversor de torque. Caso seja essa a intenção, obviamente os automatizados, que tem estrutura de câmbio manual com trocas robotizadas, parecerão inferiores. Mas eles não são. São diferentes, mais simples e baratos e devem, sim, ter seu custo/benefício comparado ao de um câmbio manual.

Resumindo: quem anda de automático provavelmente não ficará satisfeito a bordo de um automatizado, mas quem troca marchas “desesperadamente” no trânsito das grandes cidades vai gostar muito da ideia de aposentar o pé esquerdo, mesmo que alguns desses câmbios ainda precisem evoluir e exijam uma certa adaptação (cada vez menor graças à evolução dos sistemas) no modo de dirigir para evitar trancos.

I-Motion vs. Dualogic vs. Easytronic

Quem acessa o Teste dos 100 Dias desde o início acompanhou as avaliações, pela ordem, de Volkswagen Polo I-Motion, Fiat Idea Adventure Locker Dualogic e Meriva Easytronic.

Os leitores viram também que gostamos da tecnologia empregada no modelo da Volks, mas nos surpreendemos positivamente com a evolução do Dualogic (que não deixou boa impressão quando estreou no Stilo, em janeiro de 2008). O Easytronic, porém, teve desempenho apenas mediano.

Chega a hora, portanto, de ordenar nossas preferências e expor as conclusões aos leitores, o que faremos ao longo desta semana com as opiniões de vários motoristas, começando pela deste que vos escreve.

Sem mais delongas, neste teste minha ordem de preferência seria Dualogic, I-Motion e Easytronic.

Gostei bastante do câmbio do Polo, mas a calibração da caixa de marchas do Idea realmente surpreendeu (vale lembrar que o Stilo, infelizmente, ainda continua com o mesmo acerto usado no lançamento e criticado até hoje).

Mais suave nas trocas, o Idea pecou apenas por não ter borboletas para troca de marchas no volante e por um certo “nervosismo” na hora de manobrar (é preciso cuidado na dose aplicada no acelerador para que o carro não ande mais do que o necessário).

Já o Polo, apesar de rápido em trocas esportivas e apenas um pouco menos suave que o Idea em condições normais, é indeciso em certos momentos no trânsito. 

Por fim, o Meriva traz o benefício do sistema que faz o carro andar apenas soltando o pedal do freio (como nos automáticos convencionais), mas é o mais lento dos três nas trocas. 

Automatizados vs. automáticos

Todos os modelos automatizados testados são boas opções dependendo da faixa de preço na qual você queira atuar. Se pelo mesmo valor a concorrência oferecer modelos com câmbio automático, opte por essa tecnologia. Se não for o caso, os automatizados também servirão bem.

No caso do Polo, os automáticos mais próximos são hatches médios como Golf, Vectra GT, Focus, C4 e 307, ou seja, modelos mais caros. Meriva e Idea, porém, concorrem com o Honda Fit, que tem a versão 1.4 LX automática por R$ 56.820, e com o Nissan Livina, que parte de R$ 50.690 com motor 1.8 e câmbio automático. O preço é pouco superior aos R$ 55.540 do Idea e um pouco mais distante dos R$ 50.493 cobrados por um Meriva Premium sem opcionais.

Acho, porém, que o câmbio automatizado fará sucesso mesmo em modelos mais baratos como Gol I-Motion e Palio Dualogic, que têm faixa de preço muito distante de opções automáticas.

E você, caro leitor, o que conclui após nossos 100 dias de testes? Teria um automatizado em casa? Ou ainda prefere pagar mais por um automático? Deixe sua opinião e acompanhe as conclusões ao longo da semana.

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99º Dia

Última análise

Infelizmente não consegui andar o que gostaria com o Meriva, mas, sinceramente, o carro me agradou pela simplicidade e prazer ao dirigir no pouco contato que tive com ele.

Trata-se de um carro simples, mas honesto em sua proposta familiar. Tem uma posição de dirigir agradável, ótimo espaço interno e diversos porta-trecos, além de uma suspensão bem confortável para o dia a dia. É o legítimo carro de família que não se destaca em nenhum aspecto, mas agrada na média. 

Powertrain

A motorização de 1.8 litro do modelo é adequada para a proposta do veículo quanto ao desempenho, mas o carro poderia ser bem menos beberrão e ruidoso. Quanto ao câmbio, existe uma polêmica enorme em cima dele e, confesso, ainda não consegui ter uma opinião muito bem formada em relação ao sistema. Precisaria andar mais com o carro.

Na minha breve avaliação, achei o Easytronic positivo, mas com ressalvas. Para um trânsito carregado do dia a dia, a opção automática funciona bem e ajuda a relaxar o motorista, mas quando andamos em locais onde precisamos ganhar e perder velocidade frequentemente — como, por exemplo, atravessando diversos cruzamentos — o câmbio dá muitos trancos e é lento. No modo manual ele funciona bem, mas as trocas são um tanto lentas. Por enquanto, recomendo, até mesmo pela proposta do carro.

Suspensões

O Meriva é voltado ao conforto e ponto final. Sua carroceria balança bastante em velocidades mais elevadas, mas o modelo está longe de ser inseguro. É agradável para o dia a dia, mas não devemos adotar uma pilotagem mais esportiva, principalmente com as rodas de aro 14” da versão de entrada. 

 No mais, o Meriva tem um acabamento aceitável e tem um design atraente. As mulheres são o público principal, graças à praticidade do carro e ao espaço interno. O porta malas deveria ser maior.

Analisando os preços, achei essa versão Premium cara demais na configuração testada. Por R$ 54.000, podemos encontrar carros tão bem equipados como Citroën Picasso, Fiat Idea HLX, Linea LX e Stilo Flex, Ford Focus, Kia Cerato e Soul, Volkswagen SpaceFox, Renault Grand Tour e Scénic e Honda Fit e City.  

Talvez algumas dessas opções sejam um tanto ultrapassadas também, mas são equipados com o mesmo número de equipamentos e podem trazer algo que seja mais importante para você. No entanto, alguns podem trazer mais espaço, mais motor e mais requinte simplesmente por serem de uma categoria acima ou por serem de outra categoria como o Linea LX, Kia Cerato, Fiat Stilo etc. 

A versão de entrada, por R$ 43.549 (com motor 1.4 e sem câmbio Easytronic), pode ser uma opção válida, mas pagar mais de R$ 50.000 por um Meriva não concordo. Particularmente, ficando no mesmo segmento, prefiro um Kia Soul (mais moderno) ou um Picasso (mais carro).

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98º Dia

Porta-malas pequeno

Depois de terminada a corrida em Interlagos, chegou a hora desmontar os boxes e ir para casa. Na hora de carregar o carro, acabei “expulsando” dois amigos que iriam no banco traseiro para poder carregar o carro. Coloquei quatro cadeiras de praia e praticamente já acabei com o porta-malas. Ainda tinha uma mala de viagem grande e uma geladeirinha que tiveram de ser acomodadas no banco traseiro. Acho que falta mais espaço lá atrás. De qualquer forma, devemos destacar o bom espaço interno e a posição de pilotagem bem agradável. Um dos passageiros que andou no banco de atrás pela manhã queixou-se que o cinto fica bem no pescoço.

Em relação ao comportamento, achei o motor adequado para a proposta do carro, mas um tanto ruidoso e áspero acima de 5.000 rpm. O consumo também é um tanto elevado. Os freios são ótimos, mas achei o sistema um tanto brusco em baixas velocidades, quando temos que ser muito suaves para não dar “cabeçadas” dentro do carro.

Em geral, achei o Meriva um carro definitivamente familiar. É espaçoso, tem um acabamento legal e é recheado de porta-trecos, mesinhas etc. Um carro para usar no dia a dia e que serve para uma viagem de fim de semana com duas crianças pequenas.

O preço acima de R$ 54.000 o tira da minha lista de compras, pois ele não tem nada demais para custar isso. Não tem luxo e nem equipamentos que um carro popular não tenha. Apenas ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, rodas de liga leve, faróis de neblina, ABS e airbag duplo.

Com esse valor, pensaria em um carro maior, mais moderno e equipado e não um “esquecido” Meriva.

Talvez a versão de entrada com ar e direção e um motor 1.4 seja a melhor relação custo/benefício.

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96 e 97º Dias

Câmbio automatizado vale a pena?

Tinha planejado uma visita a um sitio de um amigo, a fim de também avaliar mais o comportamento da Meriva, mas acabei sendo convidado para uma missão aqui em São Paulo e não consegui andar o tanto que queria.

Acabei rodando muito pouco, na verdade, fui até o autodromo de Interlagos e voltei, em um total de 40 km, no modo automático.

Em relação ao câmbio, sempre fui meio contra esse sistema automatizado e ainda tenho muitas restrições em relação a ele. Compará-lo com um cãmbio automático, mesmo os mais antigos de 4 marchas, é injusto. As trocas são um tanto atrapalhadas e lentas, trazendo um pouco de desconforto. Essa sensação negativa é sentida ainda mais quando se está andando de forma mais rápida e ágil — quando são necessárias diversas mudanças de marcha a fim de se obter torque. No entanto, devo destacar a qualidade desse sistema quando o trânsito está bem carregado. Andando de forma suave ou no anda e para, ele funciona a contento e traz bastante conforto em relação ao câmbio manual. Ainda não é perfeito, mas deve melhorar com o passar dos anos. Talvez eu ainda não teria um, porque acabaria andando a maior parte do tempo no modo manual e, para isso, fico com um câmbio mecânico mesmo.

As suspensões tem uma calibragem bem macia e voltada para o conforto, com isso, o carro é um tanto estável em velocidades mais altas ou em curvas feitas mais fortes. Longe de ser inseguro, mas uma calibragem mais firme viria bem.

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